quinta-feira, 30 de setembro de 2010

SABE, O TEMPO VOA

E você? Onde está em relação há um minuto atrás? Um mês, um ano atrás?

Consegue enxergar evolução? Consegue ver progresso? Percebe o teu desprendimento de coisas ou situações que deveriam, talvez, nem ter existido?
E essa evolução ou progresso: são sólidos, alicerçados, em ritmo constante?
Saia da bolha. Respire o mundo que há fora dela.
Possivelmente, ainda se envolverá em uma nova bolha: a do comodismo, a do achar que o passo dado já foi o suficiente e agora é só manter... Errado!
Vamos! Não perca o foco...
Sabe, o tempo voa.
Converse com alguém que possui alguns ou muitos mais anos que você: é bem provável que lhe diga que se arrepende de não ter feito isso ou aquilo. Quer entrar para o clube dos arrependidos? Dos que poderiam ter usufruído a vida da sua forma mais plena, sábia e sensata, mas deixaram-se levar pela onda da estagnação? Tenho certeza de que não.
Você sabe o quê e como fazer. Já está até nesse caminho.
Essa mensagem é apenas para lhe dizer: siga!

PENSE NISSO

No coração da vida, um dos tesouros mais preciosos a situar é a linguagem do silêncio. Falar assim na era da comunicação parece ser uma afronta. Bom é que apenas pareça, porque na realidade o silêncio é a raiz mais necessária para qualificar a verdadeira comunicação. Nosso problema do momento é a superexaltação dos meios e a pouca preocupação por aquilo que se comunica através deles. Sendo assim, geralmente o tema do silêncio não faz parte da agenda dos congressos ou cursos de comunicação.

Para a pessoa medíocre, o silêncio é ignorância; para a pessoa consciente de sua dignidade, o silêncio é recolhimento; para a pessoa sábia, o silêncio é comunicação.

O CORAÇÃO E A RAZÃO SÃO NECESSÁRIOS NA AVALIAÇÃO DE UMA QUESTÃO

Um juiz devia decidir sobre uma causa envolvendo dois litigantes. Teimosos e fanáticos, eles eram incapazes de perceber e aceitar qualquer ponto de vista que não fosse o seu. Depois de escutar atentamente um deles, o juiz decidiu: você tem razão. Mas o outro prorrompeu em gritos, explicando a questão do seu jeito. Ao final, com tranquilidade, o juiz garantiu: você também tem razão. Uma das testemunhas, espantada com a dúbia sentença, interpelou o juiz, dizendo: não é possível que ambos tenham razão! Impassível, o magistrado admitiu: você também tem toda a razão.

VISÃO SOBRE A PETROBRAS I

Sabe-se que a proposta de governo com "verniz ambiental" possui um certo preconceito contra a exploração de petróleo - que é perfeitamente segura se observados os procedimentos adequados. A petrobras é uma das empresas mais avançadas neste aspecto - um acidente como o do Golfo do México dificilmente ocorreria em uma plataforma brasileira.

Concluo afirmando que em termos de geopolítica, inserção internacional e política para o setor o modelo adotado nos últimos anos é o que melhor se adequa às necessidades do país. Por outro lado seria interessante que os candidatos do PSDB e do PV explicitassem suas propostas para a área, que hoje é parte importantíssima da economia brasileira e indutora de investimentos, emprego e renda.
Ressalto que esta é minha opinião pessoal e que em nenhum momento falo em nome da Petrobras ou representando a opinião da empresa.

VISÃO SOBRE A PETROBRAS II

O Governo Fernando Henrique notabilizou-se pela quebra do monopólio estatal do petróleo, pela criação de uma agência reguladora - a ANP, francamente hostil à Petrobras - e por uma política progressiva de desmonte da estatal brasileira. Foi aprovado o regime de concessão para exploração de petróleo, onde as empresas estrangeiras possuíam condições discricionárias favoráveis.

No recente debate sobre o novo marco regulatório a atuação dos deputados e senadores do PSDB foi de defesa intransigente dos interesses das empresas estrangeiras e da redução do papel e do tamanho da Petrobras. Inclusive com assessoria de empresas americanas, sediadas em Houston.

Acredito que em um eventual Governo Serra se retome a política de FHC, com nova proibição de concursos, redução do tamanho da empresa e desvalorização salarial e profissional do quadro técnico da estatal. Retomada do modelo de concessões com preferência às empresas estrangeiras, o petróleo tratado como uma "commodity" com depleção (esgotamento) rápido das reservas e não se pode descartar a possibilidade de demissões em massa e eventual privatização.

VISÃO SOBRE A PETROBRAS III

Com a capitalização da Petrobras ocorrida recentemente, aumentando a parcela do Estado na companhia, e o novo marco regulatório aprovado, em um governo Dilma Roussef certamente teremos o ouro negro visto sob a perspectiva de um bem estratégico, nacional e importante no jogo geopolítico mundial. O ambicioso e factível programa de investimentos da empresa será levado à cabo e a valorização de recursos humanos e da própria empresa também continua.

Por outro lado, as empresas multinacionais, embora com presença restrita, devem obter bons lucros na parte exploratória que lhe cabe - muitas delas ainda remanescentes de áreas licitadas sob o antigo regime de concessão. Pode-se pensar na petroleira brasileira como uma empresa de peso e influência decisivas no mercado energético mundial.
Aproveito para ressalvar que não somente a Petrobras não depende em um único centavo de dinheiro público como ainda é a maior pagadora de impostos deste país.

A DEMOCRACIA DAS ABELHAS


Quando abelhas produtoras de mel procuram por uma nova casa, escolhem o melhor lugar por meio de um processo democrático, segundo pesquisa de Thomas Seeley, biólogo da Universidade de Cornell, Estados Unidos. As informações são do site ScienceDaily.

Quando uma colmeia está superlotada, dois terços das abelhas operárias e a abelha rainha deixam-na e passam a procurar um novo lar. Durante dias, milhares de abelhas procuram entre 10 a 20 potenciais locais para a abelha rainha morar. Cada lugar ganha uma apresentação em forma de dança feita pelas abelhas.
Segundo Seeley, em entrevista ao site, "a duração da dança depende da qualidade do lugar". Os melhores ganham danças mais elaboradas e longas. "As abelhas possuem habilidade de construção que as permite julgar a qualidade, e sempre são honestas. Se o lugar é ruim, não irá fazer grande propaganda", completou.
Os lugares mais populares são escolhidos quando as abelhas visitam os locais que lhes foram mostrados. O local mais visitado é o escolhido como melhor e será a nova casa.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SEMANA DO IDOSO


Fazendo parte da Programação da Semana do Idoso, grande público esteve presente na terça feira dia 28, no Centro de Convivência da Terceira Idade para prestigiar o Desfile de Escolha da Rainha e princesas da Melhor Idade e Vovó Simpatia. As atividades iniciaram pela parte da manhã com Gincana Cultural Coordenado pela Professora Cleusa Goulart. Após o almoço, houve a escolha da rainha e princesas da Melhor Idade e Vovó Simpatia. Na oportunidade, foram escolhidas como Rainha, Flora Stein Decker do Grupo Liberdade, 1ª Princesa Loreni Heming do Grupo Amigos do Sol, 2ª Princesa Olinda Maria Baú Mayer do Grupo Ipiranga e Vovó Simpatia, Matilde Bender do Grupo da Paz de Cascata. Também desfilaram as candidatas, Nelcira Alma Ziebert Dewes do Grupo Alegria, Adília Salles Gessinger do Grupo Amar e Servir, Ema dos Santos do Grupo Santa Luzia e Nelci Abling de Oliveira do Grupo Concórdia e harmonia do Km 20. A melhor torcida escolhida foi do Grupo Liberdade. O evento contou com a presença de grande público que se divertiu todo dia com animação do Musical Paloma. .

HOMENAGEM AOS MILITANTES

"Que seria deste mundo sem militantes?

Como seria a condição humana se não houvesse militantes?
Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super-homens e não se equivoquem. Não é isso.
É que os militantes não vem para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos.
Ao fim e ao cabo, o progresso da condição humana depende fundamentalmente de que exista gente que se sinta feliz em gastar sua vida a serviço do progresso humano.
Ser militante não é carregar uma cruz de sacrifício.
É viver a glória interior de lutar pela liberdade em seu sentido transcendente".

QUICOLI: "DINHEIRO DA PROPINA NÃO ERA PARA A CAMAPNHA DA DILMA"

28 de setembro de 2010 • 23h39 • atualizado em 29 de setembro de 2010 às 00h02
Depois do depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, nesta terça-feira (28), o consultor Rubnei Quícoli divulgou uma nota pública para esclarecer as diferentes versões sobre sua oitiva na mídia. “Não houve recuo de informação sobre a posição da propina pedida”, informa.
Quícoli, que tem duas condenações e já esteve preso, acusa o filho da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, Israel, de cobrar uma propina de R$ 5 milhões para viabilizar um financiamento do BNDES para a construção de uma usina de energia solar no Nordeste. O empréstimo foi negado.
Segundo o consultor, o ex-diretor dos Correios Marco Antonio Oliveira é o autor da afirmação de que o dinheiro seria dirigido a Dilma e Erenice. “Em momento algum em nenhuma das entrevistas eu disse que o pedido desta propina era para o Partido dos Trabalhadores”, diz Quícoli. “Em momento algum eu disse que o dinheiro seria para a candidatura de Dilma”, acrescenta.
Quícoli garante que só voltará a Brasília “para dois eventos: a posse do presidente José Serra e a assinatura do empreendimento da usina solar”. “Gravei depoimento para a campanha do Serra como gravaria para a campanha da Dilma, vivemos em um País livre, onde há tanta liberdade que alguns jornalistas distorcem a verdade”, afirma
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4706456-EI15315,00-Quicoli+Dinheiro+de+propina+nao+era+para+campanha+de+Dilma.html

terça-feira, 28 de setembro de 2010

VOX/BAND: DILMA TEM 55% DOS VOTOS VÁLIDOS.

O arrastão do conservadorismo jogará todas as cartas nas próximas horas na tentativa de reverter a vantagem de Dilma, na prática ou no imaginário popular.Outros Datafolhas e Ibopes virão até domingo. Objetivamente, o conservadorismo nativo não tem nenhuma proposta, nenhum projeto capaz de mobilizar essa virada estatísticamente colossal. Resta-lhe, porém, uma endogamia publicitária apoiada em duas frentes, cuja desfrute mútuo produz efeitos não subestimáveis; a saber:
 I) afogar os avanços sociais e econômicos dos últimos oito anos num 'mar de lama' cenográfico, anabolizado pelo dispositivo midiático até o dia da votação;
II) usar --o termo é tristemente esse-- 'usar' Marina Silva como glacê verde do udenismo lacerdista, emprestando-lhe um frescor de photoshop que a direita nunca teve neste país e Serra, naturalmente, foi incapaz de suprir. Sim, a aliança de forças pró-Dilma também inclui remanescentes da direita e centro direita abrigados em partidos aliados. A diferença na história é sempre quem detém a hegemonia do processo. Do lado de Dilma, em última instancia, são os sindicatos operários e os movimentos sociais que concentram uma capacidade de mobilização capaz de fazer a diferença no prato da balança política. E no caso de Marina Silva, para qual margem do rio estão sendo arrastados os votos dirigidos a uma suposta candidatura de terceira via? Objetivamente, acima de ressentimentos e divergencias superáveis, esse é o quadro sobre o qual o ambientalismo progressista deve refletir

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

NAFTALINA E GUERRA FRIA


Venezuela vai às urnas em clima de absoluta democracia. Observadores internacionais atestam a lisura do pleito. População comparece em massa aos locais de votação. Não há confrontos, não há incidentes políticos sérios. Chávez obtém maioria simples no Congresso; a oposição cresce; haverá mais negociação para se aprovar mudanças estratégicas na economia e na sociedade. É isso a 'ditadura chavista'? Um dia de voto e liberdade desmente centenas de páginas da mídia demotucana; capas e mais capas de VEJA derretem como picolé ao sol do Caribe. Sobretudo, porém, o pleito de ontem revela a esférica lente do anacronismo político com a qual Serra olha E interpreta a América Latina, a ponto de ter feito campanha contra o ingresso da Venezuela no Mercosul por discordar da liderança de Chávez. A oposição venezuelana, uma das mais extremadas da região, mostrou-se menos obtusa que o candidato do conservadorismo brasileiro; foi às urnas e renasceu como interlocutor político. Entre outras razões, é por isso que Serra sai da eleição menor do que entrou. Na questão externa, sai como um porta-voz dos editoriais do Estadão, encharcado de naftalina e guerra fria.

NO PRÓXIMO DIA 3 DE OUTUBRO 135.804.433 BRASILEIROS ESTARÃO APTOS A VOTAR.

No próximo dia 3 de outubro, 135.804.433 brasileiros estarão aptos a eleger os governantes do país. Numa só eleição escolherão deputados estaduais e federal, governadores, dois senadores (renovação de 2/3 do Senado) e presidente da República.
Esta é a maior eleição informatizada do mundo. A Justiça Eleitoral terá 23 mil computadores nos tribunais regionais e nas 3.024 zonas eleitorais. São mais de 2,1 milhões de mesários e 22.570 candidatos, segundo o TSE. Somente a deputados, o Sul do país tem 2.174 concorrentes: o RS tem 282 candidatos a federal e 570 a estadual; SC, 150 a federal e 321 a estadual; e PR, 294 e 557, respectivamente.
A participação da mulher continua reduzida. Os Estados com mais candidatas são Rio de Janeiro (27,95%), Santa Catarina (27,9%) e Rio Grande do Sul (26,9%). Outro cenário inadmissível: quem for eleito encontrará na Câmara Federal 14 mil proposições (projetos de lei, emendas à Constituição...) que aguardam deliberação. Desafio que terá de ser vencido, como outros, pelos parlamentares eleitos. Mais um bom motivo para escolher bem em quem votar.

VERDADE: CADA UM TEM A SUA.


Existe uma escada crescente da caminhada da mentira. No primeiro momento, mentimos para os outros, depois mentimos para nós mesmos e esta é a mentira mais perigosa. A própria pessoa se transforma em mentira. Usa todo o tipo de máscara e acaba esquecendo sua própria fisionomia. Existem três tipos de soluções: a minha, a do outro e a certa. Na avaliação de uma questão precisam entrar duas dimensões: o coração e a razão. O coração deve privilegiar a bondade e a razão deve levar em conta a justiça. Essas duas instâncias não devem ser excludentes. Deus, modelo absoluto de perfeição, une bondade e justiça.
A descoberta do ponto ideal numa questão passa pelo diálogo. Não se trata apenas de externar os pontos de vista, mas também perceber os pontos de vista dos outros. Simbolicamente, a pessoa deve ocupar o lugar do oponente; o pai deve assumir a condição do filho, o professor a do aluno. O motorista precisa perceber o trânsito como o pedestre enxerga. Faz bem o patrão colocar-se na situação do operário, o sacerdote no lugar do fiel, o político no lugar do eleitor. E vice versa.
Uma decisão é boa quando é boa para os dois lados. Uma decisão errada logo está de volta. De resto, nem sempre as decisões legais são justas. Nenhum tribunal pode tornar justo o que é injusto.Na contraluz percebemos que a mentira nos torna escravos. E uma mentira, para sobreviver, precisa sempre de novas mentiras.

A IMPORTANCIA DO SILENCIO

No coração da vida, um dos tesouros mais preciosos a situar é a linguagem do silêncio. Falar assim na era da comunicação parece ser uma afronta. Bom é que apenas pareça, porque na realidade o silêncio é a raiz mais necessária para qualificar a verdadeira comunicação. Nosso problema do momento é a superexaltação dos meios e a pouca preocupação por aquilo que se comunica através deles. Sendo assim, geralmente o tema do silêncio não faz parte da agenda dos congressos ou cursos de comunicação.
Para a pessoa medíocre, o silêncio é ignorância; para a pessoa consciente de sua dignidade, o silêncio é recolhimento; para a pessoa sábia, o silêncio é comunicação.
Não tenho dúvida de que o silêncio é a linguagem própria do nascimento. Nove meses de fecundo silêncio envolvem uma vida em gestação. A semente, lançada na terra, germina no silêncio do dia e da noite, para comunicar flores e frutos. As melhores decisões que geram vida nova nas pessoas são elaboradas no silêncio. O silêncio é também a linguagem que acompanha o momento decisivo de nossa passagem para a vida eterna.
Nascemos do silêncio eloquente do amor de Deus. Nascemos do silêncio de um “sim” de nossos pais. Nascemos constantemente do silêncio de nossas interiores decisões. Nascemos do silêncio, sem nenhuma explicação humana, para a vida definitiva.
Um sábio oriental, Swami Vivekananda, recomenda-nos este simples exercício:
“Senta-te na chegada da aurora. Para ti nascerá o sol. Senta-te na chegada da noite. Para ti brilharão as estrelas. Senta-te à beira do riacho. Para ti cantará o rouxinol. Senta-te junto ao silêncio e Deus te falará”.
Evocamos aqui a manifestação de Deus ao profeta Elias no monte Horeb: “Antes do Senhor, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se um murmúrio de uma brisa suave” (1Rs 19,11b-12).
Foi ali que Elias ouviu o Senhor e partiu em missão.
A linguagem da fé é a linguagem do silêncio, pois a fé começa sempre com uma pergunta. E toda a pergunta, mesmo declarada, nasce do silêncio de um coração que busca. “Sem um empenho e uma decisão interior não conseguimos apreciar o profundo encantamento do silêncio e, a partir daqui, uma comunicação autêntica conosco mesmos, com os outros, com a natureza e com o mistério” (Carlo Maria Martini).
Nossos tempos, com seus avanços, trazem consigo um risco de arrancar a pessoa de dentro dela mesma. Às vezes temos a impressão de estar fora de casa, sem aconchego mesmo em nosso íntimo. Parecemos uma casa desabitada de nós mesmos. A linguagem do silêncio, com certeza é a melhor linguagem do amor para a vida.

TEM QUE MUDAR. O BRASIL É RICO MAS INJUSTO.

Mais da metade da população do Brasil detém menos de 3% das propriedades rurais. E 46 mil proprietários são donos de metade das terras. Nossa estrutura fundiária é a mesma desde o Brasil império! E quem dá emprego no campo não é o latifúndio nem o agronegócio, é a agricultura familiar: ocupa 24% das terras e emprega 75% dos trabalhadores rurais.
Hoje, os programas de transferência de renda do governo - incluindo assistência social, Bolsa Família e aposentadorias - representam 20% do total da renda das famílias brasileiras. Em 1978, 8,3% das famílias brasileiras recebiam transferência de renda. Em 2008 eram 58,3%.
É uma falácia dizer que, ao transferir renda, o governo está “sustentando vagabundos”. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem. A questão reside em ensinar a pescar, em vez de dar o peixe. Entenda-se: encontrar a porta de saída do Bolsa Família.
Todas pesquisas comprovam que os mais pobres, ao obterem mais de renda, investem em qualidade de vida, como saúde, educação e moradia. O Brasil é rico, mas não é justo.

TRÂNSITO ESTÁ SE TORNANDO UM CAOS

Um aparente sinal de riqueza se transformou em problema quase insolúvel. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro ampliou as possibilidades de acesso ao automóvel e praticamente nenhuma grande ou média cidade estava preparada para absorver, com um mínimo de organização, essa repentina invasão.
A origem do colapso no trânsito de muitas cidades é conhecida. Entre antecipar-se a exigências naturais de infra-estrutura impostas pelo crescimento econômico e populacional e esperar que “as abóboras se acomodem com o andar da carroça”, prefeitos , Governadores e o governo federal optaram, comodamente, pela segunda. Só esqueceram que estavam lidando com veículos e pessoas - ou melhor, sabiam com o que estavam lidando, mas preferiram ignorar o grau de prioridade que merecia.
Pode-se ainda encontrar resposta para a raiz do caótico trânsito urbano na lentidão com que providências imprescindíveis foram ou são tomadas, na omissão e, em especial, na ausência de planejamento viário. Conhecer as causas é importante para não repeti-las. Mas o fundamental, agora, é buscar soluções, pelo menos paliativos. E nenhuma opção indicada por especialistas dispensa a participação do cidadão. Pelo contrário: sem ele o caos será geral.
A adesão significa adquirir conscientização sobre a necessidade de usar transportes coletivos ou alternativos, como bicicleta, além, é óbvio, da saudável caminhada. Mas é preciso também que sejam oferecidas condições de conforto e de respeito aos usuários. Não se pode esperar que alguém abdique do carro para embarcar em um ônibus superlotado, sujo e que não cumpre horários. Por outro lado, sem o sacrifício individual não haverá como mudar o cenário de congestionamentos e poluição. Por mais injusto que seja, esta é uma situação em que só as vítimas podem corrigir os erros de seus algozes.

domingo, 26 de setembro de 2010

INDECISÃO CRIA "INSTABILIDADE JURÍDICA"

Juristas ouvidos pelo Estado são unânimes em afirmar que o adiamento, para depois das eleições, da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da Lei da Ficha Limpa cria um ambiente de instabilidade jurídica.

Com a renúncia de Joaquim Roriz (PSC) à candidatura ao governo do Distrito Federal, o julgamento da semana passada perdeu validade, o que permitirá a políticos de "ficha suja" continuar fazendo campanha. Caso eleitos, eles poderão ter os cargos cassados. No caso das eleições proporcionais (para deputados federais e estaduais), isso poderá alterar até mesmo as bancadas dos partidos.
"A indecisão cria instabilidade jurídica porque você terá uma série de políticos que vão ser eleitos e não poderão assumir. Isso implica redistribuição das bancadas dos partidos, que é uma coisa complicadíssima", avalia Teresa Ainda Sadek, professora do departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Supremo.
Para ela, a divisão do STF - evidente no empate na votação de quinta-feira - já "vem sendo observada há um tempo". "Temas políticos geram essa divisão que observamos ontem, mas outros temas geram outras divisões", afirma.

ESPAÇO AO CONTRADITÓRIO

A grande imprensa paga o preço de não saber conviver com políticos bem avaliados pela população por longos períodos de tempo, e descobre a contragosto que os dilemas, desafios e desatinos das forças oposicionistas são também os seus dilemas, desafios e desatinos, sendo esses expressos em capas de jornais e revistas, apresentados em ritmo de funeral nos telejornais da noite, objeto de análises repetitivas e quase sempre sem qualquer brilhantismo por parte dos mais renomados comentaristas de política e economia do país.

É como se a grande imprensa perguntasse: "Quo vadis?" Mas a resposta é incisiva: "Para Roma é que não é". Porque há que se deixar aos políticos a política e aos jornalistas, o jornalismo. Há que se refazer o caminho de volta... porque esse negócio de tomar para si a missão de oposição política – pois esta se encontra fragilizada – nada mais é que grosseira falsificação do papel da imprensa em um Estado democrático de direito.
É hora de deixar as bandeiras do partido no chão e voltar à prática do bom jornalismo: buscar a verdade, manter pura sua motivação desde a escolha da pauta até sua realização, investigar cada caso antes de publicar, conceder espaço ao contraditório, deixar ao público a formulação de juízos de valor.

GISELE ELOGIA O MARIDO


“Meu filho é tão lindo. Eu o amo tanto. Mas antes de você ter um filho, você tem que ter certeza de que está com um ótimo homem. Você não pode se contentar com menos do que alguém que você ama e que tem as mesmas crenças que você”

Gisele Bündchen em entrevista ao “New York Post”

sábado, 25 de setembro de 2010

PAIM LIDERA A CORRIDA PARA O SENADO


Sen. Paulo Paim
 Para as intenções de voto ao Senado, Paulo Paim (PT) agora lidera com 47%. O candidato subiu dezessete pontos percentuais em relação ao estudo anterior. Ana Amélia Lemos (PP) ocuparia a outra vaga e tem 45%, crescimento de 18 pontos. Germano Rigotto (PMDB) aparece em terceiro, com 28% das intenções de voto, queda de dez pontos percentuais. Em seguida aparece Abgail Pereira (PCdoB), com 16%. As oscilações altas se devem ao longo período entre as duas pesquisas.

Os candidatos Marcos Monteiro (PV), Vera Guasso (PSTU) e Roberto Gross (PTC) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 6% e 35% dos eleitores que ainda não decidiram pelo menos um de seus votos ao Senado.

VOX POPULI APONTA VITÓRIA DE TARSO NO PRIMEIRO TRUNO

Tarso Genro
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (24) pelo instituto Vox Populi aponta vitória de Tarso Genro (PT) no primeiro turno nas eleições ao governo do Rio Grande do Sul. O estudo mostra ainda o crescimento da candidata à presidência da República Dilma Rousseff no estado, e uma queda de José Serra (PSDB), em relação à última pesquisa do instituto, que havia sido realizada no mês de agosto. Para o Senado, o levantamento aponta Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT) ocupando as duas vagas.

O petista Tarso Genro subiu de 35% em agosto, para 45% das intenções de voto em setembro. José Fogaça (PMDB) caiu de 24% no mês passado para 22%. Yeda Crusius (PSDB) aparece com 11% oscilando um ponto percentual para baixo. Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 16%. O Vox Populi ouviu 800 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A IMPRENSA PODE CRITICAR, MAS NÃO PODE SER CRITICADA.

Centenas de pessoas lotaram auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em ato contra golpismo midiático e em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Manifesto afirma que, em nome da liberdade de imprensa, grande mídia comercial quer suprimir a liberdade de expressão. "A imprensa pode criticar, mas não quer ser criticada. É profundamente anti-democrático – totalitário mesmo – caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa. Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo", diz o documento.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GOVERNO DEVOLVE A PETROBRAS AOS BRASILEIROS

Nesta sexta-feira, o Presidente Lula vai a Bolsa de Valores de São Paulo; não para vender o patrimônio público, como fez o governo tucano nos anos 90, mas para coroar o êxito no maior lançamento de ações da história econômica mundial. A capitalização da Petrobrás eleva a participação do Estado brasileiro no controle acionário da empresa e reverte o desmonte arquitetado pela gestão FHC destinado a fatiar e pulverizar o comando da 6º mais importante empresa de eenergia do planeta e a mais estratégica do Brasil. O sucesso assegurado da capitalização viabiliza a soberania brasileira na exploração das jazidas do pré-sal, reconhecidas como a mais importante descoberta de petróleo dos últimos 30 anos. As forças e interesses reunidos em torno da coalizão demotucano mais de uma vez manifestaram sua preferencia por entregar a guarda desses recursos à 'eficiencia dos livres mercados', leia-se, às petroleiras internacionais. Na votação dos marcos regulatórios que asseguram o controle nacional sobre prováveis 50 bilhões de barris de petróleo armazenados no fundo do oceano, o sendador Álvaro Dias (PSDB-PR), cogitado como vice de Serra, foi categórico: 'Resistiremos o máximo'.O Presidenciável não deixou por menos. Serra insistiu até o último minuto no adiamento dessa decisão e sinalizou que poderia revertê-la , se vitorioso nas urnas. Acima de tudo , porém, o que o ex-governador de SP mais temia era o simbolismo histórico explosivo, intrinsecamente desfavorável a sua candidatura, condensado na cerimonia protagonizada por Lula nesta sexta-feira que, a nove dias das eleições, contrapõe, objetivamente, dois projetos de país.

MIDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa.  Leonardo Boff.

CÓDIGO FLORESTAL É O ASSUNTO DESTE SÁBADO NO FORUM 101

De que maneira o Código Florestal afeta a nossa vida? A par de toda a polêmica surgida frente à necessidade do cumprimento das exigências do código florestal, as opiniões se dividem entre aqueles que acreditam que o código é adequado e aqueles que, ao contrário, o acham excessivamente rígido. Quais as divergências e os pontos de vista em comum? O que é preciso ser feito para adequar o código a realidade? Como está a cobrança por parte das autoridades em relação ao cumprimento do código florestal? Essa e outras questões, sem dúvida virão à tona no próximo programa Forum101 deste sábado.

Estaremos recebendo para debater o assunto conosco o Presidente do Sindicato Rural de Três de Maio Sr. Gilberto Marasca, o secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de nossa região Sr. Dari Edson Conti e o Engenheiro Florestal Lucas Simm.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

TEMPO E VIDA


Estamos num momento em que
a humanidade passa por uma crise existencial.
Passamos pelo tempo e não sentimos o tempo.
Quando percebemos lá se foi o tempo.
Isto nos leva a um questionamento....
Será que estou vivendo todo o tempo,
Ou estou fazendo do tempo um passatempo.
Precisamos parar!!! Observar!!! Sentir!!!!
Para saber usufruir o tempo e assim viver.
No mundo louco que estamos vivendo, a mil por hora,
sem saber o que vai acontecer, se não pararmos para refletir,
perderemos o sentido do que realmente
É viver.
A natureza está sempre, colocando ao nosso dispor lições
Uma dessas lições está no movimento,
que hora é de retração, hora é de expansão.
Está também no dia e na noite
Na mudança das estações, que claramente nos mostra
Que para tudo na vida têm tempo
Então, porque tanta correria se para tudo tem tempo?
Que nesta primavera sua vida possa resplandecer como
um imenso arco-íris, trazendo a esperança de dias melhores.
Que após a passagem das nuvens do inverno na nossa vida
Possamos recordar que também o escuro faz parte da luz
E que somente quando estamos no escuro é que lembramos de
Acender a luz.
Fatima dos Anjos

STRESSE! PREVINA-SE CONTRA ELE

O estresse, sintoma da modernidade, é uma condição que o ser humano desenvolveu ao longo dos tempos. Porém, apesar de não ser considerado uma doença, pode favorecer o aparecimento de doenças psico-fisiológicas e, por isso, precisa ser observado e controlado.

De acordo com a psicóloga da Unesp Sandra Leal Calais , existem quatro níveis de estresse - alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão - que influenciam na qualidade de vida, pois quanto maior for o nível de estresse, maior será a deteriorização física e psicológica. "Nem todo tipo de estresse é ruim. Há tipos que possuem aspectos construtivos, na medida em que estimula as pessoas a buscarem a reformulação de vida", explica a psicóloga.
A melhor maneira de lidar com estresse é prevenir-se, através da prática de exercícios físicos, alimentação balanceada, pensamentos positivos, suporte familiar, social e religioso, ioga e exercícios de relaxamento . 

PARA GUARDAR

Não duvide: o melhor está para acontecer.

Creia: tudo o que te causa dor, será eliminado.
Sinta: o amor de DEUS está tocando a tua alma.
Veja: você é reflexo, imagem e semelhança DELE.
Atente-se: movimentações à tua volta estão indicando mudanças
Determine: busque a tua transformação interior.
Anime-se: olhe com olhos confiantes para o amanhã.
Espere: os teus sonhos ainda não foram apagados, esquecidos.
Entenda: o cumprimento das promessas está ligado ao teu posicionamento.
Respire: deixe de lado a ansiedade e viva um dia de cada vez.
Liberte-se: não te prendas a paradigmas ou experiências passadas.
Alegre-se: olhe positivamente para a tua vida.
Agradeça: tenha gratidão pelo que tem, pelo que recebe e por quem é.
Não se anule: com ponderação, faça o que sempre teve vontade, diga o que sempre quis dizer.
Cresça: busque a evolução do teu ser, da tua alma, do teu espírito.
Retribua: divida com outros aquilo que te faz bem, divulgue coisas boas.
Ame: ame a si mesmo, ame o próximo, ame a DEUS.
Adore: reconheça que há um SER SUPERIOR que cuida de ti e lhe preste total reverência.
Que ELE seja contigo e em ti, hoje e em todos os teus dias!

DISPOSITIVO MIDIÁTICO LANÇA ORDEM UNIDA: 'O POVO NÃO SABE VOTAR'

Arnaldo Jabor: "preparemos-nos para a guerra"

EDITORIAL Estadão, 21-09: "... sem o menor pudor Lula alimenta no eleitorado de baixa renda e pouca instrução - seu público-alvo prioritário - o sentimento difuso de que quem tem dinheiro e/ou estudo está do "outro lado", nas hostes inimigas. Mas a verdade é que o paladino dos desvalidos nutre hoje uma genuína ojeriza por uma, e apenas uma, categoria especial de elite: a intelectual, formada por pessoas que perdem tempo com leituras e que por isso se julgam no direito de avaliar criticamente o desempenho dos governantes. Por extensão, uma enorme ojeriza à imprensa...."

ARNALDO Jabor; 21-09: "...Lula não é um político - é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.(...)A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma. Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.Por isso, "si vis pacem, para bellum", colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemos-nos para a guerra..."

CAETANO Veloso, 20-09: "É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza..."

MERVAL Pereira, Globo, 21-09: " ... popularidade de Lula hoje lhe dá essa sensação de poder absoluto. Daí a desqualificar a grande imprensa e querer influenciar diretamente o eleitorado, sobretudo o das regiões mais pobres do país, através dos programas assistencialistas, e a tentativa de controle da mídia regional através de verbas de publicidade.[...] Para os que não se submetem a essa política, fica cada vez mais evidente que um eventual governo Dilma vai tentar aprovar no Congresso uma legislação especial que permita o controle dos meios de comunicação através dos mais diversos conselhos, o chamado controle social da mídia, a exemplo do que já acontece na Venezuela de Chávez e a Argentina dos Kirchner está tentando.A reação desmesurada da candidata oficial a uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo que mostrou problemas em sua gestão à frente de uma secretaria no governo do Rio Grande do Sul dá bem a medida de sua tolerância à livre circulação de notícias críticas.."

(Gente, lugares & coisas  apóia ato no Sind. dos Jornalistas, dia 23, contra o golpe; 22-09)

MANCHETES QUE VIRAM PROPAGANDA ELEITORAL

“Prezado Editor:

Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”
Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.
Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”.
Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.
O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.
Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.
À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.
Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25). O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?
(Balaio do Koscho)

NINGUEM FOI MAIS AFETADO PELA CRISE COMO OS LATINOS. DISSE OBAMA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o aumento do desemprego causado pela crise econômica mundial afeta mais os latinos, principalmente aqueles que não conseguem regularizar sua documentação após a migração.

“Ninguém foi tão afetado pela crise como os latinos. E ainda são afetados. Ninguém foi tão prejudicado pela crise hipotecária, que os levou a perder suas casas”, disse Obama, em entrevista concedida à emissora norte-americana Telemundo, na noite desta terça-feira (21/9).
A situação dos imigrantes latinos é um dos pontos críticos da administração Obama, já que a reforma para abrir caminho para a regularização dos cerca de 11 milhões de imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos foi uma das promessas de campanha democrata e ainda não se concretizou.
Outro argumento usado para criticar o atual governo é o índice de deportação. De acordo com reportagem do jornal Washington Post, a agência de Imigração e Alfândega espera deportar cerca de 400 mil pessoas em 2010, cerca de 10% a mais do que o total de imigrantes expulsos do país em 2008 e 25% mais do que em 2007, ainda no governo de George W. Bush (2001-2009).













 

LIBERDADE DE IMPRENSA? SÓ PARA ELE.

Não dá mais para se surpreender com as mentiras e o cinismo de Serra, mas também não dá para deixar de registrar certas manifestações do tucano para realçar a que ponto chegou sua cara dura.

Hoje, ele criticou a manifestação organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e que recebeu apoio das centrais sindicais – elas não são as únicas – na quinta-feira, em São Paulo, contra o golpismo da mídia nessas eleições e disse que “esse pessoal quer a liberdade de palavra para a turma deles”.
Peraí Serra. Quem tem liberdade de palavra na grande imprensa é você. Os blogueiros independentes são tachados de sujos por você, e as centrais sindicais e os movimentos populares são frequentemente criminalizados pela mídia, posição que, por sinal, você compartilha. Ouvir falar de liberdade de palavra saindo de sua boca é um acinte.
Como sabe que seu estilo com os jornalistas não é dos mais cordiais, para dizer o mínimo, Serra afirmou que às vezes (modéstia, candidato) não gosta de alguma matéria, mas que defende que “a imprensa seja livre pra dizer as suas coisas.”
Não foi bem isso que se viu na entrevista que concedeu, ou melhor foi extraída a fórceps, para Marcia Peltier, no CNT. Serra não gostou das perguntas da jornalista, ameaçou abandonar o estúdio e confiscou a fita em que seu chilique e arrogância ficaram registrados.
É essa a liberdade de imprensa que Serra defende. Quando encontra algum jornalista que não esteja domesticado e seguindo direitinho as ordens do patrão, dá ataque e parte para a grosseria. Quando recebe perguntas incômodas, reage acusando o entrevistador de repetir o que diz o PT.
Serra não tem a menor moral para falar de liberdade de imprensa. E se a grande imprensa brasileira tivesse um pingo de vergonha na cara sequer reproduziria o que o tucano comenta sobre o assunto. (Tijolaço)

A SUJEIRA DA VEJA COM A GRIPE SUINA

De tudo que já foi levantado contra Dilma recentemente, uma das coisas mais esdrúxulas teria sido uma suposta interferência da Casa Civil, então sob o comando de Dilma Rousseff, na compra de medicamentos para o tratamento da gripe H1N1, em junho de 2009.

Essa gripe ficou conhecida como gripe suína por conter em seu vírus material genético dos suínos e não por ser transmitida pela respiração dos porquinhos, como desinformou José Serra, que se autoproclama o melhor ministro da Saúde que o país já teve.
A gripe suína se espalhou perigosamente pelo mundo a ponto da Organização Mundial de Saúde declará-la como pandemia, justamente em junho de 2009. O Brasil comprou o antiviral Tamiflu do único laboratório que o produz no mundo, o que por si só impediria qualquer ação lobista, já que não há concorrentes.
Mas a revista Veja publicou que o Ministério da Saúde teria feito uma compra maior que o necessário, com vantagens para um ex-assessor da Casa Civil. O ministro da Saúde José Gomes Temporão já tinha desmontado a denúncia negando a participação da Casa Civil em qualquer negociação do ministério e explicando que a quantidade do medicamento adqurido atendeu a critérios técnicos.
O Brasil comprou medicamentos suficientes para 14,5 milhões de pessoas (7,5% da população) por preço abaixo do mercado, depois de ter sido criticado por ter um estoque suficiente para atender apenas 5% da população, enquanto outros países tinham estoque para até 80% da população.
Agora, o laboratório Roche, fabricante do Tamiflu, publicou no site de sua subsidiária no Brasil, comunicado para esclarecer que os processos de compra do medicamento foram conduzidos de forma direta, sem participação de nenhum intermediário.
O Governo não apenas comprou uma quantidade prudente de medicamento como – preste atenção – fez um enorme esforço para produzir aqui, numa fábrica estatal, de forma independente o oseltamivir. Sob a direção do médico Eduardo Costa, então presidente da Farmanguinhos, começamos a fazer aqui o antiviral e não faltaria “Veja” para criticar se as mortes continuassem acontecendo e faltassem remédios. Agora, se estivesse correndo comissão para o Governo, na compra, alguém ia querer fazer um esforço e iam se interessar em fabricá-lo numa estatal?
A Veja não se deu ao trabalho de ouvir a Roche quando preparou a sua denúncia. O compromisso com a verdade da informação já foi abandonado há muito tempo. Como escrevi outro dia aqui, me referindo à Folha de S.Paulo, o lema da grande imprensa nos ataques à Dilma é “se colar, colou”. Se depois os fatos desmentirem a versão, que se danem os fatos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FALSO DEFENSOR DA LIBERDADE DE IMPRENSA

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!
Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

RUI BARBOSA

Qualquer que seja o problema, por mais complexo e multiforme, não lhes faltam engenho e arte para transformá-lo em gráficos e diagramas para dar-lhe denominação própria e falsa. É caso disso, caso daquilo… E dá-lhe falsidades!
Nessa pregação golpista, o delírio teorizante atinge o auge. Como a presunção é o traço mais evidente, eles insistem no diagramar, no cronogramar, no organogramar, no topogramar para ver se com o inusitado da linguagem obtêm crédito.
Pensam que podem vencer pelo choque, pelo cansaço do prolixo. Pode-se dizer que é uma mídia nominalista. Se a realidade — onde coisas e fenômenos estão há muito nominados — não corresponde às análises, muda-se o nome das coisas e fenômenos. E aí surgem os “mensalões”, as “violações de sigilos”, os “escâdalos da Casa Civil”.
Pois saibam os que não sabiam que esse gosto pelo nome dos senhores de sua semântica esvazia o conteúdo das informações para pôr no lugar palavras ocas. Vazio igual só o daqueles pastéis que a velhinha vendia na feira, apregoando: “Pastéis de camarão!”. O comprador se aproxima, pega um, paga. Na hora de comer, diz: “Mas, minha senhora, não achei camarão nenhum!” Ela responde: “O senhor sabe como é, uns gostam, outros não gostam, uns podem, outros não, por isso não ponho.” São pastéis de vento, ou vento de pastéis. E como eles inventam nomes com facilidade, suas explicações se encaixam naquele tipo de resposta que se dá às crianças de certa idade que não perguntam para saber, mas pelo perguntar.

domingo, 19 de setembro de 2010

MICHAEL HUDSON: MODELO ECONÔMICO EUA ESTÁ FALIDO

O impacto causado pela intervenção do economista e professor da Universidade do Missouri na quinta-feira (16), durante sua participação em um seminário internacional promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília. Hudson, um ex-economista de Wall Street, mereceu repetidos aplausos dos participantes do seminário ao apresentar, assim como o xará cineasta, um ponto de vista ácido e crítico sobre o modelo econômico de seu país.

Segundo o economista norte-americano, os Estados Unidos impulsionou “um modelo econômico que está falido” e, com o advento da mais recente crise econômica global, cabe agora aos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) usar sua força conjunta para colocar em marcha um modelo alternativo: “Quando o EUA diz que os países do Bric ainda têm espaço para aumentar suas dívidas, o que quer dizer é que estes países ainda têm minas que podem ser vendidas e ainda têm florestas que podem ser cortadas. Nos próximos anos, o Norte vai fazer o máximo possível para pegar os seus recursos”, disse Hudson, em uma de suas muitas frases de impacto.
Hudson afirmou que o governo norte-americano passou 50 anos obrigando os países em desenvolvimento a contrair empréstimos que, na verdade, tinham como objetivo principal a criação de uma infra-estrutura que facilitasse a exportação de grãos, minério e outras matérias-primas para os EUA: “Mais tarde, em sua fase neoliberal, o governo dos EUA perguntou: por quê vocês, para pagar as dívidas que contraíram conosco, não vendem as estradas e portos que construíram

A DIREITA MARROM, SE PINTANDO DE VERDE.

Li, estarrecido, a coluna de Merval Pereira, um dos mais notórios porta-vozes da direita brasileira. Ele prega, desabridamente, que Marina Silva seja o instrumento para tentar impedir a vitória de Dilma, nem que para isso seja preciso imolar o que resta de José Serra.

Leiam este trecho:
“Mas para ganhar a eleição da candidata de Lula, a maior chance estaria com Marina Silva, desde que ela mostrasse nessa reta final da eleição capacidade de crescer tirando votos tanto de Dilma quanto de Serra, superando o tucano.
A mais recente pesquisa Datafolha mostra Marina subindo tirando votos de Serra e dos indecisos, mas sem alterar a posição de Dilma, o que não levaria ao segundo turno.
A campanha de Serra pode se deparar com um problema a mais: nas condições políticas atuais, o voto útil em Marina pode vir a se transformar em uma arma mais efetiva para derrotar o lulismo do que o voto em Serra.
Hoje, nas grandes cidades, há um movimento pró-Marina que pode provocar uma “onda verde” na reta final da eleição.”
Não importa se é o que ela deseja – e se não deseja, deveria dizê-lo claramente -, mas querem “inventar” uma “onda Marina”, que não existe, senão como transferência de votos de eleitores que ficam com vergonha de Serra e lhe dão os votos que seriam do tucano.
Acham que podem fazer dela a máscara verde de seus interesses marrons.
Ela se prestará a servir à gente que sempre a considerou uma simples serviçal?

A HIPOCRESIA DA ANJ

Lula tocou na ferida no histórico discurso de ontem, em Campinas, e a imprensa acusou o golpe. Depois que o presidente denunciou que jornais e revistas atuam como partidos, têm candidato mas não assumem, e fazem um papel vergonhoso, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), órgão de representação dos donos dos meios de comunicação,soltou logo uma nota hipócrita sobre o que seria o papel da imprensa em sociedades democráticas.

“O papel da imprensa, convém recordar, é o de levar à sociedade toda informação, opinião e crítica que contribua para as opções informadas dos cidadãos, mesmo aquelas que desagradem os governantes”, diz a nota da ANJ.
A ANJ não tem como negar que atue como partido de oposição. Sua própria presidente, Judith Brito, diretora do Grupo Folha, afirmou isso. Só que os jornais que a integram fingem que não fazem isso. Fingem que não apoiam Serra ou qualquer outro candidato que possa enfrentar o campo popular,como mostrou Merval Pereira em seu artigo de hoje em O Globo. O objetivo é derrubar Dilma como sucessora de Lula e de um projeto político que os ameaça. Serra parecia o nome indicado para isso. Mas diante do seu fracasso, que seja Marina ou qualquer outro que demonstrar um mínimo de viabilidade.

sábado, 18 de setembro de 2010

QUEREM A "VENEZUELIZAÇÃO" DO BRASIL

Alguns dos principais jornais do país estão, há algumas semanas, trabalhando diariamente para imputar ao Presidente Lula a pecha de “ditador” e qualificar a eventual vitoria de Dilma como uma ameaça à democracia.

Foi o próprio Serra quem retomou o termo “República Sindicalista”, em reunião com militares no Rio de Janeiro. Agora, o remake de uma antiga propaganda de um periódico de São Paulo insinua comparações entre Lula e Hitler (sic), numa ignóbil peça publicitária que insulta a inteligência dos brasileiros.
Justiça seja feita a um dos mais erráticos colunistas do jornal O Globo, que há alguns dias foi quem lançou a moda de comparar o presidente mais popular da história do país, eleito e reeleito pelo voto direto, ao líder nazista. O mesmo colunista andou reproduzindo um artigo denominado “A solução final” (sic), no qual era apresentada uma tosca análise de um recente pronunciamento do Presidente Lula.
É sim preocupante o movimento, pois, embora não tenha força social e condições políticas de se transformar em um novo golpe, contribui para a emergência de um clima de recrudescimento da luta política no país, que pode ter graves conseqüências para a democracia e um desfecho imprevisível nos próximos anos.
Na verdade, o que buscam é a “venezuelização” do país. Ou seja, trabalham abertamente para a criação de um ambiente político de instabilidade permanente, fragilização das instituições democráticas e deslegitimação do voto popular.
Uma imprensa capaz de comparar um presidente democrata e com enorme popularidade ao criador de uma das maiores tragédias do século XX só pode mesmo estar disposta a tudo para fazer prevalecer sua visão de “democracia”. Estejamos atentos.

MARINA SILVA FOI TRAIDA PELO INSCONSCIENTE


Nesta semana, lá no Espírito Santo, o consciente de Marina Silva foi traído pelo seu co-irmão subconsciente (aahahahah). Quando foi pedir votos para sua candidatura (PV - 43), deixou que o motor do seu raciocínio apagasse, sendo traída na hora pelas profundezas dos seus pensamentos. Foi ele que acelerou a língua de Marina e a fez derrapar na curva da verdade, fazendo como que a mesma tenha ido de cara no muro da vergonha ao pedir que votassem no 45 do PSDB.

Até parece um pequeno erro, mas não é. Isso significa que dentro da cabeça de Marina e dos principais dirigentes do PV as articulações de um possível apoio num segundo turno já devem estar em adiantado estado de putrefação, ops de negociação com o PSDB. A própria fala da ecotraira e de seu vice (ecologista de meia tigela) de que o segundo tuno será bom para o povo, já temos a certeza de que lado essa gente vai estar. Restando apenas 15 dias antes das eleições e com apenas 9% da preferência do eleitorado, Marina tentará de tudo para arrancar votos de Dilma com o apoio do P.I.G. CLARO QUE O PRINCIPAL BENEFICIADO SERÁ SERRA E NÃO ELA.
A ecotraira Marina faz como Gabeira, caminha a passos largos para os braços daqueles que sempre tiveram nojo dos pobres, uma elite comprometida com os poderosos e seus interesses, e que nunca tiveram dúvida de quem são seus verdadeiros representantes. Chico Mendes deve estar se revirando na tumba ao ver a "meiga" Marina se transformar na maior traira dos trabalhadores e de suas lutas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FAZENDO A DIFERENÇA

Faz a diferença quem semeia bondade e alegria e quem não complica a vida.  Faz a diferença quem está ao lado das boas causas, sem pretensões de aplausos e fotografias, mas porque sabe que o nosso Deus é o Deus da vida. Faz a diferença quem entende que seu batismo o leva a viver em comunhão e participação, sem omissões.

Faz a diferença quem procura acender luzes, mais do que ficar gritando contra as trevas. No mundo dos humanos,  fazem a diferença as multidões de homens e mulheres que, no cotidiano da vida, buscam adequar-se ao Evangelho. Estes e estas honram a nossa condição humana e fazem a diferença, não tanto pelo que dizem, mas pelo que são e pelo que fazem.

O LIVRO E O PRATO

É recente  a conclusão de que a merenda era o atrativo para evitar a evasão e, mais do que isso, para que o estudante pudesse receber o mínimo de proteínas indispensável à aprendizagem. E a merenda foi transformada em refeição, para satisfação de milhões de crianças.

Agora a escola descobre nova demanda, que subverte modelos, foge dos currículos normais, mas se tornou imprescindível: ajudar a educar o aluno a se alimentar. Esta aparente inversão é reflexo de uma realidade que constrói situações de absoluto paradoxo: de um lado, um bilhão de pessoas passam fome; de outro, um número maior ainda tem problemas de saúde causados pela obesidade.
A questão deixou de estar limitada ao cenário tão bem descrito por dom Pedro Casaldáliga, em que a fartura de poucos contrasta com a privação da maioria. Sofrem os que estão com o prato vazio e aqueles que vivem na abundância.
As dúvidas sobre a capacidade da Terra produzir alimentos para todos os seus habitantes foram desfeitas. A falta de comida em muitas regiões poderia ser suprida se houvesse uma melhor distribuição e menos desperdícios. As incertezas agora são outras, a começar pelo futuro de gerações doentes devido a incorretos e perigosos hábitos alimentares. Modelos de comportamento forjados na inconsequência se tornaram ameaça à vida humana. E isso só se combate com o retorno da valorização ao equilíbrio e ao bom senso. A escola, pelos exemplos colhidos, está mais uma vez cumprindo o seu papel; falta a sociedade como um todo também assumir a sua responsabilidade.

BRASIL VEM DANDO EXEMPLO AO MUNDO, DIZ GALBRATH.

“A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.

APESAR DA QUEDA, FAMINTOS AINDA SÃO 925 MILHÕES NO MUNDO

A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou que o número de famintos no mundo caiu de 1.023 bilhão de pessoas para 925 milhões. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), 98 milhões de pessoas passaram a se alimentar adequadamente depois do ano de 2009 ter registrado o maior crescimento da fome mundial. Nos últimos quinze anos, essa foi a primeira queda no número de famintos.

A FAO considera que a fome é um problema estrutural e, segundo o diretor-geral, Jacques Diouf, será difícil reduzir pela metade a quantidade de pessoas famintas no mundo até o ano de 2015. A meta faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Na próxima semana, em Nova Iorque, dezenas de líderes mundiais se reunirão para analisar as metas.
O número de famintos é maior na Ásia e no Pacífico, com 578 milhões pessoas, seguidos pela África subsariana com 239 milhões. As nações da China, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia e Paquistão são responsáveis por mais dois terços dos esfomeados. Países desenvolvidos respondem por 19 milhões.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

FÓRUM 101 DESTE SÁBADO: TRADIÇÃO GAÚCHA

É inegável a importância de se cultuar as tradições e tradição é o que não falta ao Rio Grande do Sul apesar dos poucos anos de história que possuímos numa comparação com outras culturas. Uma história recheada de momentos de conflito, de luta, mas também de muita hospitalidade e cordialidade.

Trazer a tona este assunto é o objetivo do programa Fórum101 deste sábado onde queremos procurar dar vazão a respostas relacionadas às seguintes questões: De onde vem esta tradição? Hoje, é possível se sentir orgulho de usar bombachas? Também queremos ouvir os planos do CTG Carreteiro de Horizonte com relação à construção do novo espaço cultural. Para debater conosco, receberemos o patrão Valmor com um grupo de tradicionalistas para conversar e tomar um gostoso chimarrão. Não perca neste sábado, dia 18 de setembro às 8 horas na rádio Olinda FM 101.3.

A QUEDA DE ERENICE GUERRA E 'O CONSULTOR' DE HONESTIDADE DA FOLHA

Ladrão de carga e passador de dinheiro falso que cumpriu pena de 10 meses de prisão 'sustenta' manchete garrafal contra o governo
Depois de estampar manchete de seis colunas na primeira página e gastar cinco ou seis páginas para recriar um clima de ‘mar de lama’ lacerdista contra o governo Lula, o jornal Folha de SP usou exatamente 170 palavras, uma parcimoniosa coluna de canto, para informar aos leitores o perfil de sua referência de honestidade e indignação: o consultor Rubnei Quícoli, cujo prontuário, generoso, inclui 'negócios' no ramo de roubo de carga, falsificação de dinheiro e coação, interrompidos, momentaneamente, por 10 meses de prisão.
A INSUSPEITA FONTE DE UM INSUSPEITO JORNALISMO
O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação....Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas. A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência... Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão...
INFORMAÇÃO, MANIPULAÇÃO E INTERESSE PÚBLICO>
Carta Maior defende a investigação transparente, rigorosa e corajosa de qualquer denúncia que envolva o interesse público. A tônica do denuncismo udenista perde legitimidade quando se revela um mero dispositivo eleitoral da coalizão demotucana.

A IMPORTANCIA DE ZERO HORA, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS

PESQUISA PARA SENADOR

Na pesquisa Instituto Methodus/Correio do Povo publicada hoje (16)  sobre a disputa às duas vagas ao Senado aponta que Paim está encostada em A.Mélia. O petista está com com 47,7% e A.Mélia com 51,8%. O senhor botox, Germano Rigotto, do PMDB, está em terceiro com 40,9%. Há quinze dias das eleições, Rigotto já pode se prepar para disputar o o segundo lugar com A.Mélia. Sim ! na minha opinião  Paim vai ultrapassar A.Mélia até o final da eleição.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

TEMPOS MODERNOS

A crise da modernidade é, portanto, também a do racionalismo. No início da modernidade, principalmente na época dos iluministas, a religião era considerada superstição. Camponeses da Idade Média regavam seus campos com água benta, agradeciam aos padres (que, diga-se de passagem, cobravam pela água benta) e depois louvavam a Deus pela boa colheita. Até o dia em que apareceu um senhor oferecendo a eles um pozinho preto, o adubo, que também custava dinheiro, mas não dependia da ira ou do agrado divino – bastava aplicá-lo à terra e aquilo facilitava a colheita.

O adubo funcionou melhor que a água benta! Muitos camponeses perderam a fé, porque a concepção de Deus predominante na Idade Média era a de um Ser utilitário. (Por isso se costuma dizer, em teologia, que Deus não é nem supérfluo nem necessário; é gratuito, como todo amor).
Outrora falava-se em produção; quem tinha um capital, precisava investi-lo, produzir. Hoje, fala-se em especulação. Dinheiro produz dinheiro. A cada dia, através de computadores, bilhões de dólares rodam o planeta em busca de melhores lucros. Passam da Bolsa de Singapura para a de Tóquio, desta para a de Buenos Aires, desta para a de São Paulo, desta para a de Nova York, e assim por diante. Agora, em Singapura, provavelmente estarão discutindo o que fazer com US$ 6 bilhões disponíveis no mercado.
Outrora, falava-se em marginalização. Alguém marginalizado no emprego ainda tinha esperança de voltar ao centro. Hoje, marginalização cedeu lugar a outro termo, exclusão – o ser humano excluído não tem esperança de volta, porque o neoliberalismo é intrinsecamente excludente. A exclusão não é um problema para ele, tal como a marginalização era para o liberalismo: é parte da lógica de crescimento do sistema e da acumulação de riquezas.
Antes, falava-se em Estado, o importante era fortalecer o Estado. Um ministro da ditadura militar chegou a declarar: “Vamos fazer crescer o bolo, depois haveremos de dividi-lo.” Só que o bolo cresceu, e o gato comeu, não se viu o resultado. Aqueles mesmos políticos que advogavam o crescimento do Estado defendem, hoje, a sua destruição, com o sofisticado lema da ‘privatização’.

PRIVATIZAÇÃO X ESTATISAÇÃO

Não sou radicalmente contrário à privatização, nem estatista. Há países ricos – como a França e o Reino Unido - nos quais os serviços públicos estatais funcionam muito bem. Não é por serem públicas que as empresas e os serviços devem operar negativamente. A história é outra: muitos políticos, que deveriam ser homens públicos, estão prioritariamente ligados a empresas privadas, de maneira que não têm interesse em que as coisas públicas, estatais, funcionem bem. O maior exemplo disso é o serviço de saúde no Brasil. São US$ 8 bilhões circulando por ano nos planos privados de saúde, que atendem apenas 30 milhões de pessoas numa população de 190 milhões. Por que o SUS haveria de funcio­nar bem? Outrora, alguém ficava doente e dava graças a Deus por conseguir um lugar no hospital. Hoje, as pessoas morrem de medo de ir para o hospital. Hospital virou antessala de cemitério.

A privatização não é só econômica, é também filosófica, metafísica. Tem reflexos na nossa subjetividade. Também nos tornamos seres cada vez mais privatizados, menos solidários, menos interessados nas causas coletivas e menos mobilizáveis para as grandes questões. A privatização invade até mesmo o espaço da religião: proliferam as crenças ‘privatizantes’, que têm conexão direta com Deus. Isso é ótimo para quem considera que o próximo incomoda. É a privatização da fé, destituindo-a da sua dimensão social e política.
Enfim, hoje fala-se em globalização; ótimo que o planeta tenha se transformado numa aldeia. O que preocupa é constatar que esse modelo é, de fato, a imposição ao planeta do paradigma anglo-saxônico. Melhor chamá-lo de globocolonização!

OBRIGAR OS ALUNOS A ESTUDAR O HOLOCAUSTO

Era só o que faltava a Câmara de Vereadores de Porto Alegre obrigar os alunos da rede municipal a estudar o "holocausto". Tema batido, saturado, ressaturado, colocado em todos filmes, noticiários, reportagens e documentários em escala mundial, durante 30 anos, sistematicamente.  Se for assim, também quero que a Câmara aprove uma lei que seja obrigatório o estudo do extermínio do povo palestino promovido  pelo governo de Israel e a ocupação sistemática de seu território por assentamentos .

O BRASIL MUDOU

Há sete anos, quando se falava da necessidade de mudanças na geografia econômica mundial ou se dizia que o Brasil e outros países deveriam desempenhar um papel mais relevante na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou integrar-se de modo permanente ao Conselho de Segurança na ONU, muitos reagiam com ceticismo. Desde então, o mundo e o Brasil mudaram numa velocidade acelerada e algumas supostas “verdades” do passado vão se rendendo ante a evidência dos fatos. As diferenças no ritmo de seu crescimento econômico em relação aos países desenvolvidos converteram os países em desenvolvimento em atores centrais da economia mundial. A maior capacidade de articulação Sul-Sul – na OMC, no FMI, na ONU e em novas coalizões como o BRIC – eleva a voz de países que antes estavam relegados a uma posição secundária. Quando mais os países em desenvolvimento conversam e cooperam entre si, mais eles são escutados pelos ricos. A recente crise financeira mostrou de maneira ainda mais evidente o fato de que o mundo já não pode ser governado por um consórcio de alguns poucos países.

SILENCIAR A MENTE

Vislumbres, momentos de êxtase nos são reservados quando conseguimos silenciar a mente e viajar, mais ou menos conscientemente, pelas inúmeras dimensões da Luz. Todos podem buscar esta aventura cósmica e todos são convidados. Sempre!

Vontade, coragem, determinação, perseverança, coração puro... só isso e nada mais é necessário.
De repente, a fé se tornará algo real, palpável, profundo e natural. Deixaremos o que é velho e nos livraremos do fardo pesado para sempre... e, livres e leves, seguiremos a caminhada, em excelente companhia... a da Luz pura que está em nós e começa a transbordar, a curar, a servir nosso semelhante, a irradiar-se com brilho e intensidade cada vez maiores.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky. A informação foi veiculada pelo Twitter do jornalista Vitor Vieira, profissional que passa longe de ser considerado um “petista”.

Com a revelação, a sociedade passa a conhecer melhor as outras fontes “jornalísticas” da corporação. Como se sabe, os veículos da RBS também costumam basear seus “furos de reportagem” em materiais apócrifos e anônimos encontrados nos latões de lixo dos estacionamentos de Porto Alegre.
Até o momento, a laboriosa colunista-abelha de ZH e o operoso comentarista-vendedor-de-salames da RBS não se manifestaram sobre a violação, pela empresa, de seu próprio Código de Ética.
Aguardam-se, para breve, as posições da ARI (Associação Rio-grandense de Impresa), da ANJ (Associação Nacional de Jornais), da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Sindicato dos Jornalistas.
CLOACA NEWS 

BRASIL LIDERA RANKING QUE MEDE PROGRESSO NO COMBATE A POBREZA

 Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil lidera o ranking que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza. O ranking é da organização não governamental (ONG) ActionAid.

Os novos dados foram divulgados hoje (14) no relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem Realmente Está Combatendo a Pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema. As informações são da BBC Brasil.
A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social. O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último lugar na lista está a República Democrática do Congo.
Como em 2009, a ActionAid elogia as políticas sociais adotadas pelo governo federal para reduzir a fome no país, destacando os efeitos benéficos de programas como o Bolsa Família e o Fome Zero. Porém, o relatório destaca o pequeno avanço do Brasil em relação aos demais países emergentes estudados, na adoção de políticas de incentivo à agricultura em pequenas propriedades.

TEMOS QUE FAZER DE TUDO PARA SER FELIZES.

A vida quase nunca é como a sonhamos. A sabedoria nos pede acolher a vida como de fato ela é. É inútil lamentar o que a vida fez conosco. É inteligente avaliar o que fizemos com aquilo que a vida fez conosco. O passado, com seu fatalismo ou não, é definitivo. Nova pode ser nossa resposta. Sobre a ruína de um sonho podemos construir novos e maravilhosos sonhos. Seja qual for o golpe que o destino nos aprontou, temos a obrigação de continuar sendo felizes de outra maneira.

Há uma pedra em nosso caminho? O distraído tropeça nela, o violento faz dela um projétil, o pessimista constrói o muro das lamentações. Existem outras alternativas. A criança faz dela um brinquedo, o construtor coloca-a como pedra fundamental da casa, o camponês cansado senta nela e o pequeno Davi, com ela, pode abater o gigante Golias. Tudo depende do que fazemos com ela. A pessoa inteligente vê a pedra, não como dificuldade, mas como oportunidade. A pedra pode ser esquecida à beira do caminho, a vida continua. A pedra onde tropeçamos deve ser um novo começar, de maneira mais inteligente. Judas e Pedro tropeçaram. Somente Pedro fez deste momento o início de nova caminhada. E foi feliz

PARA AQUELE LEITOR QUE ME DISSE: NÃO VOU VOTAR.

Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro vai parar no Ministério da Justiça. Vacinados, vamos ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar carteira de motorista, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retornamos ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, e do modo como o Banco Central administra a moeda nacional e o sistema financeiro.

Em tudo há política. Para o bem ou para o mal. Posso não saber o que a política tem a ver com a conta do supermercado ou da matrícula escolar. Muitos ignoram que a política se faz presente até no calendário. Já reparou que dezembro, o último mês do ano, deriva de dez? Novembro de nove, outubro de oito, setembro de sete?
Outrora o ano era de dez meses. O imperador Júlio César decidiu acrescentar um mês em sua homenagem. Assim nasceu julho. Seu sucessor, Augusto, criou agosto. Como os meses se sucedem na alternância 31/30, Augusto não admitiu que seu mês tivesse menos dias que o do antecessor. Obrigou os astrônomos da corte a equipararem agosto e julho em 31 dias. Eles arrancaram um dia de fevereiro e resolveram a questão.
O Brasil será, a partir de 1º de janeiro de 2011, o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que irão governá-lo serão escolhidos pelo voto de cada um de nós. E graças aos impostos que pagamos eles irão administrar - bem ou mal - os bilhões arrecadados pelo fisco, incluídos os salários dos políticos e o custo de seus gabinetes e respectivas mordomias.
Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas não têm vida própria. São movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos esses funcionários públicos, a começar do presidente da República, são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, pressionar, reivindicar, e eles o dever de comprovar como respondem às nossas expectativas.
Convença-se disto: a autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no seu futuro. Vote na justiça social, no direito dos pobres à dignidade, na soberania nacional.