Santidade,
Cuba o recebe com afeto e respeito e se sente honrada con sua presença. Encontrará aqui um povo solidário e instruído que se propôs alcançar toda a justiça e fez grandes sacrificios.
De Martí aprendemos a render culto à dignidade plena do homem e herdamos a fraterna fórmula que seguimos até hoje: “com todos e pelo bem de todos”.
Cintio Vitier, insigne intelectual e cristão, escreveu que “o verdadeiro rosto da Pátria… é o rosto da justiça e da liberdade” e que “a Nação não tem outra alternativa: ou é independente ou deixa de ser em absoluto”.
A potência mais poderosa que a História já conheceu tentou despojar-nos, infrutiferamente, do direito à liberdade, à paz e à justiça. Com virtude patriótica e princípios éticos o povo cubano fez tenaz resistência, sabendo que exercemos também um direito legítimo quando seguimos nosso próprio caminho, defendemos nossa cultura e a enriquecemos com o aporte das ideias mais avançadas.
Sem razão, calunia-se Cuba, mas nós confiamos em que a verdade, da qual jamais nos afastamos, sempre abre caminho.
Catorze anos depois que o Papa João Paulo II nos visitou, o bloqueio econômico, político e midiático contra Cuba persiste e, inclusive, endureceu no setor financeiro. Como aparece no memorando norte-americano de 6 de abril de 1960, desarquivado décadas depois, seu objetivo continua sendo (cito) “… causar fome, desespero e o derrocamento do governo”.
Apesar disso, a Nação continuou, invariavelmente, mudando tudo o que deve ser mudado, conforme as mais elevadas aspirações do povo cubano e com a livre participação deste nas decisões trascendentais de nossa sociedade, incluídas as econômicas e sociais que em quase todo o mundo são patrimônio de estreitas elites políticas e financeiras.
Várias gerações de compatriotas se uniram na luta por elevados ideais e nobres objetivos. Enfrentamos carências, mas nunca faltamos ao dever de compartilhar com os que têm menos.
Santidade,
Só como demonstração de quanto se poderia fazer se prevalecesse a solidariedade, menciono que na última década, com a ajuda de Cuba foram preparados dezenas de milhares de médicos de outros países, devolveu-se ou melhorou a visão de 2,2 milhões de pessoas de baixa renda e se contribuiu para ensinar a ler e escrever a 5,8 milhões de analfabetos. Posso assegurar-lhe que, dentro das modestas possibilidades de que dispomos, nossa cooperação internacional continuará.
Há quase vinte anos Fidel surpreendeu a muitos ao proclamar que “uma importante espécie biológica está em risco de desaparecer pela rápida e progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem”, concluiu.
Há crescentes ameaças à paz e a existência de enormes arsenais nucleares é outro grave perigo para o ser humano. A água ou os alimentos serão depois dos hidrocarburantes a causa das próximas guerras de despojo. Com os recursos que são dedicados a produzir mortíferas armas, a pobreza poderia ser eliminada. O desenvolvimento vertiginoso da ciência e tecnologia não se encontra a serviço da solução dos grandes problemas que inquietam os seres humanos. Frequentemente servem para criar reflexos condicionados ou para manipular a opinião pública. As finanças são um poder opressivo.
Em vez da solidariedade, se generaliza uma crise sistêmica, provocada pelo consumo irracional nas sociedades opulentas. Una ínfima parte da população acumula enormes riquezas, enquanto crescem os pobres, os famintos, os doentes sem atenção e os desamparados.
No mundo industrializado, os “indignados” não suportam mais a injustiça e, especialmente entre os jovens, cresce a desconfiança em modelos sociais e ideologias que destróem os valores espirituais e produzem exclusão e egoísmo.
É certo que a crise global tem também uma dimensão moral e que prevalece a falta de conexão entre os governos e os cidadãos aos quais dizem servir. A corrupção da política e a falta da verdadeira democracia são males de nosso tempo.
Nestes e em outros temas apreciamos a coincidência com suas ideias.
Frente a tantos desafios, Nossa América se une em sua soberania e tenta uma integração mais solidária para tornar realidade o sonho bicentenário de seus Próceres.
Sua Santidade poderá dirigir-se a um povo de convicções profundas que o escutará atento e respeitoso.
Em nome da Nação, lhe dou as mais calorosas boas vindas.
Muito obrigado.
terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
QUEM SABE O QUE QUER CAMINHA POR ONDE PODE.
As eleições municipais se avizinham, vivemos o momento que antecede as convenções partidárias (que acontecerão em junho) e muito se especula. Sobre tudo – principalmente sobre o que se suponha seja a melhor alternativa para esta ou aquela cidade.
Em geral, aos que não vivem o cotidiano das relações interpartidárias nem estão familiarizados com os escaninhos da política, parece não haver distância entre o desejo e a possibilidade de realiza-lo.
Mas a realidade é bem outra. Na luta política nada se dá em linha reta e nem sempre as coisas ficam claras para todos os atores envolvidos, assim como o meio de campo frequentemente se embaralha em razão de interesses conflitantes (legítimos). Faz-se o que possível, não necessariamente o desejável.
Numa situação emblemática de defasagem entre o desejável o que se mostrou possível, uma amiga me endereçou comentário em que citava, com propriedade, frase célebre de Martin Luther King: “Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor, mas lutamos para que o melhor fosse feito. Não somos o que deveríamos ser, mas somos o que iremos ser.”
E caminhamos por onde é necessário, acrescento. Convivendo com o contraditório, tal como ensina Castro Alves numa carta : “Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo.”
Importa é ter perspectiva clara, nitidez de propósitos e compreensão exata dos obstáculos a transpor. E uma boa dose de paciência, pois quem quer construir algo importante a muitas mãos há que convencer e mobilizar vontades. Imposição pela força dificilmente leva a bons resultados.
Demais, se o que se pretende não pode ser alcançado agora, porque se mostra inviável unir consciências e vontades na mesma direção, nada impede que se faça possível no futuro.
Toda essa digressão, com a permissão dos que me leem, vem a propósito das inúmeras composições políticas que se farão até meados de maio, aqui e alhures, tendo em vista o pleito municipal. Eu pelejo por coalizões comprometidas com o ideário de uma cidade mais humana e me disponho a percorrer os caminhos que a vida permitir, sem sectarismos nem preconceitos. Preservando, contudo, minha visão de mundo e intenções essenciais.
Qual a sua opinião?
Em geral, aos que não vivem o cotidiano das relações interpartidárias nem estão familiarizados com os escaninhos da política, parece não haver distância entre o desejo e a possibilidade de realiza-lo.
Mas a realidade é bem outra. Na luta política nada se dá em linha reta e nem sempre as coisas ficam claras para todos os atores envolvidos, assim como o meio de campo frequentemente se embaralha em razão de interesses conflitantes (legítimos). Faz-se o que possível, não necessariamente o desejável.
Numa situação emblemática de defasagem entre o desejável o que se mostrou possível, uma amiga me endereçou comentário em que citava, com propriedade, frase célebre de Martin Luther King: “Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor, mas lutamos para que o melhor fosse feito. Não somos o que deveríamos ser, mas somos o que iremos ser.”
E caminhamos por onde é necessário, acrescento. Convivendo com o contraditório, tal como ensina Castro Alves numa carta : “Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo.”
Importa é ter perspectiva clara, nitidez de propósitos e compreensão exata dos obstáculos a transpor. E uma boa dose de paciência, pois quem quer construir algo importante a muitas mãos há que convencer e mobilizar vontades. Imposição pela força dificilmente leva a bons resultados.
Demais, se o que se pretende não pode ser alcançado agora, porque se mostra inviável unir consciências e vontades na mesma direção, nada impede que se faça possível no futuro.
Toda essa digressão, com a permissão dos que me leem, vem a propósito das inúmeras composições políticas que se farão até meados de maio, aqui e alhures, tendo em vista o pleito municipal. Eu pelejo por coalizões comprometidas com o ideário de uma cidade mais humana e me disponho a percorrer os caminhos que a vida permitir, sem sectarismos nem preconceitos. Preservando, contudo, minha visão de mundo e intenções essenciais.
Qual a sua opinião?
quarta-feira, 21 de março de 2012
O PAPA EM CUBA.
Para desgosto e fracasso das pressões diplomáticas da Casa Branca, o Papa Bento XVI chega a Cuba dia 26 de março. Fica três dias na Ilha, após entrar na América Latina pelo México. A 28 de março, celebra missa na Praça da Revolução, em Havana.
Bento XVI celebrará, em Santiago de Cuba – histórica cidade, onde Fidel iniciou sua luta revolucionária, em 1953 – os 400 anos da aparição da Virgem da Caridade do Cobre.
Depois da visita de João Paulo II em 1998 em certo momento, um teólogo italiano manifestou, do alto de seu esquerdismo, indignação pelo fato de o pontífice haver presenteado a Virgem da Caridade com uma coroa de ouro.
Fidel não escondeu seu desconforto. E reagiu: “A Virgem do Cobre não é apenas padroeira dos católicos de Cuba. É padroeira da nação cubana.” E passou a relatar como sua mãe, Lina Ruz, católica devota, fez ele e Raúl prometerem que, se saíssem vivos de Sierra Maestra, haveriam de depositar suas armas junto ao santuário, para pagar a promessa que ela fizera. Quem visitar o santuário, verá ali as armas.
Por essas “cristoincidências” que só a fé explica e as pesquisas elucidam, a Virgem da Caridade e Nossa Senhora Aparecida têm tanto em comum quanto Cuba e Brasil. As duas imagens foram encontradas durante a colonização: lá, em 1612, a espanhola; aqui, em 1717, a portuguesa. As duas, na água. As duas achadas por três pescadores. Lá, no mar; aqui, no rio Paraíba. As duas são negras.
O Papa chega a Cuba no momento em que o país passa por mudanças substanciais, sem, no entanto, abandonar seu projeto socialista. Há um processo progressivo de desestatização, abertura à iniciativa privada, e mais de 2 mil prisioneiros foram soltos nos últimos meses.
Hoje, as relações entre governo e Igreja Católica podem ser qualificadas de excelentes. Já não há na Ilha resquícios do clero de origem espanhola e formação franquista, que tanto incrementou o anticomunismo nos primeiros anos da Revolução, quando um padre promoveu a criminosa Operação Peter Pan: convenceu os pais de 14 mil crianças de que haveriam de perder o pátrio poder e que seus filhos passariam às mãos do Estado... Carregou as crianças para Miami, sem pais e mães, e o resultado foi catastrófico. A Revolução não foi derrotada pela invasão da Baía dos Porcos, patrocinada pelo governo Kennedy, e nem todas as crianças escaparam de um futuro de delinquência, drogas e outros transtornos. Milhares jamais foram localizadas depois pelas famílias.
Tanto o Vaticano quanto os bispos cubanos são contrários ao bloqueio que os EUA impõem à Ilha. Pode-se discordar de muitos aspectos do socialismo daquele país, mas ninguém jamais viu a foto de uma criança cubana jogada na rua, famílias morando debaixo da ponte e máfias de drogas. Em Havana, um outdoor exibe um menino sorridente com esta frase abaixo da foto: “Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana”.
Cuba tem muitos defeitos, mas não o de negar a 11 milhões de habitantes os direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde, educação, moradia, trabalho e arte. O que mereceu elogios de João Paulo II durante sua visita de sete dias – uma das mais longas de seu pontificado.
Hoje, Cuba recebe, proporcionalmente, mais turistas que o Brasil. O que é uma vergonha para nosso país de dimensões continentais e com tantos atrativos. A diferença é que Cuba promove não apenas turismo de lazer (suas praias são paradisíacas), mas também turismo científico, cultural, artístico e desportivo.
A Revolução Cubana resiste há 54 anos, malgrado os atos terroristas contra aquele país, descritos em detalhes no best-seller de Fernando Morais, Os últimos cinco soldados da guerra fria (Companhia das Letras). E o fato de suportar, no seu litoral, a base estadunidense em Guantánamo, que lhe rouba parte do território, para utilizá-lo como cárcere de supostos terroristas sequestrados mundo afora.
Quem sabe a resistência cubana seja mais um milagre da Virgem da Caridade...
Bento XVI celebrará, em Santiago de Cuba – histórica cidade, onde Fidel iniciou sua luta revolucionária, em 1953 – os 400 anos da aparição da Virgem da Caridade do Cobre.
Depois da visita de João Paulo II em 1998 em certo momento, um teólogo italiano manifestou, do alto de seu esquerdismo, indignação pelo fato de o pontífice haver presenteado a Virgem da Caridade com uma coroa de ouro.
Fidel não escondeu seu desconforto. E reagiu: “A Virgem do Cobre não é apenas padroeira dos católicos de Cuba. É padroeira da nação cubana.” E passou a relatar como sua mãe, Lina Ruz, católica devota, fez ele e Raúl prometerem que, se saíssem vivos de Sierra Maestra, haveriam de depositar suas armas junto ao santuário, para pagar a promessa que ela fizera. Quem visitar o santuário, verá ali as armas.
Por essas “cristoincidências” que só a fé explica e as pesquisas elucidam, a Virgem da Caridade e Nossa Senhora Aparecida têm tanto em comum quanto Cuba e Brasil. As duas imagens foram encontradas durante a colonização: lá, em 1612, a espanhola; aqui, em 1717, a portuguesa. As duas, na água. As duas achadas por três pescadores. Lá, no mar; aqui, no rio Paraíba. As duas são negras.
O Papa chega a Cuba no momento em que o país passa por mudanças substanciais, sem, no entanto, abandonar seu projeto socialista. Há um processo progressivo de desestatização, abertura à iniciativa privada, e mais de 2 mil prisioneiros foram soltos nos últimos meses.
Hoje, as relações entre governo e Igreja Católica podem ser qualificadas de excelentes. Já não há na Ilha resquícios do clero de origem espanhola e formação franquista, que tanto incrementou o anticomunismo nos primeiros anos da Revolução, quando um padre promoveu a criminosa Operação Peter Pan: convenceu os pais de 14 mil crianças de que haveriam de perder o pátrio poder e que seus filhos passariam às mãos do Estado... Carregou as crianças para Miami, sem pais e mães, e o resultado foi catastrófico. A Revolução não foi derrotada pela invasão da Baía dos Porcos, patrocinada pelo governo Kennedy, e nem todas as crianças escaparam de um futuro de delinquência, drogas e outros transtornos. Milhares jamais foram localizadas depois pelas famílias.
Tanto o Vaticano quanto os bispos cubanos são contrários ao bloqueio que os EUA impõem à Ilha. Pode-se discordar de muitos aspectos do socialismo daquele país, mas ninguém jamais viu a foto de uma criança cubana jogada na rua, famílias morando debaixo da ponte e máfias de drogas. Em Havana, um outdoor exibe um menino sorridente com esta frase abaixo da foto: “Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana”.
Cuba tem muitos defeitos, mas não o de negar a 11 milhões de habitantes os direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde, educação, moradia, trabalho e arte. O que mereceu elogios de João Paulo II durante sua visita de sete dias – uma das mais longas de seu pontificado.
Hoje, Cuba recebe, proporcionalmente, mais turistas que o Brasil. O que é uma vergonha para nosso país de dimensões continentais e com tantos atrativos. A diferença é que Cuba promove não apenas turismo de lazer (suas praias são paradisíacas), mas também turismo científico, cultural, artístico e desportivo.
A Revolução Cubana resiste há 54 anos, malgrado os atos terroristas contra aquele país, descritos em detalhes no best-seller de Fernando Morais, Os últimos cinco soldados da guerra fria (Companhia das Letras). E o fato de suportar, no seu litoral, a base estadunidense em Guantánamo, que lhe rouba parte do território, para utilizá-lo como cárcere de supostos terroristas sequestrados mundo afora.
Quem sabe a resistência cubana seja mais um milagre da Virgem da Caridade...
SAÚDE: MALES DELES CRESCEM NELAS
Cada vez mais, as mulheres estão desenvolvendo doenças que, tempos atrás, eram características do sexo masculino. De certa forma, este é o preço que elas pagam pela tão aspirada inserção no mercado de trabalho e pela adoção de hábitos e comportamentos da vida moderna antes restritos à rotina dos homens.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), nunca morreram tantas brasileiras por infarto como nos últimos anos. Há 50 anos, de cada dez mortos por infarto, nove eram homens e uma, mulher. Hoje, essa proporção está em seis homens para quatro mulheres. “Se nada for feito, em pouco tempo as mulheres passarão os homens em mortes por infarto”, afirma Carlos Alberto Machado, membro da SBC. A previsão é de que, em 20 anos, o número de óbitos por doenças cardíacas entre as mulheres ultrapasse o de homens.
Em 2010, 41.211 mulheres foram vítimas de infarto, enquanto os homens ainda lideraram com 57.534 mortes. Já entre todas as doenças cardiovasculares, o que inclui, além do infarto, o AVC (derrame) e doenças hipertensivas, entre outras, a proporção entre homens e mulheres é quase a mesma. Das 320.074 mortes, 52,43% foram de homens e 47,56% de mulheres.
O agravante é que, no caso delas, o infarto é quase assintomático. As mulheres de 45 anos correm 30% mais riscos que os homens da mesma idade de ter um infarto sem dor no peito. Esse índice cai para 25% na faixa entre 45 e 65 anos, e a diferença só vai desaparecer após os 75 anos, segundo a Associação Médica Americana.
“As mulheres adquiriram hábitos como tabagismo e alcoolismo; passaram a sofrer mais com o estresse, em virtude de duplas jornadas; e, como os homens, ficaram mais sedentárias e obesas”, observa o presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Orlando Otávio de Medeiros. “Esse contexto praticamente colocou as mulheres em igualdade com os homens nas doenças cardiovasculares”, finaliza.
No Rio Grande do Sul, o governo lançou uma campanha para alertar sobre a crescente incidência de Aids entre as mulheres. Na década de 80, para uma mulher infectada havia 14 homens. Hoje, para cada três homens com Aids, há duas mulheres. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, o número de casos já é maior entre elas. No RS, em 2011, 70% dos casos notificados nessa idade foram entre o público feminino.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), nunca morreram tantas brasileiras por infarto como nos últimos anos. Há 50 anos, de cada dez mortos por infarto, nove eram homens e uma, mulher. Hoje, essa proporção está em seis homens para quatro mulheres. “Se nada for feito, em pouco tempo as mulheres passarão os homens em mortes por infarto”, afirma Carlos Alberto Machado, membro da SBC. A previsão é de que, em 20 anos, o número de óbitos por doenças cardíacas entre as mulheres ultrapasse o de homens.
Em 2010, 41.211 mulheres foram vítimas de infarto, enquanto os homens ainda lideraram com 57.534 mortes. Já entre todas as doenças cardiovasculares, o que inclui, além do infarto, o AVC (derrame) e doenças hipertensivas, entre outras, a proporção entre homens e mulheres é quase a mesma. Das 320.074 mortes, 52,43% foram de homens e 47,56% de mulheres.
O agravante é que, no caso delas, o infarto é quase assintomático. As mulheres de 45 anos correm 30% mais riscos que os homens da mesma idade de ter um infarto sem dor no peito. Esse índice cai para 25% na faixa entre 45 e 65 anos, e a diferença só vai desaparecer após os 75 anos, segundo a Associação Médica Americana.
“As mulheres adquiriram hábitos como tabagismo e alcoolismo; passaram a sofrer mais com o estresse, em virtude de duplas jornadas; e, como os homens, ficaram mais sedentárias e obesas”, observa o presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Orlando Otávio de Medeiros. “Esse contexto praticamente colocou as mulheres em igualdade com os homens nas doenças cardiovasculares”, finaliza.
No Rio Grande do Sul, o governo lançou uma campanha para alertar sobre a crescente incidência de Aids entre as mulheres. Na década de 80, para uma mulher infectada havia 14 homens. Hoje, para cada três homens com Aids, há duas mulheres. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, o número de casos já é maior entre elas. No RS, em 2011, 70% dos casos notificados nessa idade foram entre o público feminino.
UM DOM E UMA CONQUISTA: ISTO É A LIBERDADE
Há sempre um enigma que rodeia a liberdade. Percebemos o sentimento espontâneo desta misteriosa realidade que carregamos, mas quando se trata de precisá-la em conceito, nos encontramos fortemente confusos e limitados. Santo Agostinho dizia: “Quando eu estou agindo, eu sei que sou livre; mas se tu me pedes o que é a liberdade, então eu não sei o que responder”. Talvez seja por isso que na história humana se tenha dito as coisas mais contrastantes sobre liberdade, chegando até a negá-la completamente.
A liberdade surge das exigências vitais do ser humano, porque coincide com o próprio mistério da pessoa. Cada pessoa, a cada dia, de modo mais ou menos consciente, faz uma experiência inegável de liberdade. Mas essa experiência caracteriza-se como uma realidade condicionada. Não há maneira de agarrá-la de todo e desfrutar toda a liberdade, como se fosse um bem de consumo.
Só é verdadeira a liberdade que nos torna “livres”, passo a passo rumo à plenitude da liberdade eterna. Não existe uma liberdade em si, abstrata. Existem, concretamente, pessoas mais ou menos livres, grupos humanos mais ou menos livres. A liberdade é limitada, assim como nós somos limitados. Porém sempre nos impele ao infinito, onde a liberdade é realmente livre.
Um dos empreendimentos mais importantes para todos os humanos é tornar-nos verdadeiramente livres. Aqui vale o empenho constante de nossa personalidade com sua sensibilidade, seu pensamento, sua vontade, as suas energias vitais, suas aspirações profundas e irrenunciáveis. A liberdade interessa a cada pessoa em si e a todos os setores da atividade humana: seja à política, à economia, à religião, ao social, ao esportivo e, acima de tudo, à consciência.
A liberdade necessita transitar e provocar todos os setores da vida humana. Não se pode imaginar a liberdade apenas num setor. Por exemplo: não é verdadeira a liberdade se esta se reduz ao campo da política e se no campo afetivo e emocional sou um escravo. Posso dizer-me livre na dimensão social e escravo do econômico. Por ser tão preciosa e necessária, a liberdade também é complexa para ser vivida em muitos planos.
A liberdade é um dom de Deus assegurado para todos. Ele não quer a prosternação de escravos, mas a adoração de filhos livres e amados. Como conquista, a liberdade precisa começar pelo desejo de cada um ser “si mesmo” no modo mais verdadeiro. Não é difícil deixar-nos manipular pelos outros; ser “Maria vai com as outras”; pensar como os outros pensam e agir como os outros agem. Necessito ser eu mesmo, como o outro necessita ser ele mesmo.
A raiz da liberdade encontra-se em Deus e se implanta no coração e na consciência de cada pessoa. Os fatores externos podem favorecer ou atrapalhar. Daí a necessidade da pessoa ser sujeito do projeto vida e aprender, cada dia, a pegar o volante da vida com as próprias mãos e não querer viver sempre de carona.
A liberdade surge das exigências vitais do ser humano, porque coincide com o próprio mistério da pessoa. Cada pessoa, a cada dia, de modo mais ou menos consciente, faz uma experiência inegável de liberdade. Mas essa experiência caracteriza-se como uma realidade condicionada. Não há maneira de agarrá-la de todo e desfrutar toda a liberdade, como se fosse um bem de consumo.
Só é verdadeira a liberdade que nos torna “livres”, passo a passo rumo à plenitude da liberdade eterna. Não existe uma liberdade em si, abstrata. Existem, concretamente, pessoas mais ou menos livres, grupos humanos mais ou menos livres. A liberdade é limitada, assim como nós somos limitados. Porém sempre nos impele ao infinito, onde a liberdade é realmente livre.
Um dos empreendimentos mais importantes para todos os humanos é tornar-nos verdadeiramente livres. Aqui vale o empenho constante de nossa personalidade com sua sensibilidade, seu pensamento, sua vontade, as suas energias vitais, suas aspirações profundas e irrenunciáveis. A liberdade interessa a cada pessoa em si e a todos os setores da atividade humana: seja à política, à economia, à religião, ao social, ao esportivo e, acima de tudo, à consciência.
A liberdade necessita transitar e provocar todos os setores da vida humana. Não se pode imaginar a liberdade apenas num setor. Por exemplo: não é verdadeira a liberdade se esta se reduz ao campo da política e se no campo afetivo e emocional sou um escravo. Posso dizer-me livre na dimensão social e escravo do econômico. Por ser tão preciosa e necessária, a liberdade também é complexa para ser vivida em muitos planos.
A liberdade é um dom de Deus assegurado para todos. Ele não quer a prosternação de escravos, mas a adoração de filhos livres e amados. Como conquista, a liberdade precisa começar pelo desejo de cada um ser “si mesmo” no modo mais verdadeiro. Não é difícil deixar-nos manipular pelos outros; ser “Maria vai com as outras”; pensar como os outros pensam e agir como os outros agem. Necessito ser eu mesmo, como o outro necessita ser ele mesmo.
A raiz da liberdade encontra-se em Deus e se implanta no coração e na consciência de cada pessoa. Os fatores externos podem favorecer ou atrapalhar. Daí a necessidade da pessoa ser sujeito do projeto vida e aprender, cada dia, a pegar o volante da vida com as próprias mãos e não querer viver sempre de carona.
EFÊMEROS DEMAIS!
A revista de fofocas dava uma notícia-furo: o atleta estava de nova paixão, a oitava de sua vida e terceiro casamento… O programa de televisão dava outra notícia sensacionalista, fofoca de primeira qualidade. O artista estava de namoro e de paixão com a ex do seu amigo, que era a terceira do seu amigo e a sétima dele.
Tudo dito de maneira sensacionalista, natural, como se natural fosse um homem ter tido nove companheiras mulheres, e o outro, sete. Mas, na era do troca-troca, acaba natural trocar de parceiro de cama. Vale o sentir do momento e a pessoa da hora…
Ainda bem que ele qualificava o relacionamento como nova paixão; vale dizer, não era amor. Isso ele teria que provar ao longo dos tempos, porque os casos anteriores não tinham sido amor.
Começa aí o desafio da vida a dois. Quando ele consegue ser fiel à carreira, mas não às mulheres nem ao clube, nem à Igreja, é porque, em primeiro lugar, vale o seu prazer e o seu lucro. Se valessem as fidelidades essenciais, ele certamente estaria no mesmo clube e com a mesma mulher. Na cabeça de uma geração imediatista, carreiras são para durar, mas contratos e contatos são efêmeros. Efêmeros demais!
Tudo dito de maneira sensacionalista, natural, como se natural fosse um homem ter tido nove companheiras mulheres, e o outro, sete. Mas, na era do troca-troca, acaba natural trocar de parceiro de cama. Vale o sentir do momento e a pessoa da hora…
Ainda bem que ele qualificava o relacionamento como nova paixão; vale dizer, não era amor. Isso ele teria que provar ao longo dos tempos, porque os casos anteriores não tinham sido amor.
Começa aí o desafio da vida a dois. Quando ele consegue ser fiel à carreira, mas não às mulheres nem ao clube, nem à Igreja, é porque, em primeiro lugar, vale o seu prazer e o seu lucro. Se valessem as fidelidades essenciais, ele certamente estaria no mesmo clube e com a mesma mulher. Na cabeça de uma geração imediatista, carreiras são para durar, mas contratos e contatos são efêmeros. Efêmeros demais!
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E JUSTIÇA SOCIAL
Um recuo a meados do século passado permite o reencontro com um período de grande crescimento econômico do Brasil. Mais tarde um pouco, nos anos 1970, o marcante “milagre econômico” parecia dar ao país a aceleração necessária para chegar rapidamente ao patamar de grande potência mundial. Infelizmente, o que se viu foi outro cenário, com o acúmulo de crises e, o mais grave, o aumento de concentração de renda.
O valor social do aumento da produção das indústrias, do comércio, dos serviços e do campo só ocorre quando o resultado dessa evolução é distribuído de forma equânime. Uma nação só avança socialmente quando sua riqueza não fica nas mãos de pequenos grupos, em detrimento do restante da população.
É por esses exemplos recentes que deve ser saudada a queda na desigualdade social no país, registrada pelo décimo segundo ano consecutivo. Mais do que por esta realidade, pela tendência de que o abismo entre as classes sociais e econômicas diminua ainda mais, como aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas - ampliado na página 8 desta edição.
Isso não significa a erradicação da pobreza e nem a eliminação das disparidades, mas dá um alento a todos que querem ver o Brasil no caminho certo - o que equivale, na prática, a possibilitar uma melhor qualidade de vida a todos os seus habitantes.
Se o brasileiro pode comemorar pequenas conquistas nesse campo, dá para imaginar o que seria se alcançasse o nível de nações desenvolvidas, aonde o cidadão recebe oportunidades e tratamento iguais. Isso quer dizer que a redução do número de pobres e de miseráveis e o aumento das classes média e alta precisam continuar para que mais pessoas sejam beneficiadas, invertendo a pirâmide que, historicamente, coloca na base a maioria dos brasileiros e no topo, os privilegiados de sempre.
O valor social do aumento da produção das indústrias, do comércio, dos serviços e do campo só ocorre quando o resultado dessa evolução é distribuído de forma equânime. Uma nação só avança socialmente quando sua riqueza não fica nas mãos de pequenos grupos, em detrimento do restante da população.
É por esses exemplos recentes que deve ser saudada a queda na desigualdade social no país, registrada pelo décimo segundo ano consecutivo. Mais do que por esta realidade, pela tendência de que o abismo entre as classes sociais e econômicas diminua ainda mais, como aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas - ampliado na página 8 desta edição.
Isso não significa a erradicação da pobreza e nem a eliminação das disparidades, mas dá um alento a todos que querem ver o Brasil no caminho certo - o que equivale, na prática, a possibilitar uma melhor qualidade de vida a todos os seus habitantes.
Se o brasileiro pode comemorar pequenas conquistas nesse campo, dá para imaginar o que seria se alcançasse o nível de nações desenvolvidas, aonde o cidadão recebe oportunidades e tratamento iguais. Isso quer dizer que a redução do número de pobres e de miseráveis e o aumento das classes média e alta precisam continuar para que mais pessoas sejam beneficiadas, invertendo a pirâmide que, historicamente, coloca na base a maioria dos brasileiros e no topo, os privilegiados de sempre.
LIXO CRESCE MAIS QUE A POPULAÇÃO.
A produção de lixo no Brasil não para de crescer, e em ritmo mais acelerado do que a população urbana. É o que mostra o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil - 2010, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Pelo levantamento, os brasileiros geraram em 2010 quase 60,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), crescimento de 6,8% sobre 2009. No mesmo período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população cresceu em torno de 1%.
O total de resíduos coletados também aumentou, em 2010, aproximadamente 7,7%, comparativamente ao ano anterior. Segundo a Abrelpe, 54,2 milhões de toneladas foram recolhidos pelos serviços de coleta domiciliar. Mesmo assim, esse número corresponde a 89% do lixo gerado. Isso significa que os outros 11% ficaram espalhados nas ruas, em terrenos baldios ou foram jogados nos rios. Além disso, do lixo coletado, quase 23 milhões de toneladas, ou 42,4%, foram depositados em locais inadequados, como lixões, onde o chorume, líquido originado pela decomposição, não é tratado e pode contaminar os lençóis d’água.
A Abrelpe constatou ainda que os municípios recolheram 31 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD) e 228 mil toneladas de resíduos de serviços de saúde (RSS) em 2010, mesmo não sendo responsáveis diretos por esses materiais.
Os serviços de coleta custaram R$ 11 bilhões aos cofres públicos em 2010. Outros R$ 12,04 bilhões foram gastos nos demais serviços de limpeza pública, como varrição e manutenção de praças. A taxa de limpeza pública, cobrada por muitos municípios, teve a legalidade reconhecida para a coleta domiciliar, mas, em geral, o valor não cobre os custos. (Com informações do Jornal do Senado).
O total de resíduos coletados também aumentou, em 2010, aproximadamente 7,7%, comparativamente ao ano anterior. Segundo a Abrelpe, 54,2 milhões de toneladas foram recolhidos pelos serviços de coleta domiciliar. Mesmo assim, esse número corresponde a 89% do lixo gerado. Isso significa que os outros 11% ficaram espalhados nas ruas, em terrenos baldios ou foram jogados nos rios. Além disso, do lixo coletado, quase 23 milhões de toneladas, ou 42,4%, foram depositados em locais inadequados, como lixões, onde o chorume, líquido originado pela decomposição, não é tratado e pode contaminar os lençóis d’água.
A Abrelpe constatou ainda que os municípios recolheram 31 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD) e 228 mil toneladas de resíduos de serviços de saúde (RSS) em 2010, mesmo não sendo responsáveis diretos por esses materiais.
Os serviços de coleta custaram R$ 11 bilhões aos cofres públicos em 2010. Outros R$ 12,04 bilhões foram gastos nos demais serviços de limpeza pública, como varrição e manutenção de praças. A taxa de limpeza pública, cobrada por muitos municípios, teve a legalidade reconhecida para a coleta domiciliar, mas, em geral, o valor não cobre os custos. (Com informações do Jornal do Senado).
SAFRA REFLETE FALTA DE CHUVA
A seca provocada pelo fenômeno La Niña, em especial no final do ano passado e começo do atual, afetou as lavouras de milho, soja e feijão do país. A constatação é do sexto levantamento da safra 2011/2012, divulgado na quinta 8 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O trabalho indica uma redução de 3,1%, na safra de grãos, que deve ficar em 157,8 milhões de toneladas - ante 162,958 milhões da anterior. Porém, em relação ao quinto levantamento, publicado há um mês, houve aumento de 0,5%, - ou 744,2 mil toneladas. Segundo a Conab, o acréscimo sobre o último levantamento se deve à recuperação da lavoura do milho primeira safra e do crescimento do milho segunda safra. No total, a produção de milho deve crescer 7,5%, atingindo 61,7 milhões de toneladas. Considerando apenas o milho segunda safra, deve crescer 20,1%, com estimativa de 25,8 milhões de toneladas. A soja, no entanto, que com o milho compõe mais de 80% do volume de grãos, deve ter sua produção reduzida em 8,7%, ficando em 68,7 milhões de toneladas.
A área plantada deve chegar a 51,68 milhões de hectares, 1,79 milhão de hectares, ou 3,6%, a mais que os 49,88 milhões de hectares da última safra. De acordo com a Conab, o milho e a soja são responsáveis pela ampliação de área. O arroz e o feijão, no entanto, apresentaram redução.
Já o IBGE, que também divulgou o segundo levantamento deste ano, estima safra de 157,5 milhões de toneladas, com perdas de 1,5% em relação à safra anterior.
A área plantada deve chegar a 51,68 milhões de hectares, 1,79 milhão de hectares, ou 3,6%, a mais que os 49,88 milhões de hectares da última safra. De acordo com a Conab, o milho e a soja são responsáveis pela ampliação de área. O arroz e o feijão, no entanto, apresentaram redução.
Já o IBGE, que também divulgou o segundo levantamento deste ano, estima safra de 157,5 milhões de toneladas, com perdas de 1,5% em relação à safra anterior.
A MELHOR EXPECTATIVA DE FELICIDADE
Em termos de expectativa de felicidade futura, o Brasil parece imbatível. Ao atribuir nota 8,6, em uma escala que vai de zero a dez, para o índice de satisfação com a vida em 2015, o brasileiro lidera, pela quarta vez consecutiva, o ranking do Índice de Felicidade Futura (IFF), elaborado pelo Centro de Políticas Sociais da FGV, a partir de dados do Gallup World Poll. Foram ouvidas cerca de 200 mil pessoas de 158 países com o objetivo de apurar a expectativa de felicidade nos próximos cinco anos e no presente.
Entre os brasileiros, a mulher é mais feliz. Elas informaram índice médio de 8,98 – contra 8,56 dos homens. Já sobre a felicidade presente, item em que o Brasil também lidera, as notas caem: 6,73 das mulheres e 6,54 dos homens.
Nos Estados Unidos, a nota para a felicidade futura foi 8, o que deu ao país a 14ª posição na lista. Países europeus estão mais atrás, como Irlanda, em 16º, Reino Unido, em 26º, Itália, em 56º e Alemanha, em 62º. Grécia e Portugal estão em 145º e 146º, respectivamente. A última colocada em esperança de felicidade é a Síria,
Entre os países da América Latina, a Argentina teve nota 7,4 e ficou na 41ª posição, enquanto o Uruguai ficou em 46º lugar, com 7,3. Já o Peru teve 7,2 e foi 51º colocado. A média mundial foi 6,7.
- O Brasil é o país mais positivo do mundo. As posições de Portugal e Grécia podem estar relacionadas à crise econômica, mas também é uma questão cultural: a música de Portugal é o fado, enquanto do Brasil é o samba”, afirmou o economista da FGV Marcelo Neri.
Entre os brasileiros, a mulher é mais feliz. Elas informaram índice médio de 8,98 – contra 8,56 dos homens. Já sobre a felicidade presente, item em que o Brasil também lidera, as notas caem: 6,73 das mulheres e 6,54 dos homens.
Nos Estados Unidos, a nota para a felicidade futura foi 8, o que deu ao país a 14ª posição na lista. Países europeus estão mais atrás, como Irlanda, em 16º, Reino Unido, em 26º, Itália, em 56º e Alemanha, em 62º. Grécia e Portugal estão em 145º e 146º, respectivamente. A última colocada em esperança de felicidade é a Síria,
Entre os países da América Latina, a Argentina teve nota 7,4 e ficou na 41ª posição, enquanto o Uruguai ficou em 46º lugar, com 7,3. Já o Peru teve 7,2 e foi 51º colocado. A média mundial foi 6,7.
- O Brasil é o país mais positivo do mundo. As posições de Portugal e Grécia podem estar relacionadas à crise econômica, mas também é uma questão cultural: a música de Portugal é o fado, enquanto do Brasil é o samba”, afirmou o economista da FGV Marcelo Neri.
O CRUCIFICADO DEVE DEIXAR OS TRIBUNAIS.
O homem, as comunidades, os povos, hoje, são totalmente felizes. Não existe fome, as guerras foram abolidas, o ódio foi extirpado dos corações. O mundo é feliz. Existe amor, ternura, partilha, justiça, as famílias vivem em harmonia, a natureza está sendo preservada, a droga foi abandonada. Não temos mais problemas. A humanidade alcançou o definitivo estágio da felicidade.
A vida é uma festa, o Jardim Terreal voltou.
Diante disso, Deus foi convidado a se retirar.
A humanidade sabe como ser feliz. É neste contexto que podemos entender a decisão do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que acatou um pedido da Liga Brasileira das Lésbicas. A partir de agora devem ser retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições públicas. Justificativa: o Estado é laico.
Ainda está na memória de todos a data de 11 de setembro de 2001, quando as famosas torres gêmeas – World Trade Center – ruíram ao impacto de aviões de Bin Laden. O ataque terrorista deixou mais de 2.300 mortos. Onde estava Deus que permitiu isso? Dias depois, num programa de TV, o tema foi este: por que Deus não impediu isso?
Centenas de pessoas se pronunciaram, mas a solução magistral parece ter sido dada por Anne Graham, filha do famoso pregador evangélico Billy Graham. Anne afirmou: “Deus ficou triste como nós, mas respeitou nosso querer: não queremos que Ele interfira em nossas decisões. Pedimos que Deus saísse de nossa vida. Ele é cavalheiro e obedeceu”.
Nos Estados Unidos, na Itália, agora no Rio Grande do Sul, convidamos Deus a deixar a sala. É impróprio rezar nas salas de aula, não se pode corrigir uma criança, ela se sentiria oprimida. Mais: vamos distribuir camisinhas às jovens, vamos permitir e subsidiar o aborto. Em outras palavras: os Mandamentos se constituem em intromissão em nossas vidas. Nós sabemos ser felizes sozinhos. Nós sabemos ser felizes de nosso jeito.
A grande ironia: o crucificado deve deixar os tribunais. Ele que morreu, que foi justiçado num tribunal, acusado de falsidade e de blasfêmia. E com ele convidamos outros valores a deixar a sala. Não precisamos mais de religiosos e religiosas nos serviços sociais, não precisamos mais da ação social da Igreja, não mais precisamos de leigos colocando o fermento do Evangelho nas realidades temporais, não precisamos mais da ética individual e social. Qual o ganho real da retirada dos crucifixos?
Mas esta não é uma tragédia, nem uma derrota do cristianismo. Há um santuário de onde Ele não poderá ser expulso, sem nossa autorização. É o santuário do coração. Há uma lei que jamais poderá ser desativada. É a lei do amor. Enquanto deixa as repartições públicas, em algumas Ele não estava à vontade, declara: “No mundo tereis provações, mas tenham confiança, Eu venci o mundo”
A vida é uma festa, o Jardim Terreal voltou.
Diante disso, Deus foi convidado a se retirar.
A humanidade sabe como ser feliz. É neste contexto que podemos entender a decisão do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que acatou um pedido da Liga Brasileira das Lésbicas. A partir de agora devem ser retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições públicas. Justificativa: o Estado é laico.
Ainda está na memória de todos a data de 11 de setembro de 2001, quando as famosas torres gêmeas – World Trade Center – ruíram ao impacto de aviões de Bin Laden. O ataque terrorista deixou mais de 2.300 mortos. Onde estava Deus que permitiu isso? Dias depois, num programa de TV, o tema foi este: por que Deus não impediu isso?
Centenas de pessoas se pronunciaram, mas a solução magistral parece ter sido dada por Anne Graham, filha do famoso pregador evangélico Billy Graham. Anne afirmou: “Deus ficou triste como nós, mas respeitou nosso querer: não queremos que Ele interfira em nossas decisões. Pedimos que Deus saísse de nossa vida. Ele é cavalheiro e obedeceu”.
Nos Estados Unidos, na Itália, agora no Rio Grande do Sul, convidamos Deus a deixar a sala. É impróprio rezar nas salas de aula, não se pode corrigir uma criança, ela se sentiria oprimida. Mais: vamos distribuir camisinhas às jovens, vamos permitir e subsidiar o aborto. Em outras palavras: os Mandamentos se constituem em intromissão em nossas vidas. Nós sabemos ser felizes sozinhos. Nós sabemos ser felizes de nosso jeito.
A grande ironia: o crucificado deve deixar os tribunais. Ele que morreu, que foi justiçado num tribunal, acusado de falsidade e de blasfêmia. E com ele convidamos outros valores a deixar a sala. Não precisamos mais de religiosos e religiosas nos serviços sociais, não precisamos mais da ação social da Igreja, não mais precisamos de leigos colocando o fermento do Evangelho nas realidades temporais, não precisamos mais da ética individual e social. Qual o ganho real da retirada dos crucifixos?
Mas esta não é uma tragédia, nem uma derrota do cristianismo. Há um santuário de onde Ele não poderá ser expulso, sem nossa autorização. É o santuário do coração. Há uma lei que jamais poderá ser desativada. É a lei do amor. Enquanto deixa as repartições públicas, em algumas Ele não estava à vontade, declara: “No mundo tereis provações, mas tenham confiança, Eu venci o mundo”
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