Não foi apenas para reparar estragos ou lacunas que Deus enviou seu filho na plenitude dos tempos, nascido de mulher. Foi para revelar-nos que o desejo mais profundo desse Deus que Ele nos ensinou a chamar de Pai é conduzir-nos à vida e vida em abundância.
E essa vida abundante, que jorra generosamente do coração de Deus, toca e integra todas as dimensões do ser: corporeidade, psiquismo, sensibilidade, espiritualidade. Não se trata, pois, do fato de que cuidar da saúde física é algo material que não interfere nada com a saúde espiritual. Pelo contrário, todas essas dimensões devem ser cultivadas com igual carinho, dedicação, para que não sejamos pessoas hipertrofiadas em um dos polos do ser e atrofiadas em outro.
Isso é mais importante ainda quando vivemos uma época que tem como obsessão certa concepção de saúde. O culto ao corpo, a busca exaustiva pela forma perfeita, na verdade não conduz à saúde plena. Pelo contrário, leva à atrofia de outras partes do ser que ficam reduzidas e diminuídas. Não leva, pois, à saúde plena, por mais que pareça o contrário.
Da mesma forma, o não cuidado do corpo, às vezes por negligência própria, mas às vezes por não encontrar no atendimento público de saúde condições dignas e mesmo mínimas de manter a saúde, é desastroso.
A Campanha da Fraternidade enfoca todos estes aspectos. Não apenas deseja “disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável”, como também “despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento”.
Buscando uma saúde que se entenda não somente, nem principalmente, como ausência de doenças ou como padrão estético, chega-se mais perto da salvação. Não é a toa que o Evangelho nos mostra por muitas vezes Jesus muito próximo dos doentes, dando-lhes conforto e curando-os de suas enfermidades. E, a partir da cura, ensinava-lhes que Deus, além de curar doenças, perdoa pecados; além de restaurar a saúde corporal, restaura também a totalidade da pessoa, reintegrando-a na comunidade para que possa louvá-Lo e servi-Lo plenamente.
Saúde e salvação são, portanto, duas irmãs inseparáveis. Não se busca uma sem buscar a outra, e não se alcança verdadeiramente uma sem, ao mesmo tempo e inseparavelmente, ser alcançado pela outra.
quarta-feira, 21 de março de 2012
PIPOCA: UM PRODUTO DA ANTIGUIDADE.
Apesar de ser uma guloseima associada às salas de cinema da sociedade moderna, estudos comprovam que os peruanos da antiguidade já consumiam pipoca 1.000 anos antes do que se acreditava, muito antes da utilização da cerâmica.
Um grupo de pesquisa liderado por Tom Dillhay, da Universidade de Vanderbilt (EUA), e Duccio Bonavia, da Academia Peruana de História, descobriu alguns dos mais velhos milhos usados para estourar pipoca nas cidades de Paredones e Prieta, no norte do Peru. Os grãos de milho encontrados foram datados como sendo de 6,7 mil anos. Ou seja, apareceram bem antes das salas de cinema.
Os milhos com essa finalidade são os mais antigos descobertos na América do Sul e mostram que os nativos daquela época comiam milho de diversas formas, além da nossa pipoca. Dentre os pratos que tinham como base o milho, os peruanos de milênios atrás comiam também o milho em flocos e açucarados, parecidos com os dos atuais cereais, segundo Dillhay.
De acordo com Dolores Piperno, cientista do grupo e curadora do Museu Smithsonian de Nova York, no “Novo Mundo”, o milho foi “domesticado” primeiramente no México, quase nove mil anos atrás, antes de chegar às terras que hoje formam o Peru. “Nossas pesquisas mostram que apenas mil anos depois de ser iniciado o cultivo do milho na América do Sul, o milho evoluiu e se transformou em uma variedade de espécies diferentes, inclusive na região andina”, afirmou.
Um grupo de pesquisa liderado por Tom Dillhay, da Universidade de Vanderbilt (EUA), e Duccio Bonavia, da Academia Peruana de História, descobriu alguns dos mais velhos milhos usados para estourar pipoca nas cidades de Paredones e Prieta, no norte do Peru. Os grãos de milho encontrados foram datados como sendo de 6,7 mil anos. Ou seja, apareceram bem antes das salas de cinema.
Os milhos com essa finalidade são os mais antigos descobertos na América do Sul e mostram que os nativos daquela época comiam milho de diversas formas, além da nossa pipoca. Dentre os pratos que tinham como base o milho, os peruanos de milênios atrás comiam também o milho em flocos e açucarados, parecidos com os dos atuais cereais, segundo Dillhay.
De acordo com Dolores Piperno, cientista do grupo e curadora do Museu Smithsonian de Nova York, no “Novo Mundo”, o milho foi “domesticado” primeiramente no México, quase nove mil anos atrás, antes de chegar às terras que hoje formam o Peru. “Nossas pesquisas mostram que apenas mil anos depois de ser iniciado o cultivo do milho na América do Sul, o milho evoluiu e se transformou em uma variedade de espécies diferentes, inclusive na região andina”, afirmou.
domingo, 18 de março de 2012
O CHOCANTE MESMO É O SOLDADO ESTAR LÁ.

O presidente Barack Obama disse que a morte de 15 afegãos – entre eles, nove crianças e três mulheres - assassinados por um soldado americano no Afeganistão, é um incidente “trágico e chocante”.
Não é chocante, embora seja trágico.
Porque ninguém mais pode se chocar depois do enésimo episódio de abuso violento de tropas americanas.
Não é um louco isolado, como pode surgir em Realengo, na Noruega ou lá no Oriente.
São episódios que se repetem, com uma brutalidade em série, e em crescendo.
Porque Afeganistão e Iraque não são guerras entre exércitos regulares, mas massacres.
É inútil o presidente Barack Obama dizer que esta chacina “não representa a qualidade excepcional de nossa força militar e o respeito que os Estados Unidos têm para com o povo do Afeganistão”.
Se respeitassem os afegãos, já teriam saído de lá, ainda mais agora que a “desculpa” Bin Laden já não existe, faz tempo.
Não teriam bombardeado o país durante anos, sem que nem mesmo houvesse uma força de resistência organizada, mas apenas pequenos grupos dispersos e mal-armados.
Não teriam cometido humilhações e violações, das quais a incineração de exemplares do Corão, há poucos dias, foi o corolário de um processo de desprezo pela cultura, pelas tradições e pela fé dos afegãos.
Não teriam, sobretudo, reservado a mais rápida e severa punição para o soldado Bradley Manning, cujo “crime hediondo” foi revelar algumas destas barbaridades.
Dizer que o soldado assassino sofreu “uma crise nervosa” é patético. Quem está em crise, profunda, são os valores universais da autodeterminação dos povos.
A “loucura” é da guerra, os “cães de guerra” são apenas sua expressão mais crua.
FEINTECH 2012 SUPEROU EXPECTATIVA DE PÚBLICO E NEGÓCIOS

A edição 2012 da Feira Internacional de Tecnologia em Horizontina encerrou-se no dia 4 de março com superação nas expectativas de público e negócios.
Durante os 6 dias de Feira, mais de 30 mil pessoas visitaram o Parque de Eventos João de Oliveira Borges para conferir a diversisficada programação, entre seminários para a indústria, agropecuária e educação. Também encontros de mulheres, agricultores, prefeitos, entidades de classe, além dos shows, cinema 3D e os mais de 320 stands de exposição das áreas de serviço, comércio, indústria, artesanato, agricultura familiar, agropecuária e tecnologia.
A 14° edição do Jeep Country Internacional movimentou Horizontina com 186 jipes inscritos para as trilhas que aconteceram no Sábado (3), e em seu último dia de Feira, as competições da 1° etapa do Campeonato Sul Brasileiro de Jeep cross trouxeram muita adrenalina e diversão aos expectadores que vieram de várias partes do Estado, Brasil e países vizinhos.
O volume de negócios chegou a marca dos R$ 22 milhões de reais, superando a meta estabelecida pela organização da Feira.
quarta-feira, 14 de março de 2012
A FELICIDADE É UM MODO DE VIAJAR.
Luiz Paulo, 51 anos, retornou com a família de uns dias de praia. Tomou banho, deitou-se na cama e ingeriu uma dose letal de veneno. Adriana, 18, deixou um bilhete para os pais comunicando que estava fugindo com o namorado. Pedro Henrique, 22, morreu destruído pelo crack. Maria Aparecida, simplesmente, desapareceu. Ela foi vista embarcando num ônibus rumo ao desconhecido. Raul, 72, comunicou à esposa e às duas filhas que decidira recomeçar a vida com Luciana, uma mulher vinte anos mais nova.
Além dos motivos circunstanciais, todos eles tomaram essa atitude em busca da felicidade. Desde o nascimento, toda a pessoa começa uma incessante luta pela felicidade. Mesmo quando assume atitudes dolorosas tem como objetivo a felicidade. Todos desejam a felicidade, independente da idade, cultura ou etnia. O homem sempre quer ser feliz mesmo quando se enforca, garantiu o filósofo Schopenhauer.
O conceito de felicidade é amplo e todos se acham no direito de estabelecer seus limites, limites que acabam sendo alterados ao longo da vida. Para a criança, felicidade pode ser um brinquedo ou uns dias na casa dos avós. Para o jovem, felicidade pode ter o nome de um carro ou da namorada. Para outros, a felicidade está num copo de bebida, numa noite de amor ou na droga. Outras alternativas: o clube de futebol, o sucesso na faculdade, a conquista de prestígio e salário. Há também quem assuma alternativas diferentes em nome da fé, da ideologia ou da ciência.
Quase sempre essa felicidade é ilusória. Ou porque existe o dia seguinte com gosto amargo ou porque se decepcionou com a conquista. E a vida ensina que duas frustrações acontecem: porque o objetivo não foi alcançado ou porque, uma vez alcançado, não lhe trouxe a desejada felicidade.
Existem momentos felizes e felicidade. Não se equivalem. O momento feliz reveste-se de intensidade, mas fica no superficial e logo se esgota. A felicidade é algo que atinge todo o ser, o harmoniza e tende a se perpetuar. Momentos felizes são envolvidos pela euforia e prazer. Felicidade é ampla, abrange todo o ser e não empalidece mesmo diante do sofrimento.
Há pessoas que colocam a felicidade num tempo ou lugar. Eu era feliz e não sabia, lamenta-se alguém. Outros colocam a felicidade lá adiante, num contexto que pode não acontecer. Felicidade é um modo de viajar. E essa viagem tem um destino: Deus. Agostinho de Hipona – Santo Agostinho – passou por todos os patamares. Encontrou a realização em todas as alegrias humanas. E porque continuou sentindo-se insatisfeito, continuou procurando. Um dia encontrou Deus e com Ele a felicidade. Ele resumiu sua longa travessia: fizeste-nos para Ti e nosso coração permanecerá sempre inquieto até não repousar em Ti. A alma humana é demasiadamente grande para satisfazer-se com coisas criadas.
Além dos motivos circunstanciais, todos eles tomaram essa atitude em busca da felicidade. Desde o nascimento, toda a pessoa começa uma incessante luta pela felicidade. Mesmo quando assume atitudes dolorosas tem como objetivo a felicidade. Todos desejam a felicidade, independente da idade, cultura ou etnia. O homem sempre quer ser feliz mesmo quando se enforca, garantiu o filósofo Schopenhauer.
O conceito de felicidade é amplo e todos se acham no direito de estabelecer seus limites, limites que acabam sendo alterados ao longo da vida. Para a criança, felicidade pode ser um brinquedo ou uns dias na casa dos avós. Para o jovem, felicidade pode ter o nome de um carro ou da namorada. Para outros, a felicidade está num copo de bebida, numa noite de amor ou na droga. Outras alternativas: o clube de futebol, o sucesso na faculdade, a conquista de prestígio e salário. Há também quem assuma alternativas diferentes em nome da fé, da ideologia ou da ciência.
Quase sempre essa felicidade é ilusória. Ou porque existe o dia seguinte com gosto amargo ou porque se decepcionou com a conquista. E a vida ensina que duas frustrações acontecem: porque o objetivo não foi alcançado ou porque, uma vez alcançado, não lhe trouxe a desejada felicidade.
Existem momentos felizes e felicidade. Não se equivalem. O momento feliz reveste-se de intensidade, mas fica no superficial e logo se esgota. A felicidade é algo que atinge todo o ser, o harmoniza e tende a se perpetuar. Momentos felizes são envolvidos pela euforia e prazer. Felicidade é ampla, abrange todo o ser e não empalidece mesmo diante do sofrimento.
Há pessoas que colocam a felicidade num tempo ou lugar. Eu era feliz e não sabia, lamenta-se alguém. Outros colocam a felicidade lá adiante, num contexto que pode não acontecer. Felicidade é um modo de viajar. E essa viagem tem um destino: Deus. Agostinho de Hipona – Santo Agostinho – passou por todos os patamares. Encontrou a realização em todas as alegrias humanas. E porque continuou sentindo-se insatisfeito, continuou procurando. Um dia encontrou Deus e com Ele a felicidade. Ele resumiu sua longa travessia: fizeste-nos para Ti e nosso coração permanecerá sempre inquieto até não repousar em Ti. A alma humana é demasiadamente grande para satisfazer-se com coisas criadas.
TRES PIPULAS DE GENTILEZA POR SEMANA
Selecionei, com muito carinho, três pílulas de gentileza para você tentar praticar durante esta semana e verificar quais as consequências. Estou certo de que ser gentil só nos traz benefícios, ainda que não imediatamente, ainda que não pela via que esperamos. Mas basta praticar e ter paciência que o resultado -sempre muito bom- virá!
1. DÊ UM CRÉDITO
Sabe aquele dia em que você acorda, sai para o trabalho ou para seus compromissos e tem a nítida sensação de que deveria ter ficado em casa, dormindo? Definitivamente, você pensa, este não é o seu dia! Tudo o que gostaria é de não ter que resolver problemas nem manter as aparências com ninguém. Pois é... saiba que você não é o único "privilegiado". Todos nós experimentamos dias assim. E é justamente nesses dias, que tudo o que gostaríamos é que nos dessem um desconto ou, melhor ainda, um crédito. Que esperassem nosso mau-humor passar e pegassem leve, não é? Então, faça o mesmo quando se deparar com uma situação em que uma pessoa é grosseira com você do nada, sem motivos. Dê um crédito a ela. Pense: bem, hoje não deve ser o melhor dos dias para ela, então, vou deixar passar, vou relevar! E assim, certamente estará praticando a gentileza e evitando aborrecimentos desnecessários!
2. ESCUTE MELHOR
Durante algum tempo de minha carreira, tratando dos temas "relacionamento e comunicação", insisti que não existe melhor maneira de resolver um conflito do que conversando. Mas terminei descobrindo, que pela palavra "diálogo" entendia-se, sobretudo, falar. Acontece que só falar, embora já seja um ótimo começo, resolve bem pouco. Mais eficiente é realmente escutar o que o outro tem a dizer. Ouvir com o coração aberto e a intenção real de solucionar o problema. Afinal, só quando compreendemos o que o outro está pensando e sentindo é que podemos tomar uma atitude mais certeira. Note que estou sugerindo que você escute 'melhor' e não escute 'mais'. O que conta é a qualidade da escuta! Escutar ignorando, fazendo outra coisa, sem olhar nos olhos, é péssimo. Só faz com que o outro se sinta totalmente desconsiderado e a situação piore. Escutar fingindo, sem realmente dar atenção, também é lastimável, porque a pessoa termina percebendo que você não se envolveu e que ela foi tratada como se não tivesse a menor importância. Escutar seletivamente é típico dos casais em crise ou de colaboradores que só fazem o que querem. Já escutar com atenção é muito bom, mas existe uma qualidade de escuta ainda melhor. É a empática. Aquela em que você consegue se colocar no lugar do outro enquanto ele vai falando sobre o que pensa, sente e quer. Esta sim, faz com que a pessoa se sinta acolhida e compreendida. E possibilita a você uma mudança de atitude que faz toda a diferença!
3. PESSOAS GENTIS TAMBÉM DIZEM "NÃO"
Muita gente pensa que ser gentil é estar sempre disponível e levar aquela bendita fama de "bonzinho". Não, não e não! Ser gentil não é isso e também não é ser feito de bobo. Pessoas gentis sabem reconhecer seus próprios limites e respeitar o outro tanto quanto a si mesmo. E isso significa que, muitas vezes, terá de negar um pedido do outro, para que esteja sendo coerente consigo mesmo, com seus compromissos e até com seus valores. Pessoas que não sabem dizer "não" certamente apresentam uma questão mal resolvida com sua autoestima. Usam o "sim" para, talvez inconscientemente, conseguir a aprovação ou o amor do outro. Não funciona! Resultado? Sentem-se frustradas, vítimas das relações e muito insatisfeitas com suas vidas. Saber dizer "não" quando necessário é sinal de maturidade e equilíbrio. E nem é preciso alterar o tom de voz ou ser grosseiro. Um "não" dito com firmeza e coerência é muito eficiente e, quase sempre, mais produtivo do que supomos.
1. DÊ UM CRÉDITO
Sabe aquele dia em que você acorda, sai para o trabalho ou para seus compromissos e tem a nítida sensação de que deveria ter ficado em casa, dormindo? Definitivamente, você pensa, este não é o seu dia! Tudo o que gostaria é de não ter que resolver problemas nem manter as aparências com ninguém. Pois é... saiba que você não é o único "privilegiado". Todos nós experimentamos dias assim. E é justamente nesses dias, que tudo o que gostaríamos é que nos dessem um desconto ou, melhor ainda, um crédito. Que esperassem nosso mau-humor passar e pegassem leve, não é? Então, faça o mesmo quando se deparar com uma situação em que uma pessoa é grosseira com você do nada, sem motivos. Dê um crédito a ela. Pense: bem, hoje não deve ser o melhor dos dias para ela, então, vou deixar passar, vou relevar! E assim, certamente estará praticando a gentileza e evitando aborrecimentos desnecessários!
2. ESCUTE MELHOR
Durante algum tempo de minha carreira, tratando dos temas "relacionamento e comunicação", insisti que não existe melhor maneira de resolver um conflito do que conversando. Mas terminei descobrindo, que pela palavra "diálogo" entendia-se, sobretudo, falar. Acontece que só falar, embora já seja um ótimo começo, resolve bem pouco. Mais eficiente é realmente escutar o que o outro tem a dizer. Ouvir com o coração aberto e a intenção real de solucionar o problema. Afinal, só quando compreendemos o que o outro está pensando e sentindo é que podemos tomar uma atitude mais certeira. Note que estou sugerindo que você escute 'melhor' e não escute 'mais'. O que conta é a qualidade da escuta! Escutar ignorando, fazendo outra coisa, sem olhar nos olhos, é péssimo. Só faz com que o outro se sinta totalmente desconsiderado e a situação piore. Escutar fingindo, sem realmente dar atenção, também é lastimável, porque a pessoa termina percebendo que você não se envolveu e que ela foi tratada como se não tivesse a menor importância. Escutar seletivamente é típico dos casais em crise ou de colaboradores que só fazem o que querem. Já escutar com atenção é muito bom, mas existe uma qualidade de escuta ainda melhor. É a empática. Aquela em que você consegue se colocar no lugar do outro enquanto ele vai falando sobre o que pensa, sente e quer. Esta sim, faz com que a pessoa se sinta acolhida e compreendida. E possibilita a você uma mudança de atitude que faz toda a diferença!
3. PESSOAS GENTIS TAMBÉM DIZEM "NÃO"
Muita gente pensa que ser gentil é estar sempre disponível e levar aquela bendita fama de "bonzinho". Não, não e não! Ser gentil não é isso e também não é ser feito de bobo. Pessoas gentis sabem reconhecer seus próprios limites e respeitar o outro tanto quanto a si mesmo. E isso significa que, muitas vezes, terá de negar um pedido do outro, para que esteja sendo coerente consigo mesmo, com seus compromissos e até com seus valores. Pessoas que não sabem dizer "não" certamente apresentam uma questão mal resolvida com sua autoestima. Usam o "sim" para, talvez inconscientemente, conseguir a aprovação ou o amor do outro. Não funciona! Resultado? Sentem-se frustradas, vítimas das relações e muito insatisfeitas com suas vidas. Saber dizer "não" quando necessário é sinal de maturidade e equilíbrio. E nem é preciso alterar o tom de voz ou ser grosseiro. Um "não" dito com firmeza e coerência é muito eficiente e, quase sempre, mais produtivo do que supomos.
OS LUCIDOS DIALOGAM, OS LOUCOS VÃO A GUERRA.
Bilhões de vidas foram jogadas fora em guerras, assaltos, roubos, drogas, violência estúpida e sem nenhum significado, bombas, incêndios, enchentes, explosões.
A maioria dos casos poderia ter sido evitada se as pessoas tivessem construído cidades mais seguras ou sentado à mesa e dialogado. Mas os lados teimosos acharam que venceriam pela força e políticos, que nunca vão à guerra, enviaram soldados a morrer pelas suas palavras. Como não sabiam sentar e conversar, mandaram generais, capitães e soldados para morrer no seu lugar e milhões morreram.
À ponta de lança, de espada ou sob os tanques e as bombas, tudo isso aconteceu porque quem deveria dialogar não soube dialogar e não conseguiu resolver as coisas antes com palavras. Depois que morreram milhões, aí então sentaram-se à mesa e selaram mais um armistício. Se eram tão inteligentes por que não fizeram antes?
Morreram homens vigorosos, jovens na flor da idade, mulheres ficaram viúvas, filhos ficaram órfãos, tudo porque os políticos não souberam dialogar. O grande problema do mundo é a falta de diálogo. Foi ela quem criou as guerras, os conflitos religiosos, os fanatismos e todas as loucuras que se possa imaginar. Os lúcidos dialogam. Os loucos vão à guerra!
A maioria dos casos poderia ter sido evitada se as pessoas tivessem construído cidades mais seguras ou sentado à mesa e dialogado. Mas os lados teimosos acharam que venceriam pela força e políticos, que nunca vão à guerra, enviaram soldados a morrer pelas suas palavras. Como não sabiam sentar e conversar, mandaram generais, capitães e soldados para morrer no seu lugar e milhões morreram.
À ponta de lança, de espada ou sob os tanques e as bombas, tudo isso aconteceu porque quem deveria dialogar não soube dialogar e não conseguiu resolver as coisas antes com palavras. Depois que morreram milhões, aí então sentaram-se à mesa e selaram mais um armistício. Se eram tão inteligentes por que não fizeram antes?
Morreram homens vigorosos, jovens na flor da idade, mulheres ficaram viúvas, filhos ficaram órfãos, tudo porque os políticos não souberam dialogar. O grande problema do mundo é a falta de diálogo. Foi ela quem criou as guerras, os conflitos religiosos, os fanatismos e todas as loucuras que se possa imaginar. Os lúcidos dialogam. Os loucos vão à guerra!
TEMOS NECESSIDADE DE SER LIVRES.
Aprocura da liberdade confirma-se e se traduz como uma necessidade pessoal e coletiva tanto quanto o desejo de vida. Não há vida sem liberdade e não há liberdade sem vida. Há uma luta incessante contra tudo o que impeça ou reduza o acontecer da liberdade.
Na cela da prisão onde estava recluso, por haver lutado pela liberdade democrática de sua pátria, o grego Alessandros Panagulis escreveu: “A sabedoria é uma coisa boa, mas se existe a liberdade. A razão é boa, mas se existe a liberdade. Os tiranos se debatem com a luta, mas com sangue se escreve a história dos homens livres”.
Um negro-spiritual canta com decidida voz: “Fazei-me a tumba onde quiserdes, numa planície ou numa elevada colina. Fazei-a no meio das tumbas mais humildes, mas não numa terra onde os homens são escravos. Não poderei repousar se, ao redor de minha tumba escutar passos trepidantes de escravos. A sua sombra sobre meu sepulcro silencioso o tornaria um lugar de terror”.
Rabindranath Tagore, grande pensador e escritor indiano, reza: “ Onde a mente não sofre temores e onde a cabeça pode se manter erguida; onde o conhecimento é livre; onde o mundo não foi fragmentado pelo egoísmo dos muros domésticos... Tu, ó Pai Nosso, guias a mente para um pensamento e uma ação sempre mais vastos, onde se faz o paraíso da liberdade”.
De modos diversos os homens contemporâneos provam a necessidade incontida de libertar-se ou de serem libertados de toda a opressão para poder conquistar uma vida na plenitude da liberdade. Por exemplo:
. Libertação de condições desumanas de vida, seja no que se refere ao trabalho escravo, ao ambiente geográfico, à alimentação, à moradia etc...Essas condições desumanas podem advir de causas sociais ou naturais...
. Libertação dos contrastes de empobrecimento porque geram frustração, exclusão e marginalização...
. Libertação das opressões econômicas quando se sabe que se é utilizado e instrumentalizado para enriquecer pessoas, grupos ou até nações...
. Libertação das opressões políticas. Aqui basta lembrar os movimentos de libertação popular nas nações dominadas por ditaduras, os movimentos de independência das colônias nos últimos tempos, os jovens de cara pintada contra a corrupção...
. Libertação das opressões ideológicas onde se tenta prender e condicionar o pensamento e as decisões das pessoas. Tantos “ismos” foram caindo e deixando espaço a um novo pensamento e novas formas de organização social...
. Libertação do absurdo de uma vida sem sentido, principalmente gerada pelo consumismo desenfreado...
. Libertação do pecado pessoal e coletivo que desequilibra a pessoa em suas relações e a sociedade em relação à pessoa...
A liberdade humana é como uma bola inflada de ar que se quer manter à força debaixo da água. Quando mais se tenta oprimi-la, mais ela busca saltar para fora, onde é seu lugar natural e seu ambiente normal. Somos feitos para a liberdade! A liberdade é o nosso lugar!
Na cela da prisão onde estava recluso, por haver lutado pela liberdade democrática de sua pátria, o grego Alessandros Panagulis escreveu: “A sabedoria é uma coisa boa, mas se existe a liberdade. A razão é boa, mas se existe a liberdade. Os tiranos se debatem com a luta, mas com sangue se escreve a história dos homens livres”.
Um negro-spiritual canta com decidida voz: “Fazei-me a tumba onde quiserdes, numa planície ou numa elevada colina. Fazei-a no meio das tumbas mais humildes, mas não numa terra onde os homens são escravos. Não poderei repousar se, ao redor de minha tumba escutar passos trepidantes de escravos. A sua sombra sobre meu sepulcro silencioso o tornaria um lugar de terror”.
Rabindranath Tagore, grande pensador e escritor indiano, reza: “ Onde a mente não sofre temores e onde a cabeça pode se manter erguida; onde o conhecimento é livre; onde o mundo não foi fragmentado pelo egoísmo dos muros domésticos... Tu, ó Pai Nosso, guias a mente para um pensamento e uma ação sempre mais vastos, onde se faz o paraíso da liberdade”.
De modos diversos os homens contemporâneos provam a necessidade incontida de libertar-se ou de serem libertados de toda a opressão para poder conquistar uma vida na plenitude da liberdade. Por exemplo:
. Libertação de condições desumanas de vida, seja no que se refere ao trabalho escravo, ao ambiente geográfico, à alimentação, à moradia etc...Essas condições desumanas podem advir de causas sociais ou naturais...
. Libertação dos contrastes de empobrecimento porque geram frustração, exclusão e marginalização...
. Libertação das opressões econômicas quando se sabe que se é utilizado e instrumentalizado para enriquecer pessoas, grupos ou até nações...
. Libertação das opressões políticas. Aqui basta lembrar os movimentos de libertação popular nas nações dominadas por ditaduras, os movimentos de independência das colônias nos últimos tempos, os jovens de cara pintada contra a corrupção...
. Libertação das opressões ideológicas onde se tenta prender e condicionar o pensamento e as decisões das pessoas. Tantos “ismos” foram caindo e deixando espaço a um novo pensamento e novas formas de organização social...
. Libertação do absurdo de uma vida sem sentido, principalmente gerada pelo consumismo desenfreado...
. Libertação do pecado pessoal e coletivo que desequilibra a pessoa em suas relações e a sociedade em relação à pessoa...
A liberdade humana é como uma bola inflada de ar que se quer manter à força debaixo da água. Quando mais se tenta oprimi-la, mais ela busca saltar para fora, onde é seu lugar natural e seu ambiente normal. Somos feitos para a liberdade! A liberdade é o nosso lugar!
A GRANDE CONTRADIÇÃO BRASILEIRA
Cresce a convicção, inclusive entre os economistas seja do stablisment seja da linha neokeynesiana, de que nos acercamos perigosamente dos limites físicos da Terra. Mesmo utilizando novas tecnologias, dificilmente poderemos levar avante o projeto do crescimento sem limites. A Terra não aguenta mais e somos forçados a trocar de rumo.
Os Prêmios Nobel como P. Krugman e J. Stiglitz caem na armadilha de propor como saída para a crise atual um maior gasto público no pressuposto de que este produzirá crescimento econômico e maior consumo, com os quais se pagarão mais à frente as astronômicas dívidas privadas e públicas. Um planeta finito não suporta um projeto desta natureza que pressupõe a infinitude dos bens e serviços. Esse dado já é assegurado.
O que Jack e Victor propõem é uma “prosperidade sem crescimento”. Nos países desenvolvidos o crescimento atingido já é suficiente para permitir o desabrochar das potencialidades humanas, nos limites possíveis do planeta. Então chega de crescimento. O que se pode pretender é a “prosperidade”, que significa mais qualidade de vida, de educação, de saúde, de cultura ecológica, de espiritualidade etc. Essa solução é racional, mas pode provocar grande desemprego, problema que eles resolvem mal, apelando para uma renda universal básica e uma diminuição de horas de trabalho. Não haverá solução sem um prévio acerto de como vamos nos relacionar com a Terra, amigavelmente, e definir os padrões de consumo para que todos tenham o suficiente e o decente.
Para os países pobres e emergentes se inverte a equação. Precisa-se de “crescimento com prosperidade”. O crescimento é necessário para atender as demandas mínimas dos que estão na miséria e na exclusão social. É questão de justiça assegurar a quantidade de bens e serviços indispensáveis. Mas simultaneamente deve-se visar a prosperidade que tem a ver com a qualidade do crescimento. Há o risco real de que sejam vítimas da lógica do sistema que incita a consumir mais e mais, em especial bens supérfluos. Então acabam agravando os limites da Terra, o que se quer evitar. Estamos face a um angustiante círculo vicioso que não sabemos como fazê-lo virtuoso sem prejudicar a sustentabilidade da Terra viva.
A contradição vivida pelo Brasil é esta: urge crescer para realizar o que o governo petista fez: garantir os mínimos para que milhões pudessem comer e, por políticas sociais, serem inseridos na sociedade. Para as classes já atendidas, precisa-se cobrar menos crescimento e mais prosperidade: melhorar a qualidade do bem viver, da educação, das relações sociais menos desiguais. Mas quem vai convencê-los se são violentamente cooptados pela propaganda que os incita ao consumo? Ocorre que até agora os governos apenas fizeram políticas distributivas: repartiram desigualmente os recursos públicos. Primeiro garantem-se 140 bilhões de reais para pagar a dívida pública, depois para os grandes projetos e somente cerca de 60 bilhões para as imensas maiorias que só agora estão ascendendo. Todos ganham, mas de forma desigual. Tratar de forma desigual a iguais é grande injustiça. Nunca houve políticas redistributivas: tirar dos ricos (por meios legais) e repassar aos que mais precisam. Haveria equidade.
O mais grave é que com a obsessão do crescimento estamos minando a vitalidade da Terra. Precisamos de um crescimento, mas com uma nova consciência ecológica que nos liberte da escravidão do produtivismo e do consumismo. Esse é o grande desafio para enfrentar a incômoda contradição brasileira.
Os Prêmios Nobel como P. Krugman e J. Stiglitz caem na armadilha de propor como saída para a crise atual um maior gasto público no pressuposto de que este produzirá crescimento econômico e maior consumo, com os quais se pagarão mais à frente as astronômicas dívidas privadas e públicas. Um planeta finito não suporta um projeto desta natureza que pressupõe a infinitude dos bens e serviços. Esse dado já é assegurado.
O que Jack e Victor propõem é uma “prosperidade sem crescimento”. Nos países desenvolvidos o crescimento atingido já é suficiente para permitir o desabrochar das potencialidades humanas, nos limites possíveis do planeta. Então chega de crescimento. O que se pode pretender é a “prosperidade”, que significa mais qualidade de vida, de educação, de saúde, de cultura ecológica, de espiritualidade etc. Essa solução é racional, mas pode provocar grande desemprego, problema que eles resolvem mal, apelando para uma renda universal básica e uma diminuição de horas de trabalho. Não haverá solução sem um prévio acerto de como vamos nos relacionar com a Terra, amigavelmente, e definir os padrões de consumo para que todos tenham o suficiente e o decente.
Para os países pobres e emergentes se inverte a equação. Precisa-se de “crescimento com prosperidade”. O crescimento é necessário para atender as demandas mínimas dos que estão na miséria e na exclusão social. É questão de justiça assegurar a quantidade de bens e serviços indispensáveis. Mas simultaneamente deve-se visar a prosperidade que tem a ver com a qualidade do crescimento. Há o risco real de que sejam vítimas da lógica do sistema que incita a consumir mais e mais, em especial bens supérfluos. Então acabam agravando os limites da Terra, o que se quer evitar. Estamos face a um angustiante círculo vicioso que não sabemos como fazê-lo virtuoso sem prejudicar a sustentabilidade da Terra viva.
A contradição vivida pelo Brasil é esta: urge crescer para realizar o que o governo petista fez: garantir os mínimos para que milhões pudessem comer e, por políticas sociais, serem inseridos na sociedade. Para as classes já atendidas, precisa-se cobrar menos crescimento e mais prosperidade: melhorar a qualidade do bem viver, da educação, das relações sociais menos desiguais. Mas quem vai convencê-los se são violentamente cooptados pela propaganda que os incita ao consumo? Ocorre que até agora os governos apenas fizeram políticas distributivas: repartiram desigualmente os recursos públicos. Primeiro garantem-se 140 bilhões de reais para pagar a dívida pública, depois para os grandes projetos e somente cerca de 60 bilhões para as imensas maiorias que só agora estão ascendendo. Todos ganham, mas de forma desigual. Tratar de forma desigual a iguais é grande injustiça. Nunca houve políticas redistributivas: tirar dos ricos (por meios legais) e repassar aos que mais precisam. Haveria equidade.
O mais grave é que com a obsessão do crescimento estamos minando a vitalidade da Terra. Precisamos de um crescimento, mas com uma nova consciência ecológica que nos liberte da escravidão do produtivismo e do consumismo. Esse é o grande desafio para enfrentar a incômoda contradição brasileira.
NÚMEROS NOMEIAM RUAS
Em que rua você mora? Na Rua Dois. Se estiver no Brasil, esta deve ser a resposta mais frequente a esta pergunta. Explica-se: este é o logradouro mais comum no país. Mais de 1.534 ruas brasileiras têm esse nome.
Segundo levantamento da ProScore, Bureu de Informação e Análise de Crédito, os nomes de ruas mais utilizados no Brasil são os alfanuméricos. A partir de uma base de dados com mais de 710.000 registros de ruas, os pesquisadores constataram que Rua Dois é o logradouro mais comum, seguido de perto pelo Rua Três, com 1.513 repetições em todo território nacional. De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, existem aproximadamente 815.000 diferentes nomes de ruas nos 5.565 municípios brasileiros.
“A liderança dos nomes alfanuméricos provavelmente ocorre porque eles são usados para identificar ruas criadas provisoriamente em bairros, distritos e loteamentos novos, as quais acabam ficando com esses nomes por longos anos. Todas possuem CEP´s diferentes, ou seja, são localizações distintas”, explica Mellissa Penteado, diretora de Marketing da ProScore.
Curiosamente, a cidade que mais usa os nomes Rua Dois e Rua Três é a mesma: Cuiabá, no Mato Grosso, com 46 logradouros cada. As demais são Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com uma média de 41 logradouros para a “Rua Dois” e 36 logradouros para “Rua Três”. Já a cidade campeã em repetição de nome de rua é Aracaju, no Sergipe, com 107 ruas B. No ranking geral, a Rua B aparece em quarto lugar, com 1.380 repetições no país.
Homenagens a santos, datas comemorativas e a personalidades também são bastante utilizados para nomear ruas. São José em 19º lugar no ranking geral tem 638 logradouros; Santo Antônio, na 25ª posição, possui 554 ruas no território nacional. Sete de Setembro ocupa a 37º lugar, nomeando 428 ruas; Tiradentes fica em 42º lugar com 384 logradouros.
Segundo levantamento da ProScore, Bureu de Informação e Análise de Crédito, os nomes de ruas mais utilizados no Brasil são os alfanuméricos. A partir de uma base de dados com mais de 710.000 registros de ruas, os pesquisadores constataram que Rua Dois é o logradouro mais comum, seguido de perto pelo Rua Três, com 1.513 repetições em todo território nacional. De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, existem aproximadamente 815.000 diferentes nomes de ruas nos 5.565 municípios brasileiros.
“A liderança dos nomes alfanuméricos provavelmente ocorre porque eles são usados para identificar ruas criadas provisoriamente em bairros, distritos e loteamentos novos, as quais acabam ficando com esses nomes por longos anos. Todas possuem CEP´s diferentes, ou seja, são localizações distintas”, explica Mellissa Penteado, diretora de Marketing da ProScore.
Curiosamente, a cidade que mais usa os nomes Rua Dois e Rua Três é a mesma: Cuiabá, no Mato Grosso, com 46 logradouros cada. As demais são Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com uma média de 41 logradouros para a “Rua Dois” e 36 logradouros para “Rua Três”. Já a cidade campeã em repetição de nome de rua é Aracaju, no Sergipe, com 107 ruas B. No ranking geral, a Rua B aparece em quarto lugar, com 1.380 repetições no país.
Homenagens a santos, datas comemorativas e a personalidades também são bastante utilizados para nomear ruas. São José em 19º lugar no ranking geral tem 638 logradouros; Santo Antônio, na 25ª posição, possui 554 ruas no território nacional. Sete de Setembro ocupa a 37º lugar, nomeando 428 ruas; Tiradentes fica em 42º lugar com 384 logradouros.
segunda-feira, 12 de março de 2012
RESPEITO CIMA DE TUDO, É O QUE MERECE A MULHER.
Que sociedade é esta que ainda convive com a discriminação e a violência praticadas contra a mulher? A resposta é complexa, e certamente não encontra respaldo na justiça social ou nas regras de boa convivência – muito menos, é claro, no amor ao próximo.
Estudo da Johns Hopkins University School of Public Health, dos EUA, aponta “justificativa” para a violência contra a mulher em normas sociais que reforçam a valorização diferenciada para papéis masculino e feminino. O que muda são as razões alegadas - no Brasil, Chile e Venezuela, por exemplo, é comum a violência aprovada socialmente quando ocorre infidelidade feminina; em outros países a mulher deve ser punida quando não cuida da casa e dos filhos, se recusa a ter relações sexuais ou desobedece ao marido.
A cultura de um povo deve ser respeitada. Mas não exageros, injustiças. É totalmente injustificável que uma mulher seja obrigada à subserviência e a agressões físicas e psicológicas; que seja tratada como um ser inferior. E isso ocorre mesmo aqui no Brasil, país que avançou no combate a essas barbáries através de uma legislação mais enérgica, no caso a Lei Maria da Penha.
Punir com rigor é um passo importante para coibir a violência. Mas são necessários mecanismos, socialmente melhor elaborados, para tentar impedir que ela ocorra. É preciso rever conceitos e critérios para evitar, por exemplo, que uma mulher com o mesmo grau de capacitação e desempenho no trabalho receba bem menos que o homem. É fundamental, ainda, dar a minorias femininas meios para alcançar a emancipação plena, e isso passa pela autonomia financeira.
É impossível desfazer o sofrimento que a mulher passou ao longo da história. Mas é possível que ela – mãe, irmã, amiga... – sofra menos. Se não pelo aprimoramento das leis, pela mudança de comportamento e de atitudes do homem. O respeito, acima de tudo.
Estudo da Johns Hopkins University School of Public Health, dos EUA, aponta “justificativa” para a violência contra a mulher em normas sociais que reforçam a valorização diferenciada para papéis masculino e feminino. O que muda são as razões alegadas - no Brasil, Chile e Venezuela, por exemplo, é comum a violência aprovada socialmente quando ocorre infidelidade feminina; em outros países a mulher deve ser punida quando não cuida da casa e dos filhos, se recusa a ter relações sexuais ou desobedece ao marido.
A cultura de um povo deve ser respeitada. Mas não exageros, injustiças. É totalmente injustificável que uma mulher seja obrigada à subserviência e a agressões físicas e psicológicas; que seja tratada como um ser inferior. E isso ocorre mesmo aqui no Brasil, país que avançou no combate a essas barbáries através de uma legislação mais enérgica, no caso a Lei Maria da Penha.
Punir com rigor é um passo importante para coibir a violência. Mas são necessários mecanismos, socialmente melhor elaborados, para tentar impedir que ela ocorra. É preciso rever conceitos e critérios para evitar, por exemplo, que uma mulher com o mesmo grau de capacitação e desempenho no trabalho receba bem menos que o homem. É fundamental, ainda, dar a minorias femininas meios para alcançar a emancipação plena, e isso passa pela autonomia financeira.
É impossível desfazer o sofrimento que a mulher passou ao longo da história. Mas é possível que ela – mãe, irmã, amiga... – sofra menos. Se não pelo aprimoramento das leis, pela mudança de comportamento e de atitudes do homem. O respeito, acima de tudo.
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