segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CLIMA ESPALHA DESTRUIÇÃO.


Das peripécias climáticas ninguém escapa, nem o poderoso Estados Unidos, atingido pela supertempestade Sandy na terça 30 de outubro - e nem municípios gaúchos (leia abaixo)..
Nada, na atualidade, se compara à devastação causada pela supertempestade Sandy, que matou 112 pessoas em 15 Estados norte-americanos, uma no Canadá e 67 no Caribe, até segunda 5. Inicialmente denominada furacão de média intensidade, passou a ser considerada pior, no volume de danos, que o furacão Katrina, que dizimou a costa sudeste americana em 2005 e fez cerca de mil mortos.
A fúria da tempestade ganhou fama por deixar suas marcas na Costa Leste, em especial Nova York. Em sua passagem, espalhou sujeira, amontoou lixo, deixou sem eletricidade milhões de pessoas em toda a região, além de seis milhões de casas e empresas; provocou incêndios e fez com que a água do mar invadisse a cidade americana mais populosa, Nova York, com mais de 8 milhões de habitantes. Até estações de metrô ficaram submersas, cena absolutamente incomum para aquela metrópole.
Como se não bastasse, em meio à escassez e à falta de energia, o frio chegou. O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que, com as temperaturas geladas, dezenas de milhares de pessoas afetadas pela Sandy podem precisar de moradia em breve.
Os prejuízos para os norte- americanos superam os US$ 50 bilhões, o que levou o presidente Barak Obama a afirmar: que “A tempestade ainda não acabou.” Há registros de danos ainda nas refinarias de petróleo, oleodutos, terminais e portos. Tudo isso na véspera das eleições presidenciais, realizadas nesta terça 6. A supertempestade, como era de se esperar, ganhou ares políticos.


Previsão para o Sul
A previsão climática de consenso para o trimestre novembro e dezembro de 2012 e janeiro de 2013 indica maior probabilidade de chuvas na categoria acima da normal (40%), devido à previsão de persistência do aquecimento das águas superficiais adjacentes à costa das regiões Sul e Sudeste brasileiras. As temperaturas previstas situam-se dentro da normalidade. Nas demais áreas, entre nomal e acima do normal.

JUVENTUDE TEM JORNADA MUNDIAL

No dia 31 de outubro foram acolhidos, aqui no Rio Grande do Sul, dois símbolos de fé que caracterizam a Jornada Mundial da Juventude: a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora. Esses símbolos percorrerão todo o Estado durante o mês de novembro. Em cada diocese estará acontecendo programação específica marcada por momentos de formação, celebração e oração, além de experiências de solidariedade.
Trata-se de uma oportunidade impar para cultivo da dimensão místico-religiosa – dimensão esta constitutiva do ser humano. Mas não só! A Cruz é expressão de tantas cruzes que caracterizam nossa juventude: a cruz da drogadição, do extermínio de jovens, da carência de postos de trabalho; a falta, muitas vezes, de referências e referenciais seguros, além das dificuldades de acesso à educação e formação intelectual com qualidade.
Por isso, esse tempo nos está sendo oferecido para, em torno da Cruz e do Ícone, criarmos condições para que nossa juventude se sinta sempre mais motivada a assumir o protagonismo que lhe compete na construção de uma sociedade mais humana e cristã. É um tempo especial, privilegiado.
Os jovens representam o potencial de uma sociedade, tanto no presente quanto para o futuro. A partir da experiência de encontro com a pessoa de Jesus Cristo, a Igreja crê estar cooperando para a construção de caminhos sólidos e indicando horizontes, nos quais os jovens de hoje possam ser os homens e as mulheres do amanhã, autenticamente engajados na construção de uma sociedade orientada e sustentada por valores éticos, cristãos, universais.
Oxalá todas as forças da sociedade - igrejas, governos, escolas, formadores de opinião, entidades diversas – se disponham a investir na juventude. Por isso, a Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no Rio de Janeiro em julho de 2013 e que estamos já vivendo no Rio Grande do Sul, se une em coro com os jovens de todo o Brasil, formando como que uma grande sinfonia, cujo tema é a proclamação do valor da vida, e a necessidade de promovê-la em todas as suas dimensões.

O BRASIL TEM 101 MILHÕES DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos do mundo, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O mercado nacional é também o segundo, atrás somente dos Estados Unidos. O setor movimentou R$ 12,2 bilhões no ano passado, 8% dos US$ 86 bilhões que o setor faturou no planeta. 
A maior fatia do bolo de R$ 12,2 bilhões refere-se à alimentação animal, que responde por 69% do faturamento total. Outros 16% devem-se à prestação de serviços. E o restante é dividido entre medicamentos veterinários, acessórios e equipamentos.
O Brasil conta com população superior aos 101 milhões de animais de estimação (pets), conforme a Abinpet, o que coloca o país na quarta colocação mundial. A preferência nacional são os cães, que correspondem a 37,1 milhões desse total. Os aquários abrigam 25 milhões de peixes. Já os amantes dos gatos cuidam de 21,4 milhões de indivíduos e 18,5 milhões de aves povoam viveiros e gaiolas, enquanto as outras espécies domésticas somam 2,1 milhões de bichos.
Já no mundo, os gatos são mais populares que os cães: são 204 milhões de bichanos ante 173 milhões de cachorros.
Curiosidade - A palavra pet tem mais de um sentido. Quer dizer animal domesticado ou, conforme verbo em inglês, significa mimado, favorito. Por conta disso, os animais domésticos são chamados de pet.

PRODUÇÃO: SUL PERDE PARA O CENTRO-OESTE


Algo inimaginável há alguns anos, Mato Grosso acaba de assumir a liderança isolada como o maior produtor agrícola do país. Ele foi o responsável, na última safra, por 24% de toda a produção nacional de grãos, o que representa, em números redondos, que o desempenho deste Estado atingiu a marca de 40 milhões de toneladas. Os dados foram apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Soja, milho e algodão comandam a arrancada mato-grossense. A qualidade da terra, a mecanização e o regime favorável de chuvas contribuem para um contínuo crescimento da fronteira agrícola. Na economia do Estado é importante também a pecuária.
A produção de grãos no país – apesar dos problemas climáticos – também é recorde com 165,92 milhões de toneladas no ciclo de 2011/2012. O Paraná perdeu a liderança e ficou em segundo, com 31,7 milhões de toneladas (19%), seguido pelo Rio Grande do Sul (que, devido a anomalias do clima, em particular a estiagem, produziu apenas 21 milhões de toneladas, com queda de 27% sobre a colheita anterior). Como Goiás também se destacou (18 milhões de toneladas), o Sul deixou de ser o celeiro agrícola brasileiro, título agora ostentado pelo Centro- Oeste.

"EM TEMPOS DE CRISE: VIVER JUNTOS, PARA VIVER MELHOR"

Cada vez mais italianos adultos estão vivendo com os pais. E não se trata de uma questão exclusiva de comodismo. Segundo especialistas, o fenômeno cresce principalmente devido à crise econômica na Europa - o desemprego médio no país gira em torno de 10%, índice que pula para 30% entre os jovens de 20 aos 30 anos.
Chamados de “bamboccioni” (crianças grandes), cerca de 30% dos italianos moram hoje com os pais. Dado foi apurado por pesquisa da Coldiretti, associação nacional de produtores agrícolas, e da Censis, empresa de pesquisa de mercado. Se for tomada apenas a faixa etária entre 18 e 29 anos, o percentual salta para 61%.
Essa situação não é nova. A Itália sempre valorizou muito a união familiar, a mãe conserva um papel destacado na sociedade e os italianos, independente de classe social e idade, têm apego muito forte com a região de origem – exagerado, em muitos casos. Prova desse apego é que os jovens italianos viajam muito menos do que seus contemporâneos na Grã- Bretanha, Alemanha, ou Austrália. Mas a tendência cultural foi se acentuando em razão da crise - o número de jovens italianos que moram com os pais cresceu muito em comparação aos 48% de 1990.
Os italianos precisam permanecer juntos mais do que nunca por causa do aumento cada vez maior dos combustíveis e dos alimentos, das demissões e do rigoroso pacote de austeridade montado pelo governo de Mario Monti, o primeiro-ministro tecnocrata que substituiu o desacreditado Silvio Berlusconi.
É simplista demais, e até injusto, afirmar que os italianos que moram com os pais são preguiçosos. Mas há uma geração que luta apenas para se alimentar e se vestir. São os chamados Neet – nada de emprego, educação e nem treinamento -, sem possibilidades de morar por conta própria. Nessa condição, vale o título do relatório da Coldiretti e da Censis: “A crise econômica - viver melhor, vivendo juntos”.

VIOLÊNCIA NO TRANSITO SÓ MELHORA COM EDUCAÇÃO

A morte de 40 mil pessoas a cada ano no trânsito brasileiro é um atestado de imprevidência e incapacidade. É inadmissível que um país conviva com uma tragédia dessas proporções sem uma reação enérgica. Já foi pior, podem argumentar conformistas com esta realidade, citando os efeitos da Lei Seca, em vigor desde junho de 2008. Mas mesmo estes sabem que o total de vítimas continua alto e que é no mínimo preocupante a proporção de motoristas flagrados com teor alcoólico acima do permitido.
Dirigir bêbado, desrespeitar limites de velocidade e outras irregularidades são cometidas diariamente ao volante de milhares de veículos no país. O resultado quase sempre é triste. Mas não só para esses motoristas. 32,8% das vítimas fatais são motociclistas, os ocupantes de carros representam 27,8% e os pedestres, os mais indefesos, 29,1%. Isso significa que a cada hora morre mais de um brasileiro atropelado.
Estudos revelam que a maioria das mortes no trânsito poderia ser evitada. A de pedestres, então, poderia ter índice zero. Bastaria ao motorista dar preferência a quem tenta atravessar a via. Não se trata de boa vontade ou gentileza – o que seria normal esperar-se de quem conduz um veículo motorizado -, mas de cumprimento da lei. O artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro diz que não dar preferência ao pedestre é infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira e multa. Mesmo assim, os atropelamentos se sucedem em escala cada vez maior.
Em algumas cidades surge a esperança de uma guinada nessa rotina do trânsito. Motoristas estão parando e dando espaço ao sinal do pedestre. Trata-se de uma demonstração de civilidade, de humanismo, de educação. Os frutos colhidos são os melhores possíveis: nessas cidades reduziu o número de pedestres vítimas do trânsito. Este é o caminho - a agressividade e a ignorância ao volante apenas constroem um atalho que conduz à tragédia.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

URGE EDUCAR PARA A PAZ.


Enquanto a mídia não se converter e não parar de mostrar violência, enquanto a escola não educar para a paz, enquanto não curvarem os traficantes, enquanto os juízes não punirem, a polícia não vai fazer diferença alguma, porque prenderão e alguém soltará os infratores violentos.
Não estamos sabendo o que fazer pelo circo Brasil. Enchemos o povo de ilusão, modas, cantos, ousadia, nudez escancarada, violência como espetáculo, igrejas sensacionalistas e cheias de promessas e magias, abrimos as jaulas, há pó e o veneno vendido como pipoca nas plateias e há toda uma geração educada sem disciplina. Quando esses jovens começam a fazer o que lhes dá na telha apelamos às Pastorais do Menor, que calem a boca, à policia que os prenda, aos juízes que nunca mais os soltem. Que tal pedir uma reforma na TV que gasta mais tempo mostrando pancadas ou cenas de discussão e de alcova do que diálogos educativos?
Sugiro que haja mais uma lei no Congresso. Que se exija em todas as escolas a matéria “Educação para a paz”. Faz tempo que o Brasil anda sendo educado para a violência, para a vingança e para a retaliação. Mostrem mais paz e quem sabe teremos menos violência. Não é significativo que a maioria dos filmes e desenhos violentos são importados do país que mais se envolveu em guerras e continua um dos mais armados do planeta?
É esse o modelo de sociedade que desejamos copiar? Criemos aqui um país solidário. Mas se a escola, a fé e a mídia não se envolverem a fundo com a paz, não vai dar! De que adianta passar culto e missa de manhã se no dia anterior mostraram - e no dia seguinte aqueles canais mostrarão - violência?

MÍDIA PREPARA BOTE CONTA LULA.

Há quem afirme que o julgamento do chamado “mensalão do PT” deve deixar os holofotes da mídia. Afinal, ele já teria cumprido o seu objetivo de evitar uma derrota ainda mais acachapante da oposição demotucana nas eleições de outubro. Não concordo. O julgamento midiático no STF tinha dois objetivos: um imediato, tático, eleitoral. Outro mais estratégico, visando desmoralizar as forças de esquerda. Para atingir este segundo objetivo, o ex-presidente Lula, como principal referência das esquerdas, precisa ser abatido.Delação premiada de Valério
Nesta semana, a mídia “privada” já deu mostras que prepara o bote contra o Lula. Ela não está satisfeita apenas com a condenação e o “fuzilamento” de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Hoje o Estadão estampou em sua capa que o publicitário Marcos Valério prestou um depoimento ao sinistro procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusando o ex-presidente e o ex-ministro Antonio Palocci de envolvimento no esquema do “mensalão”. Ele teria pedido “delação premiada” para confirmar as suas “denúncias”’.
“Valério informou que tem o que dizer. Em troca de proteção, ele se dispõe a colaborar. Tomado pelos nomes que levou à mesa, o provedor das arcas do mensalão é portador de segredos insondáveis. Citou Lula e o ex-ministro Antonio Palocci, dois nomes que não constam do processo sob julgamento no STF… Informou que foi ameaçado de morte. E insinuou que dispõe de informações sobre outro caso: o assassinato do ex-prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, em 2002”, descreve, excitado, Josias de Souza, da Folha.
PSDB, DEM e PPS exigem “apuração”
Ontem, o mesmo Estadão – que declarou em editorial seu apoio ao tucano José Serra e, num outro editorial, lamentou a popularidade de Lula ao eleger Fernando Haddad em São Paulo – publicou entrevista com Clara Becker, ex-esposa de José Dirceu e mãe do deputado Zeca Dirceu (PT-PR). Abatida, ela teme pela prisão do ex-marido, garante que “Dirceu não é ladrão” e afirma que o ex-ministro sempre agiu em defesa do “projeto do Lula, que mudou o Brasil em 12 anos”. A estranha entrevista é utilizada, lógico, para incriminar Lula.
Esta nova onda midiática já começa a produzir os seus frutos políticos. Nesta semana, PSDB, DEM e PPS – que são pautados pela mídia – solicitaram oficialmente ao procurador-geral da República que o ex-presidente seja investigado. “É público e notório que, à época dos fatos, existia uma íntima ligação política e pessoal entre o representado [Lula] e o ex-ministro José Dirceu”, afirma o documento, assinado por Alberto Goldman, presidente em exercício do PSDB, Agripino Maia, do DEM, e Roberto Freire, do PPS.
A oposição demotucana, que encolheu em número de prefeitos e vereadores nas eleições de outubro, vai partir para a desforra. Ela pede a imediata abertura de uma nova ação penal, já que o Ministério Público havia rejeitado outra solicitação com o mesmo intento golpista. Alega que agora “há novos elementos” que exigem “profunda” investigação, sempre tendo como base artigos e “reporcagens” da mídia demotucana. Ou seja: as condenações de Dirceu, Genoino e Delúbio não encerram a guerra. E Dilma que se cuide! Ela também está na lista.
                                                                                                                                                                                         Por Altamiro Borges

AS RAÍZES DO GOLPISMO DA DIREITA BRASILEIRA


Até 1930 a direita brasileira dispunha a seu bel prazer do Estado, colocava-o totalmente a serviço dos interesses primário-exportadores, desconhecendo as necessidades das classes populares. Getúlio fez a brusca transição de um presidente – Washington Luiz, carioca adotado pela elite paulista, como FHC – que afirmava que “Questão social é questão de polícia”, para o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores pelo Estado.Com o surgimento da primeira grande corrente de caráter popular, a direita passou a ficar acuada. A democratização econômica e social foi seguida da democratização politica, com o processo eleitoral consagrando as candidaturas com apoio popular, Sucessivamente, em 1945, 1950, 1955, a direita foi derrotada e acostumou-se a bater na porta dos quarteis, pedindo golpe militar.
Sentido-se esmagada pelas derrotas, a direita chegou a pregar o voto qualitativo, em que, segundo eles, o voto de um médico ou de um engenheiro valeria 10, enquanto o de um trabalhador (“marmiteiro”, diziam eles, zombando dos trabalhadores que levavam marmitas pro trabalho) devia valer 1. Só assim poderiam ganhar.
A efêmera vitória de 1960, com a renúncia do Jânio, foi sucedida pela nova tentativa e golpe militar de 1961 e, logo depois, pelo golpe efetivamente realizado em 1964. Só pela força e pelo regime de terror a direita conseguiu triunfar e colocou em prática sua revanche contra o povo, pela repressão e pela expropriação dos direitos da grande maioria.
Foi no final da ditadura, com uma votação indireta, pelo Colégio Eleitoral, passando pela morte de Tancredo, que a direita deu continuidade a seus governos, agora com um híbrido de ditadura e de democracia, mas que favoreceu a eleição de Collor, outra versão da direita. Tal como Jânio, teve presidência efêmera.
O governo FHC foi a melhor expressão da direita, renovada, reciclada para a era neoliberal. Naqueles 8 anos a direita brasileira pode realizar seu programa, que terminou numa profunda e prolongada recessão e a derrota sucessiva da direita, por três vezes.
A direita repete, na Era Lula, os mesmos mecanismos da Era Getúlio. Enquanto os governos desenvolvem políticas econômicas e sociais que favorecem à grande maioria, recebem dela o apoio majoritário e derrotam sistematicamente a direita, resta a esta atividades golpistas. Se antes batiam às portas dos quartéis (eram chamadas de “vivandeiras de quartel”), agora usam a mídia para bater às portas do Judiciário.
São partidos e mídias cada vez mais minoritários, derrotados em 2002, em 2006, em 2010, voltaram a ser derrotadas agora em 2012. São governos que os derrotam com o apoio das grandes maiorias beneficiárias das suas políticas sociais. Quem não tem povo, apela para métodos golpistas, ontem com os militares e a mídia, hoje com a mídia e o Judiciário.
                                                                                                  Do Blog de Emir Sader

VINHO: ACORDO ENCERRA SALVAGUARDA E PROJETA CONSUMO

O consumo de vinho dos brasileiros poderá aumentar de duas para oito garrafas per capita por ano, tornando o país um dos maiores mercados da bebida no mundo. A meta foi calculada com base no potencial de mercado, que é de 30 milhões de pessoas com condições de comprar uma garrafa por semana, e no preço médio gasto pelo brasileiro com vinho, que é R$ 25.
Esse aumento de consumo é possível (embora dificílimo) com a desistência do governo em impor salvaguardas ao vinho importado. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou que o governo desistiu de impor salvaguardas para restringir a entrada de vinhos estrangeiros. Com isso, encerra a investigação para a aplicação de salvaguarda às importações do produto.
O pedido de investigação foi encaminhado em 2011 pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho). Mas, para evitar reclamações sobre medidas de protecionismo, o governo desistiu da medida e deve promover campanha envolvendo os segmentos para aumentar a exposição do vinho brasileiro.
Quem pediu o cancelamento da medida foi o próprio Ibravin, órgão que antes defendia restrições aos produtos estrangeiros. O fim das exigências ocorreu após um acordo entre os principais grupos de importadores e fabricantes brasileiros, na segunda 22.
Como contrapartida, os importadores concordaram em aumentar para 25% a presença de vinhos finos nacionais nos supermercados e para 15% no comércio varejista. O objetivo destas ações é buscar a comercialização de 27 milhões de litros de vinhos finos brasileiros em 2013 crescendo paulatinamente até atingir 40 milhões de litros em 2016.
O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, considera o acordo de cooperação “um avanço importante em prol do desenvolvimento do mercado de vinhos no Brasil, que vai possibilitar crescimento sustentável da produção nacional de vinhos finos.” Para o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, todos saem ganhando. “O acordo vai ampliar a competitividade, melhorar a qualidade da uva e promover a indústria nacional”, destaca.
Tributos - Fabricantes e importadores afirmam que a carga tributária sobre o vinho ainda é o maior empecilho para o desenvolvimento do mercado no Brasil. O setor pede a redução do ICMS de 25% para no máximo 18%. O presidente da Vinícola Miolo, Darcy Miolo, diz que o desinteresse do brasileiro em consumir vinho se deve às altas taxas, que encarecem o produto. “Com redução de impostos, a quantia que conseguiríamos baixar seria repassada ao consumidor”, declara.

750 ALIMENTOS EM RISCO DE EXTINÇÃO



Espécies e as subespécies da flora e da fauna mundiais desaparecem todo o dia ou fazem parte dos ameaçados de extinção. Agora, são alimentos que integram lista de produtos em risco no planeta. Existem mais de 750 produtos alimentícios com risco de extinção em 48 países. Os números são da ONG internacional Slow Food, com sede na Itália e que faz esse tipo de levantamento desde 1996. A entidade atua no Brasil desde 2006.
Batizado de Arca do Gosto, o mapeamento confirma que as principais razões que levam o alimento à zona de risco são a perda da tradição no modo de preparo; a produção complexa; coleta não sustentável; localização do produto em área devastada; e desinteresse mercadológico, que fazem com que produtores desistam de cultivar determinadas espécies.
A nutricionista Neide Rigo, membro da comissão brasileira que analisa a entrada de produtos na lista negra, diz: “Além do risco de sumir do mapa, para estar na lista o alimento deve ter excelência gastronômica (rico em cheiro, sabor e textura), estar ligado ao contexto e à memória de uma comunidade, ser feito de modo artesanal e, de preferência, sustentável.”
O Brasil tem 24 produtos alimentícios em risco de extinção, segundo o catálogo Arca do Gosto, que lista sabores em risco de desaparecer. Além dos catalogados, outros dois estão em estudo, ambos do semiárido.
O Slow Food procura sinalizar para a volta a uma gastronomia, que começa com a escolha dos alimentos considerando a forma de produção sustentável e o respeito aos produtores artesanais, chegando até a mesa, onde a convivência e a celebração valorizam a história do alimento”, explica Roberta Marins de Sá, presidente da comissão Arca do Gosto no Brasil.
A Arca do Gosto identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos que estão em risco de desaparecer, mas ainda vivos e com potenciais produtivos e comerciais.
Paralelamente, a Arca do Gosto realiza trabalho de alerta e preservação, envolvendo comunidades produtoras. Na região Sul, por exemplo, 12 estão em andamento.