sábado, 19 de maio de 2018

O PÓ DO TEMPO;

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Enquanto o fogo ardia no chão da fazenda, os barrotes queimavam e eu, ali, observava e me embalava nesse queimar. Fogo que incinera, que transforma em pó tudo de que cuidei ou de que não consegui cuidar. Fogo que transforma verdades em sabe-se lá o quê.

Queimando o inimaginável, o não visto, o nunca pronunciado e inclusive o perceptível. Incinerando tudo que dentro de nós precisa acabar, se acalmar ou se deslocar.

Não era fogueira de S. João, mas mostrava que tudo um dia se transforma em pó: nossa rigidez, conceitos e preconceitos herdados, o que mudamos e o que não conseguimos alterar.

Dores sentidas, amores do passado, sentimentos confusos, tudo vai para a infinita caixa de pandora para ser guardado num tempo que não nos pertence mais. Tempo de outrora a se deslocar.

Em brasa ficam até que consigamos serenar e o pó da mudança da vida venha nos aconchegar.

Contradições de cores, de nuances que vêm mostrar que quando é brasa, ela queima, dói dentro de nós, mas que é preciso resgatar esse fogo interno, para que um dia ele possa se acalmar e no pó do tempo venha transformar existências, construindo novas verdades e maneiras de ser.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A PATOLOGIA DO ÓDIO.

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Nem sempre foi assim no passado. As pessoas discordavam, mas não se odiavam. Mesmo durante a ditadura, divergências políticas não se transformavam necessariamente em antipatias pessoais.

O que sucede? Por que tanta virulência nas redes digitais? Por que xingar desafetos em locais públicos? Por que atirar na caravana do ex-presidente Lula e no acampamento de seus apoiadores?

Nossa racionalidade está esgarçada. A queda do Muro de Berlim fez desabar também as grandes narrativas. O otimismo de Montesquieu cedeu lugar ao niilismo de Nietzsche. A competitividade, exaltada pelo neoliberalismo, se erigiu em valor, desbancando a solidariedade.

Na Alemanha nazista, os supostos arianos se julgaram no direito de eliminar os “impuros”, como judeus, comunistas, ciganos e homossexuais. Na Rússia de Stalin, os dissidentes padeciam na Sibéria ou eram sumariamente eliminados pela KGB. Nos EUA, os negros eram impedidos de frequentar escolas, restaurantes e transportes coletivos preferidos pelos brancos. E ainda há muitos ianques que se consideram uma raça superior.

A seletividade é uma anomalia do poder que traça limite entre os que estão a favor e os que se posicionam contra. Ora, discordar ou se opor é um direito intrínseco à democracia. Nas relações pessoais ou sociais, a imposição do pensamento único é sintoma de tirania.

Hoje, o esvaziamento das instituições abre espaço à animosidade pessoal. Diferenças e divergências não são debatidas apenas nos fóruns apropriados. A despolitização da sociedade faz com que a discordância se manifeste em “vendetta” individual. Não se contradiz o adversário, procura-se aniquilá-lo. Não se procura contra-argumentar, e sim esmagar. Como nos videogames, cada potencial inimigo deve ser virtualmente eliminado. Só a razão do poder prevalece.

As redes digitais nos empoderam. Permitem a cada usuário ter em mãos a sua tribuna de contestação. Já não se faz necessária a representação política. Nem as ideologias. As grandes narrativas cedem lugar às pequenas celeumas. A emoção sobrepassa a razão. Abdica-se da argumentação para adotar a ridicularização.

O linchamento virtual é o efeito dessa carência de ideias e propostas que traz à tona o ódio inflamado. O ego se arvora em supremo juiz e inviabiliza a alteridade. O outro só é percebido como reflexo da imagem de si projetada no espelho narcísico.

O que fazer? Primeiro, desarmar o próprio espírito. Não engrossar o raivoso exército dos que se julgam donos da verdade absoluta. Não transformar a diferença em divergência. Respeitar a singularidade alheia, ainda que ela questione meus valores. Poupar o coração do ódio, este veneno que se ingere na expectativa de que o outro morra.

Ora, o ódio só faz mal a quem acumula dentro de si este sentimento, jamais a quem é odiado. O preceito evangélico de “amar os inimigos” não significa condescendência com a injustiça, e sim abraçar a tolerância e empenhar-se em eliminar as causas que fazem com que seres humanos atuem como monstros cegos pelo paroxismo do mal.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

SALVE OS PROFISSIONAIS E O SUS

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As doenças desestabilizam o estado de espírito de qualquer ser humano. A situação piora quando é diagnosticada a doença sem os recursos para o combate. A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, assegura a cada brasileiro o direito de ser atendido com os devidos recursos para o tratamento da saúde. Para isto foi criado o SUS, Sistema Único de Saúde, iniciativa pioneira e que merece ser assegurada com políticas e recursos públicos.

O médico cancerologista Dráuzio Varella fez em outubro de 2017 um discurso para seus colegas, em comemoração ao jubileu de ouro de sua formatura na Faculdade de Medicina da USP. Na ocasião defendeu a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) como “uma conquista definitiva e um processo em andamento”. Há cinquenta anos acompanhando pessoas que convivem diariamente com a morte, o médico afirma que sua geração de médicos "esteve à frente da maior revolução da história da medicina brasileira: a criação do Sistema Único de Saúde”. Autor de várias obras, como Por um fio, relata como as doenças e enfermidades afetam as pessoas, familiares, amigos e até os profissionais responsáveis pelo tratamento. No citado discurso, Dráuzio Varella afirmou ainda: “Apesar das desigualdades sociais revoltantes, dos desmandos predatórios de representantes políticos que elegemos e de parte de nossa elite financeira mancomunada com eles, levamos a medicina aos quatro cantos do Brasil".

O discurso do renomado profissional de saúde em defesa do SUS associa-se a muitas vozes, como a do deputado federal do Paraná Zeca Dirceu, que conseguiu articular em abril deste ano um apoio parlamentar em defesa dos profissionais e do SUS. Com seu trabalho o Congresso Nacional derrubou o veto de Michel Temer ao Projeto de Lei 6437/2016, que pretendia a reformulação do sistema público de saúde. Conforme o jornalista Marcello Casal Jr., da Agência Brasil, “o Projeto de Lei de Michel Temer precarizava o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde com a retirada de condições para os profissionais e para o sistema de saúde pública, em vista da privatização”.

Embora tenham derrubado o veto de Michel Temer, a Federação Brasileira de Planos de Saúde (FEBRAPLAN), com apoio dos deputados governistas, apresentou uma proposta em substituição ao Sistema Único da Saúde, com corte de orçamento e extinção dos serviços públicos com o objetivo de sua privatização. Os profissionais do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), reunidos em Fórum no dia 10 de abril, em Brasília, alertam que a proposta e as ideias da FEBRAPLAN são "separar a população entre os que podem pagar e os que não podem pagar pela assistência médica”. Também esclarecem a população que a ideia defendida por Alceni Guerra, ex-ministro da Saúde no governo Collor e ex-deputado federal pelo DEM, é a transferência dos recursos do SUS para financiar os planos privados de saúde. Segundo o CEBES, se o governo conseguir sua aprovação grande parte da população brasileira deixaria de ser atendida de forma pública e gratuita, e seria beneficiada a área privada.

Por sua vez, várias entidades não governamentais alertam que o esforço do governo federal junto à Câmara e ao Senado Nacional nos próximos meses é para buscar apoio parlamentar para a privatização do Sistema da Saúde Pública. Também alertam que a Emenda Constitucional 95, a chamada “PEC do Teto de Gastos”, aprovada pelo atual governo, congela os investimentos em saúde e assistência social pelos próximos 20 anos, tendo em vista a privatização do Sistema de Saúde Pública.

Cabe ainda, diante dos interesses do governo em privatizar todo sistema de prestação de serviços públicos, lembrar que há 30 anos, com a promulgação da Constituição Federal, foi criado o SUS; nos governos de Lula e Dilma Rousseff foram criados o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e as UPAs, (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas); e em 2003 foi criado o programa Mais Médicos, que garantiu a vinda de 14.462 médicos estrangeiros para cobrir a carência de profissionais para atendimento da população mais pobre. Em caráter de alerta também não pode passar despercebido que os magistrados, com salários exorbitantes, fazem greve em defesa de mordomias como auxílio-moradia, educação, cultura, alimentação, vestuário. Em razão disto é mais que justo que o povo tenha no mínimo o direito de um Sistema de Saúde Pública assegurado.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

UMA DÚVIDA, OU MELHOR, DUAS.


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Como diz a Gislaine Marina: Ultimamente a minha obsessão tem sido a de não cair na tentação das certezas fáceis, a de não amar os lugares como se fossem meus, a de não me iludir com testes genéticos que possam prender a minha alma errante. Perdi os meus passos por uma Porto Alegre que não existe mais: que eu nunca possa achar que Roma é minha. Se isso acontecer, terei de dar lugar para novos bárbaros.

Não sei de onde venho. Rui Barbosa apagou a vergonha da escravidão, eliminando os arquivos que poderiam contar essa história. Escrivães abrasileiraram os sobrenomes estrangeiros, tropicalizaram a pobreza europeia desembarcada do outro lado do oceano. A antroponímia ficou estropiada genuinamente. Os índios não têm sobrenome. Somos todos Silva ou da Silva, às vezes as duas coisas na mesma família. As preposições não têm heráldica abaixo do equador. Ou somos dos Santos, dos Anjos, de Deus. Minha bisavó dizia que não era de ninguém, não queria nome cristão que contasse de uma posse escravocrata, sem floreios genealógicos. Herdei a sua falta de hipocrisia. Dela recebi a ausência, o silêncio e a coragem de caminhar sem balizas. A carência ensina a dar saltos, quem não prende raízes flutua, inventa, cria.

Tenho a tendência osmótica para a empatia, encontrar as mínguas de mim nos outros, deixar-me preencher por sorrisos. O que não é meu me completa. Sinto-me à vontade com perguntas, minha curiosidade infantil usa saltos altos. É assim que me equilibro e por vezes caio, esfolando os joelhos na minha finitude. Caminhar por entre as dúvidas é a minha arte.

E quanto menos sei, quanto mais incertezas me informam, mais dignifico a vida que tateio. Não tenho vocação para a resignação, mas para a esperança. Não aceito prognósticos, desconfio das probabilidades. Dou crédito a quem deveria, por bom senso, ser objeto de escárnio. Tenho amor pelos palhaços e pelos idealistas. Um palhaço faz rir quando cai, o idealista quando falha. Eu admiro os que se levantam depois do tombo e os que resistem à queda.

A esperança é o dom de quem sabe que nada dura, mas tudo pode ser feito. É o destino de quem não sabe até onde vai a estrada. É a certidão dos que não receberam herança e títulos de nobreza. É a paga dos que não têm riqueza. É uma espécie ternura para com os coices que a realidade nos reserva a cada dia. É um privilégio que resulta da soma das nossas carestias, é um vetor que aponta para o infinito, porque não prende, não rotula, não caracteriza. A esperança nos eleva para lugares nos quais ninguém mais acredita. Este lugar se chama utopia e é daí que saem as coisas mais surpreendentes do mundo: a arte, o sonho, o amor, a luta para mudar o mundo. Vou contar uma coisa: a esperança não morre porque é o oposto de qualquer ideia sensata, com os pés no chão. Não afunda, não apodrece. A esperança não se agarra e não se deixa apanhar. A esperança vaga, se esconde e reaparece de improviso, é incontrolável. Não digamos ao Brasil que estamos cheios de esperançosos entre nós. Façamos uma bela surpresa.

domingo, 13 de maio de 2018

UMA AVENTURA PERIGOSA

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Já bem dizia o grande escritor João Guimarães Rosa pela boca do jagunço Riobaldo, no grande romance Grande Sertão Veredas, que viver é muito perigoso. Referia-se, porém, aos perigos existenciais, que cercam o cotidiano humano, obrigado a lidar com surpresas, riscos, atropelos e obstáculos. Não falava diretamente da verdadeira roleta russa que passou a significar a existência humana nas cidades brasileiras.

Falo das cidades sem esquecer nem menosprezar o campo. Ali também o risco campeia e surpreende na emboscada, na atalaia, na bala que atinge aquele ou aquela que menos espera, como foi o caso da missionária Dorothy Stang, morta em 2005, ao dirigir-se a uma reunião de oração com a Bíblia na mão. Mas, residente urbana que sou, falo daquilo que passou a ser a vida nas grandes cidades do nosso país.

O que origina minha reflexão neste momento é o incêndio e queda do prédio Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, na madrugada do feriado do Dia do Trabalho. Ao que parece a origem do incêndio e consequente desabamento foi uma briga de casal no quinto andar, seguida de uma explosão de panela de pressão. No entanto, o pastor da igreja luterana vizinha ao prédio afirma que há muito tempo observava que o mesmo se encontrava cada vez mais inclinado para a rua. Havia avisado às autoridades, mas providências não foram tomadas.

E o que aconteceu diante de nossos olhos estupefatos foi aquele prédio de 24 andares dissolvendo-se em chamas quando caía, qual um castelo de cartas. Os moradores eram desabrigados, sem teto, que ocupavam o prédio por não terem onde morar. Muitos não poderiam celebrar o Dia do Trabalho por estarem desempregados. Viviam em pequenos espaços separados por divisórias improvisadas de madeirite e papelão, cujo aluguel pagavam com ajuda de familiares, amigos etc. Hoje encontram-se duplamente espoliados. Além de não terem trabalho, tampouco têm teto.

Vários foram obrigados a passar a noite na rua, experimentando a surpresa de estar vivos, mas de haver perdido tudo. Foram os esforços de uma vida que o fogo levou sem deixar vestígios. Quando saírem da estupefação em que se encontram, terão de recomeçar do zero uma vez mais. E viver sem saber se o perigo estará à espreita em um trem descarrilado, em um tiroteio com balas perdidas a esmo que atingem alvos não buscados, em um ônibus tomado por assaltantes, em um prédio condenado que finalmente desaba.

As cidades brasileiras submetem seus moradores a situações de perigo cada vez maiores. No Rio de Janeiro, não se pode ir a determinado lugar porque no caminho está havendo tiroteio. E assim como se busca nos aplicativos do celular o caminho mais curto para chegar ao destino, busca-se igualmente o caminho onde haja menos probabilidade de passar por um tiroteio, ser atingido e nunca mais chegar.

As redes sociais converteram-se em alerta para situações de perigo acontecendo dentro do perímetro urbano. Não apenas tiroteios, mas arrastões, rolés, assaltos. Enviam-se fotos de assaltantes que tentaram entrar em residências disfarçados de técnicos, entregadores de pizza etc.

Nada, porém, é comparável ao que esse perigo constante faz com as vidas dos pobres. Se é verdade que todos os moradores das cidades maiores do Brasil estão permanentemente submetidos a tais situações, aqueles cuja vida é uma insegurança permanente experimentam essa periculosidade diuturna em muito maior proporção.

Agora mesmo o centro de São Paulo está cheio de pessoas que moravam no prédio desabado. Alguns se recusaram a ir para abrigos e preferiram dormir na rua. O tempo vai esfriando e ficarão expostos à intempérie e às temperaturas baixas, ao relento. Na pressa para escapar do fogo e salvar a vida não puderam levar nada a não ser a roupa que vestiam. Agora dependem da caridade de vizinhos e moradores da cidade que lhes oferecem alimentação, abrigo, agasalhos.

Não se sabe ao certo a origem do incêndio. Nem se tem um diagnóstico preciso sobre as condições do prédio. Possivelmente já estivesse frágil e instável, vulnerável a qualquer acontecimento inesperado. O fogo acabou de derrubá-lo e o país viu, estarrecido, a fragilidade de sua estrutura. Os prédios vizinhos causam medo. Não estarão na mesma situação.

Seguimos nós todos, teimosamente, insistindo em viver neste país. Acreditamos que vale a pena, que é possível melhorar. Acontecimentos como este, no entanto, mostram com evidência assustadora que ser brasileiro é, a cada dia que passa, uma aventura sempre mais perigosa.

sábado, 12 de maio de 2018

ENTREGAR A CASA DA MOEDA?

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Temer se convenceu de que não convém privatizar a Casa da Moeda. Resta agora encontrar recursos para mantê-la.

Fundada em 1694, ali são fabricados papel-moeda, moedas, medalhas, passaportes, selos postais, certificação digital, diplomas, comendas etc.

A moeda é um símbolo nacional. Nela são gravadas estampas de pessoas que se destacaram na história do país, evocações de feitos heroicos ou imagens de nossa flora e fauna.

Entregar a Casa da Moeda a uma empresa privada, possivelmente de capital estrangeiro, equivaleria a desfigurar a nossa bandeira ou deturpar a letra do Hino Nacional. Isso reduziria a autoestima da nação.

Ninguém ignora que o Brasil é, hoje, um país colonizado, que depende de investimentos vindos de fora e da importação de produtos manufaturados e de primeira necessidade, como trigo. Nossa indústria foi sucateada. Sequer fabricamos nossos próprios veículos, apesar de dispormos de tecnologia para tanto.

No Grupo Escolar Santos Dumond em Gramado, aprendi que a história do Brasil se divide em ciclos de exportação de matérias-primas. Primeiro, o pau-brasil, que deu nome ao país, em seguida cana-de-açúcar, ouro, café etc.

Desses ciclos não nos libertamos até hoje. A diferença é que, agora, as matérias-primas têm o elegante nome de commodities. Produzimos para o mercado externo, não para o interno. E ainda há quem acredite que os exportadores trazem para as finanças nacionais todo o lucro do que vendem aos estrangeiros, como se não existissem paraísos fiscais.

Entregar a Casa da Moeda à iniciativa privada seria correr o sério risco de estimular a corrupção. Se ela já é endêmica com o dinheiro público, pode-se supor o que aconteceria quando o real passasse a ser fabricado por uma empresa particular! E como o único objetivo do capital é o lucro, isso tornaria mais cara a nossa moeda, pois o governo teria de pagar por ela.

Agora o governo Temer insiste em privatizar a Eletrobrás. Não me surpreenderei se, em breve, se decidir privatizar o Estado brasileiro, entregando-o à Confederação Nacional da Indústria. Então já não haverá nem mais Estado mínimo, objetivo dos neoliberais. A nação se tornará uma grande corporação, na qual a cidadania cederá lugar ao clientelismo; os direitos civis, às ofertas do mercado; e a política, à mera administração do negócio chamado Brasil. E, como em qualquer empresa, serão alijados todos aqueles que não forem produtivos, já que manter aposentados, enfermos e idosos é muito dispendioso para a Previdência Social, quanto mais para o capital privado!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O BEBE REAL E ALFIE EVANS

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O mundo inteiro distraiu-se um pouco de suas mazelas nos últimos dias para voltar os olhos para Londres. Ali, na porta do hospital st. Mary, apareceram o príncipe William da Inglaterra, acompanhado de sua esposa Kate, duquesa de Cambridge, para apresentar ao povo inglês o novo bebê real. Com eles, os outros dois filhos, George, de 5 anos, Charlotte, de 2. O caçula é um menino e ainda não teve seu nome divulgado. Bela família, feliz, saudável e aplaudida.

Enquanto isso, no hospital Alder Grey, em Liverpool, outra família sofre e clamava pelo direito de tentar mais um recurso para salvar a vida do filho. Alfie Evans era um bebê de 23 meses acometido de uma doença degenerativa rara, que o fez ter um retardo em seu desenvolvimento. O médico procurado à época disse que ele era preguiçoso, gostava de dormir e custaria mais do que os bebês normais a se desenvolver. No entanto, uma severa infecção levou à primeira internação do menino. Depois mais outra e mais outra. Finalmente, Alfie acabou permanecendo internado, pois dependia de aparelhos para ajudá-lo a respirar e se alimentar.

Os pais de Alfie, Tom e Kate, afirmavam que o filho estava lutando com todas as forças que armazenava em seu pequeno corpo combalido pela doença. E não queriam de forma alguma que os aparelhos fossem desligados. Pela internet circulavam vídeos e fotos do pequeno piscando e fazendo gestos, mostrando que estava vivo. O hospital e sua equipe de médicos mantiveram-se inamovíveis na convicção de que o pequeno Alfie devia ser desconectado dos aparelhos que lhe davam suporte e passar a receber apenas cuidados paliativos. O caso foi à justiça.

Tom e Kate não aceitavam esta decisão e já que não eram ouvidos nos tribunais de seu país, apelaram para o mundo. Nas redes sociais, criaram-se sites e grupos em favor do direito de Alfie de continuar vivendo. Finalmente, a Itália se dispôs a receber a família Evans. O menino viajaria em um avião equipado com todos os recursos e seria levado a um hospital para ali receber outros cuidados e tentar avançar em sua luta pela vida.

Nos últimos dias, após o último recurso jurídico perdido por Tom e Kate Evans, Alfie foi desconectado dos aparelhos. Porém, continuava respirando sozinho. Segundo os pais, não foi a única vez em que isso aconteceu. Em outros momentos em que quiseram desconectá-lo dos aparelhos que lhe dariam suporte para respirar e alimentar-se, Alfie também conseguiu respirar sozinho e o hospital foi obrigado a reconectá-lo. Mas nestas ocasiões ainda não havia a decisão jurídica final. Uma vez que esta chegou, Alfie foi desligado da vida.

A situação era dramática. Por um lado, Alfie continuava vivo sem o suporte de nenhum aparelho. Havia um avião pronto para decolar da Itália para ir buscá-lo e à sua família em Liverpool. Até a cidadania italiana lhe foi dada para reforçar mais a disposição do país em recebê-lo e contornar possíveis dificuldades migratórias. Ali usariam procedimentos até então não utilizados como traqueostomia, a fim de tentar chegar a um diagnóstico mais preciso sobre sua saúde e traçar um novo plano de tratamento.

A justiça inglesa não permite que isso seja feito e o hospital recusava-se a dar oxigênio para que o menino respirasse e soro para alimentá-lo. Após o desligamento dos aparelhos de suporte, se eventualmente o paciente continuasse com os sinais vitais, seria obrigatório fazê-lo. Mas o hospital argumentou que o caso de Alfie não tinha esperança. Havia que oferecer-lhe apenas cuidados paliativos, para que não sofresse.

Os pais não desistiam e faziam nele respiração boca a boca para ajudá-lo a respirar e viver. E continuavam lutando na justiça, acreditando que seu bebê merecia todas as chances para continuar vivo. Mostravam ao mundo os relatórios hospitalares de Alfie, onde era comprovado que não estava sentindo dor nem sofrendo. Reivindicavam seu direito de tomar a decisão que envolve a vida de um filho. Argumentavam que havia outros países que queriam recebê-lo e tentar tratá-lo.

No conflito entre o hospital e a família, apareceu claramente o polaridade entre moral e razão. A posição dos médicos e da justiça britânica era, sem sombra de dúvida, racional. A razão dizia que aquele menino não tinha futuro. Suas chances de sobrevida eram mínimas e não se devia prolongar inutilmente seu sofrimento e o de seus pais. Esta é a decisão racional a ser tomada.

Os pais de Alfie, porém, viam nele uma vida que não se apagara. Embora combalida, ali estava, latente, como “a mecha que ainda fumega” de que falava o profeta Isaías. Por que não lhe dar mais uma chance? Por que, se havia equipes médicas dispostas a atendêlo e tratá-lo?

A mesma nação que se enternece e aclama o recém-nascido príncipe tem um sistema jurídico que condenava Alfie e o impedia de receber mais um recurso de acesso à vida. Por quê? Em que a vida de Alfie importava menos que a do bebê de William e Kate? O que aconteceria se fosse este último que estivesse doente? A razão e a ciência existem no Reino Unido e na Itália. Se há divergências na medicina de um e outro país, por que não dar a Alfie o benefício dos que viam positivamente seu caso e se dispunham a tratá -lo?

Em todo caso, Tom e Kate Evans geraram aquela vida. Não pela razão, mas pelo amor. Que a decisão que diz respeito à vida do filho fosse deixada a eles. Torci para que pudesse voar no avião italiano no encalço da esperança que os animava.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

FALANDO DE FELICIDADE

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Durante décadas, os psicólogos se focaram em estudar os aspectos negativos do ser humano, como as patologias ou as doenças. No entanto, nos últimos anos a chamada psicologia positiva tem se aprofundado mais nas características e estados psicológicos positivos das pessoas, como o sentimento de felicidade.

O senso de humor, o afeto, a resiliência, o amor, a harmonia e a gratidão são aspectos psicológicos e emocionais que vão nos ajudar a alcançar nossas metas e nos transformam em portadores de emoções positivas. Mas, quantas vezes e com qual intensidade precisamos experimentar essas emoções para sermos felizes?
Emoções positivas: ingredientes do sentimento de felicidade

Alguns autores definem as emoções positivas como emoções nas quais predomina o prazer ou o bem-estar e que permitem cultivar pontos positivos e virtudes pessoais. Ambos os aspectos necessariamente conduzem à felicidade.

No entanto, categorizar as emoções como positivas ou negativas envolve alguns riscos.Por exemplo, a tristeza nem sempre possui uma conotação tão negativa como se costuma considerar. Sentir tristeza pela perda de um ente querido, além de ser natural, é adaptativo, necessário e demonstra a maturidade da pessoa. É inegável o fato de que esse tipo de emoção não tem por que ser prejudicial. Elas são, na verdade, pouco prazerosas e senti-las com certa frequência nos deixa em um estado emocional não desejado.
Como definir o sentimento de felicidade?

A felicidade é um estado de espírito, um estado emocional e um estado mental. Mas, como é possível definir uma pessoa feliz? Para fazer isso, é possível tomar como referência suas emoções e o grau de prazer ou desprazer que causam nela.

Em termos (“de felicidade”), as pessoas mais felizes não são as que experimentam emoções prazerosas mais intensamente, mas as que têm emoções positivas com uma intensidade moderada de forma frequente. Os momentos gratificantes de alta intensidade são pouco comuns, até mesmo para as pessoas mais felizes. Por isso, a felicidade está associada a um sentimento de plenitude interna e de bem-estar psicológico.

Se perguntarmos a homens e mulheres do nosso meio se são realmente felizes, certamente vão nomear acontecimentos específicos que lhes fizeram sentir um êxtase momentâneo. Por exemplo, o nascimento de um filho ou a compra de uma casa nova são acontecimentos que normalmente são associados a momentos de alegria, satisfação e plenitude.

Mas, cuidado! Esse tipo de fato não costuma acontecer com frequência. Por isso, basear a felicidade de toda uma vida na esperança de que aconteçam eventos extraordinários pode levar à infelicidade.
O sentimento de felicidade é sentido por aquelas pessoas que valorizam emoções positivas com uma intensidade moderada de forma freqüente.
A insatisfação constante nos torna infelizes

Buscar o sublime ou o prazeroso constantemente e em qualquer aspecto da vida nos leva ao erro, até mesmo quando se obtém os resultados desejados. As pessoas que buscam a todo momento “a máxima felicidade ou o máximo prazer” tendem a mudar reiterada e compulsivamente de companheiro ou companheira, de emprego, e não se envolvem em relações de amizade duradouras.



Elas vivem sempre em um pensamento baseado no “não é suficiente” e no “sempre haverá ago melhor”. Assim, é exatamente essa incessante busca pela excelência e esse inconformismo viciante o que as desespera e as deixa fartas.

No entanto, não se deve confundir a busca por esses momentos pontuais de máximo bem-estar com a rejeição por sentir felicidade. Muitas pessoas não aceitam alguns golpes de sorte da vida porque acham que na vida existe um equilíbrio imposto(“karma”), baseado na lei de causa e efeito, devido à qual uma fase boa na vida é inevitavelmente seguida por outra de azar.

Algo parecido acontece com as experiências que causam muito prazer. Ter experimentado um momento de entusiasmo intenso pode ser uma desvantagem se servir como ponto de referência com o qual comparar outras experiências positivas. Ou seja, algo que a priori é um acontecimento agradável pode se transformar em um acontecimento apenas um pouco agradável se o compararmos com um evento passado que foi espetacular. Nesse sentido, também não podemos nos esquecer de que somos herdeiros de uma forma de pensar que associava o prazer, sobretudo quando era muito alto, ao pecado.
As mulheres são mais emotivas que os homens


Entre homens e mulheres também há diferenças na expressão e na forma de sentir as emoções. Muitas pesquisas demonstraram que as mulheres sentem mais emoções: com maior frequência e intensidade do que os homens. Dentre as emoções de valor negativo, elas costumam sentir mais medo e tristeza que eles.

É interessante analisar como muitas das discussões de casais estão relacionadas com queixas que os homens têm das mulheres no geral e vice-versa. Os tópicos giram em torno do fato de que os homens não expressam suficientemente suas emoções e de que as mulheres são muito emotivas: “é impossível entender se você não me disser o que sente” ou “não é para tanto, você é muito sensível”.

Por isso, saber que os homens não expressam suas emoções porque literalmente não as sentem com tanta frequência ou intensidade quanto as mulheres pode estabelecer mais pontes entre ambos os gêneros, ajudar no mútuo entendimento e contribuir para a resolução de diferentes aspectos desse tipo de conflito.
Como manter o sentimento de felicidade


Quando atingimos um objetivo, sentimos satisfação. Mas se não soubermos lidar com esse sentimento, para além do imediato e momentâneo, ele pode desaparecer muito rapidamente. Por exemplo, a alegria de ter conseguido um aumento de salário pode ser relegada a um segundo plano se dermos mais importância e ficarmos muito mal-humorados ao demorar para encontrar uma vaga para estacionar.Para poder atingir a felicidade e manter um ritmo adequado de emoções de intensidade moderada é preciso atribuir a cada acontecimento a sua devida importância. A moderação, o equilíbrio, a prudência e a relativização são aspectos fundamentais para poder lidar adequadamente com nossos sentimentos.

As coisas simples da vida são como as estrelas que reluzem nas noites encobertas.Sempre estão lá, rodeando-nos, oferecendo a nós sua magia sutil em forma de felicidade. Nem sempre, no entanto, paramos para olhá-las nem nos lembramos de que elas existem.

Só quando nos falta algo, quando a vida se mostra para nós um pouco ou muito difícil, é que lembramos o que de verdade importa para nosso coração, o que afina as cordas internas que fazem música e dão sentido à nossa existência.

Há um dado divulgado recentemente que nos chamou a atenção: o Google publicou quais são as buscas mais comuns entre os usuários em sua plataforma de busca. Entre elas, há uma que aparece em quase todos os lugares: como ser feliz?
Ser feliz é fechar os olhos e não desejar mais nada e, para isso, basta que deixemos de medir a felicidade pelo dinheiro que temos ou deixamos de ter e passemos a medir por aquelas pequenas coisas que não trocaríamos nem por todo o dinheiro do mundo.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A TRISTEZA PODE SER INTENSA, MAS JAMAIS SERÁ ETERNA..


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Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
... Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.

Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.

Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...

Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.

Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

sábado, 5 de maio de 2018

E DIZEM QUE A FALTA DE DINHEIRO É CULPA DA PREVIDÊNCIA.

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Pagar menos impostos é fácil no Brasil. Basta ser empresário, tomar dinheiro emprestado do governo e depois recorrer ao pai de todas as sonegações, o chamado Refis (Programa de Recuperação Fiscal).

Na hora de pagar a dívida, você recorre e o governo negocia em condições mais do que de mãe para filho. Mas não se apresse. Deixe de pagar e aguarde o próximo Refis, pois com certeza os juros serão ainda mais baixos.

O governo brasileiro tem a receber, de impostos atrasado, uns R$ 300 bilhões. Parcela dessa dívida o gato comeu, pois os devedores já faleceram ou as empresas faliram. E quando se deixa de pagar imposto isso significa menos hospitais, menos escolas, menos obras públicas, enfim, menos benefícios para a população.

O governo não perdoa dívida de pessoa física, mas é uma mãe com as pessoas jurídicas. Se a sua empresa deixou de pagar impostos, mas é produtiva, fique tranquilo. O leão não vai mordê-lo. Vai esperar mansinho que você se recupere...

O próximo Refis deveria engordar os cofres do governo em R$ 13 bilhões. Mas o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator da Medida Provisória do novo Refis, agiu em interesse próprio, já que tem dívidas, e reduziu a proposta do Refis em 90%. Se o projeto dele for aprovado, o leão vai morder apenas R$ 500 milhões dos 13 bilhões previstos.

E os R$ 12,5 bilhões que ficarão faltando? Ora, nós, cidadãos brasileiros, arcamos com o prejuízo. Detalhe: deputados federais e senadores devem ao fisco pelo menos R$ 3 bilhões.

Como cobrir o buraco nas contas do governo? Temer simplesmente aumentou este ano o PIS/Cofins que pagamos ao botar combustível no carro, o que assegura à Receita uma entrada de R$ 10 bilhões, e meteu a tesoura em mais R$ 5,9 bilhões, corte que significa menos saúde, menos educação etc. Em nome do ajuste fiscal, o presidente já havia cortado R$ 45 bilhões.

Poucos dias antes de a Câmara dos Deputados obstruir a Justiça e impedir que o presidente fosse investigado pelo STF, Temer editou Medida Provisória que livra os produtores rurais de pagar, nos próximos anos, mais de R$ 10 bilhões de impostos. Foi reduzida a alíquota paga por eles ao Funrural. E os ruralistas com dívidas com a União terão descontos nas multas e poderão pagar de forma parcelada.

Para a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, a medida retira recursos da Previdência em um momento em que o governo propõe mudanças nas regras de aposentaria para conter o déficit do INSS, e beneficiará grandes empresas.

Segundo números da Receita Federal, somente com o perdão de juros e multas a perda de arrecadação será de R$ 7,6 bilhões em 15 anos, prazo de parcelamento dos débitos. Com a redução da alíquota do Funrural, o governo deixará de receber R$ 4,36 bilhões entre 2018 e 2020. Somadas, as perdas com perdão de juros e multas, e com a redução da alíquota, chegam a R$ 11,96 bilhões. E esse valor pode ser maior se a redução da alíquota vigorar além de 2020.

E ainda dizem que a culpa da falta de dinheiro do governo é da Previdência Social

sexta-feira, 4 de maio de 2018

CRESCENDO E APRENDENDO

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Na vida se oferece o que se aprendeu, aquilo de que se tem registro. Não podemos dar o que não temos, mas precisamos perceber e nos apropriar das nossas limitações se quisermos ampliar nossos horizontes. Aprendizados precisam ser construídos. Só temos a possibilidade de colher se semearmos, regarmos e cuidarmos.

Aprender a crescer é para pessoas humildes. Valorosos homens que não têm medo de ser menos, não se medem pelo que sabem ou não sabem; não temem as limitações, mas rumam via transformação buscando recursos. Esses são movimentos para tentar conquistar um lugar de valor dentro de si e também pelo outro.

Na tentativa atrapalhada de enfrentar a dor, existe uma tentativa atrapalhada de renascer. Precisamos entender que os primeiros movimentos da nova vida, ao utilizarmos nossas próprias pernas, podem vir desnorteados.

Saber o que é força e o que é fraqueza, o que é teu e o que é do outro se torna primordial. Forte não é o que grita mais alto, mas o que humildemente carrega seu fardo e segue seu andar, tentando transformá-lo, sem tanto reclamar.

Neste momento olhe para si, para o simples, para as pequenas coisas do seu dia a dia. É hora de repensar, fortalecer-se, achar o caminho de volta para você.