segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CRIANÇA: CIDADÃ OU CONSUMISTA?



Pesquisas indicam que as crianças brasileiras costumam passar 4 horas por dia na escola e o dobro de olho na TV. Impressiona o número de peças publicitárias destinadas a crianças ou que as utilizam como isca de consumo.

A pesquisadora Susan Linn, da Universidade de Harvard, constatou que o excesso de publicidade causa nas crianças distúrbios comportamentais e nutricionais. De obesidade precoce, pela ingestão de alimentos ricos em açúcares ou gorduras saturadas, como refrigerantes e frituras, à anorexia provocada pela obsessão da magreza digna de passarela.
Sexualidade precoce e desajustes familiares são outros efeitos da excessiva exposição à publicidade. São menos felizes, as crianças influenciadas pelas ideias de que sexo independe de amor, a estética do corpo predomina sobre os sentimentos, a felicidade reside na posse de bens materiais.
Impregnada desses falsos valores, tão divulgados como absolutos, a criança exacerba suas expectativas. Se uma criança associa a sua felicidade a propostas consumistas, tanto maior será sua frustração e infelicidade, seja pela impossibilidade de saciar o desejo, seja pela incapacidade de cultivar sua autoestima a partir de valores enraizados em sua subjetividade. Torna-se, assim, uma criança rebelde, geniosa, indisciplinada em casa e na escola.
A praga do consumismo é, hoje, também uma questão ambiental e política. Montanhas de plástico se acumulam nos oceanos e a incontinência do desejo dificulta cada vez mais uma sociedade sustentável, na qual os bens da Terra e os frutos do trabalho humano sejam partilhados entre todos.
Um dos fatores de deformação infantil é a desagregação do núcleo familiar. No Dia dos Pais um garoto suplicou ao pai, em bilhete, que desse a ele tanta atenção quanto dedica à TV... Um filho de pais separados pediu para morar com os avós após presenciar a discussão dos pais de que, um e outro, queriam se ver livre dele no fim de semana.
Causa-me horror o orgulho de pais que exibem seus filhos em concursos de beleza. Uma criança instigada a, precocemente, prestar demasiada atenção ao próprio corpo, tende à esquizofrenia de ser biologicamente infantil e psicologicamente “adulta”. Encurta-se, assim, seu tempo de infância. Não surpreende, pois, que, na adolescência, o vazio do coração busque compensação na ingestão de drogas.
Com frequência pais me indagam o que fazer frente à indiferença religiosa dos filhos adolescentes. Respondo que a questão é colocada com dez anos de atraso. Se os filhos fossem crianças, eu saberia o que dizer: orem com eles antes das refeições; leiam em família textos bíblicos; evitem fazer das datas litúrgicas meros períodos de miniférias, como a Semana Santa e o Natal, e celebrem com eles o significado religioso dessas efemérides; incutam neles a certeza de que são profundamente amados por Deus e que Deus vive neles.
Crianças são seres miméticos por natureza. Ora, o que esperar de uma criança que presencia os pais humilharem a faxineira, jogarem lixo na rua...
Criança precisa de afeto, de sentir-se valorizada e acolhida, mas também de disciplina e, ao romper o código de conduta, de punição sem violência física ou oral. Só assim aprenderá a conhecer os próprios limites e respeitar os direitos do outro. Só assim evitará tornar-se um adulto invejoso, competitivo, rancoroso, pois saberá não confundir diferença com divergência e não fará da dessemelhança fator de preconceito e discriminação.
É preciso conversar com elas, através da linguagem adequada, sobre situações-limites da vida: dor, perda, ruptura afetiva, fracasso, morte. Incutir nelas o respeito aos mais pobres e a indignação frente à injustiça que causa pobreza; senso de responsabilidade social (há dias vi alunos de uma escola varrendo a rua), de preservação ambiental (como a economia de água), de protagonismo político (saber acatar decisão da maioria e inteirar-se do que significam os períodos eleitorais).
Se você adora passear com seu filho em shoppings, não estranhe se, no futuro, ele se tornar um adulto ressentido por não possuir tantos bens finitos. Se você, porém, incutir nele apreço aos bens infinitos - generosidade, solidariedade, espiritualidade - ele se tornará uma pessoa feliz e, quando adulto, será seu companheiro de amizade, e não o eterno filho-problema a lhe causar tanta aflição.

CEREAL GANHA STATUS MEDICINAL


Consumo regular protege contra o câncer e problemas cardiovasculares

Cada vez mais, a linhaça ganha espaço no prato dos brasileiros. A semente é milenar, mas só nos últimos anos começou a ser incorporada à dieta humana, graças a recentes estudos científicos que comprovam seus diversos benefícios para a saúde. Além de nutritiva, a linhaça é um alimento funcional, ou seja, é capaz de prevenir doenças quando consumida regularmente.
A ação anticancerígena é o benefício mais alardeado da semente do linho. Segundo pesquisa desenvolvida pela cientista Lilian Thompson, da Universidade de Toronto, no Canadá, a linhaça é capaz de barrar a metástase em caso de câncer de mama. Isso quer dizer que ela impede que o tumor atinja outras partes do organismo. Estudos de diferentes universidades mostram que a semente também diminui o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata.
A linhaça ainda é rica em ômega-3 e ômega-6, substâncias já bem conhecidas pelos adeptos da alimentação saudável por protegerem as funções cardiovasculares. Esses ácidos graxos atuam na redução do mau colesterol (LDL), que prejudica as artérias. Diversos estudos apontam a linhaça como “amiga do coração”.
Ela é um dos alimentos mais ricos em fibras. Por conta disso, ajuda a regularizar o funcionamento do intestino e ainda é uma grande aliada de quem deseja emagrecer. As fibras promovem a saciedade e reduzem o apetite. Para a perda de peso, recomenda-se consumir a semente no café da manhã, pois sacia e diminui a ingestão alimentar ao longo do dia.
Além de ser funcional, a linhaça é rica em nutrientes básicos para o organismo. Sua casca reúne proteínas e diversos sais minerais e vitaminas. Destaca-se nesse conjunto a vitamina E, considerado poderoso antioxidante, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.
Os cientistas são unânimes ao afirmar que a linhaça faz bem, mas ainda não chegaram a um consenso sobre a quantidade ideal de consumo. As indicações variam de uma a duas colheres (de sopa) da semente por dia.
Para quem pensa que, por ser natural, a linhaça pode ser consumida à vontade, Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), faz um alerta: o excesso pode prejudicar a membrana das células, interferindo no seu funcionamento adequado. A mesma cautela vale para as cápsulas de óleo de linhaça. “Suplemento só sob orientação médica”, recomenda Durval. O consumo moderado também deve ser observado para não interferir na absorção de outros nutrientes pelo organismo.

O ENDEREÇO CÓSMICO DA TERRA.

Comparativamente à nossa divisão territorial, pode-se dizer que a Terra é uma “cidade” localizada no “Estado” do Sistema Solar, que por sua vez faz parte da galáxia denominada Via Láctea, que seria o “país”. Seguindo esse raciocínio, a Via Láctea é apenas um dos “países” que integram o Universo, pois há bilhões de outras galáxias. Esse é, portanto, nosso “endereço” cósmico.
O Sistema Solar é formado pelo Sol e por uma série de corpos celestes que gravitam em torno dele. Fazem parte deste sistema os nove planetas conhecidos e seus satélites naturais, cometas e asteroides, além de poeira e gases cósmicos.
Os quatro planetas mais próximos do Sol, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, são chamados de terrestres porque possuem rochas sólidas e metais em sua superfície. Os quatro maiores, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, são conhecidos como gasosos porque são compostos principalmente de hidrogênio e hélio.
Plutão, o menor e mais distante planeta do Sistema Solar, tem uma superfície sólida, mas ela é formada basicamente de gelo. Por isso, não se enquadra em nenhuma das classificações anteriores. Plutão é tão pequeno e diferente que, se fosse descoberto hoje, talvez não fosse identificado como planeta. Aliás, muitos astrônomos discutem atualmente essa questão.

O PREÇO DA GASOLINA E MAQUIAVEL



A reação contrária das manifestações ao reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo trouxe o importante debate sobre a mobilidade urbana e o custo e financiamento do transporte coletivo.

Mobilidade – A mobilidade urbana sofre com a falta de planejamento e uso racional de ocupação do solo, levando a população mais pobre morar cada vez mais longe do local de trabalho.

Programas governamentais de construção de moradias têm sido justamente criticados por não se preocuparem com a política urbana. Facilitam o acesso à aquisição da casa própria pouco se importando com suas consequências.

Isso agrava os custos dos serviços e da infraestrutura urbana. O transporte coletivo e a coleta de lixo tem que fazer deslocamentos maiores, exigindo mais investimentos em meios de transporte (ônibus, trens e metrô) e em caminhões para coleta e remoção dos resíduos sólidos. Novas vias tem que ser construídas e mantidas. Acrescem custos e investimentos para o fornecimento de água e esgoto e de energia elétrica.

O segundo golpe na mobilidade urbana é dado pela política de estímulo ao uso do transporte individual. A política econômica vem de longa data priorizando a produção e venda de automóveis de olho no efeito multiplicador que a indústria automobilística tem na economia. Gera empregos, renda, arrecadação, crescimento econômico.

Há estimativa de que nos últimos dez anos, os incentivos ao transporte individual alcançaram R$ 32 bilhões, com a redução do IPI dos carros e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. Isso equivale 1.500 quilômetros de corredores de ônibus ou 150 quilômetros de metrô.

A redução do IPI atingiu a arrecadação dos estados e municípios, que tiveram que bancar 58% do montante desonerado, uma vez que só 42% do IPI pertencem ao governo federal após as transferências constitucionais. É a caridade feita com o chapéu alheio.

Para atacar o problema criado para a mobilidade urbana, o governo federal tomou duas medidas: a) prometeu R$ 50 bilhões a serem concedidos aos estados e municípios mediante apresentação e aprovação de projetos e; b) propôs retirar os projetos de mobilidade urbana do cálculo de endividamento de estados e municípios.

São promessas que, se cumpridas, levariam longo tempo para surtir efeito e só atingem o investimento e não a manutenção dele, nem o subsídio ao custo do transporte, que exigem recursos permanentes de custeio. O problema requer solução mais rápida, abrangente e de maior impacto.

Preço da gasolina – Como solução de impacto imediato vale destacar a proposta levada a debate pelo prefeito de São Paulo, que voltou a defender a municipalização da Cide como financiamento para subsidiar a tarifa do transporte público.

Como argumento novo, apresentou as conclusões de estudo preliminar da Fundação Getulio Vargas, segundo o qual um aumento de R$ 0,50 no litro da gasolina pode gerar redução de R$ 1,20 no preço das passagens. E, mais, o impacto desse aumento seria deflacionário em 0,026%, pois a redução da tarifa do transporte pesa mais no cômputo da inflação do que o do aumento da gasolina.

Ainda segundo esse estudo, a mudança irá beneficiar 78% da população, que corresponde aos que ganham entre um e 12 salários mínimos de renda mensal.

Elevar o preço da gasolina para direcionar o excedente ao transporte coletivo é fazer o transporte individual pagar a conta da melhoria do transporte coletivo. Faz todo o sentido. O usuário do transporte individual tem em geral renda superior à do usuário do transporte coletivo. Haveria, assim, uma transferência indireta de renda com a adoção dessa proposta.

Mas o problema do preço da gasolina não para apenas na questão da Cide. Ela envolve o subsídio que a Petrobras está sendo obrigada a suportar pela política do governo federal de usá-la como biombo da inflação.

O diferencial de preço é estimado por analistas superior a 20% no confronto internacional. Os reajustes concedidos foram comidos pela depreciação cambial.

O problema criado à Petrobras é grave face aos desafios do pré-sal e da ampliação da capacidade de refino para mais produção de gasolina. Vai além, a permanência do sobrepreço da gasolina atingiu duramente a produção de etanol. De potencial exportador o País se transformou em importador de etanol e desestimulou sua produção. Assim, cresceu exponencialmente a necessidade de fornecimento da gasolina e o dano causado à Petrobras.

Nesses dias mais um alerta foi dado ao governo federal pelo diretor financeiro da Petrobras evidenciando a impossibilidade de cumprimento dos investimentos da estatal e a ameaça imediata de rebaixamento da sua classificação de risco pelas agências internacionais, o que irá a agravar o custo dos novos empréstimos.

O governo promete rever os preços defasados. Como é comandado pelo fantasma da inflação, algum pequeno rejuste poderá ser dado. É a política de empurrar com a barriga, que cada vez mais agrava o problema.

O governo federal deveria seguir o sábio conselho do pensador Nicolau Maquiavel de que é preciso fazer todo o mal (reajuste da gasolina) de uma só vez a fim de que, provado em menos tempo, pareça menos amargo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

TUDO POR CAUSA DAS NOZES...

Na encosta de uma montanha, cheia de silêncio e de luz, um monge estabeleceu sua morada. Construiu uma tosca cabana, sem portas. Alimentava-se com vegetais, raízes e frutas abundantes no local. Um pequeno e límpido riacho fornecia-lhe água para beber. A ordem, o canto dos pássaros e as flores lembravam um pequeno paraíso. Havia espaço, clima e tempo para uma vida feliz e inteiramente voltada para Deus.
Na paisagem destacavam-se muitas nogueiras e o monge colheu certa quantidade de nozes e guardou na cabana, uma vez que o inverno costumava ser rigoroso. Mas um pequeno rato descobriu as nozes e isso representou um perigo para a frugal alimentação do eremita. Aproveitando uma ida ao povoado, distante alguns quilômetros, trouxe um gato e pensou: o problema está resolvido. Mas o gato precisava, todos os dias, de um pires com leite e por isso foi necessário conseguir uma ovelha. Aí surgiu a necessidade de uma cerca para guardar a ovelha e um pequeno pasto para alimentá-la. O perigo, nesta altura, vinha do lobo, que poderia devorar a ovelha. O passo seguinte foi comprar um cachorro. A ovelha deu cria e foi necessário contratar um empregado, que exigiu uma arma para sua defesa.
Passaram-se anos e um discípulo foi visitar o velho mestre. Em vez de uma cabana, encontrou próspera fazenda, cercada de muros, com dezenas de empregados. Diante do espanto do discípulo, o mestre esclareceu: trata-se de uma longa história..., mas tudo começou com algumas nozes.
A vida é feita de escolhas. Nem todas parecem importantes, mas, quase sempre, todas indicam uma direção. E elas têm ligação entre si, como elos de uma corrente. Uma pequena escolha parece sem importância, mas pode iniciar um processo, que nos leve longe, bem longe, do objetivo proposto. Todos somos atraídos por valores, mas eles apresentam ambiguidades. Uma coisa é o valor ideal, outra coisa é o valor real. Valor é aquele que, na prática, vale para nós. E assim vamos formando nossa escala de valores, que ao longo da vida pode mudar. E podemos acabar bem longe do objetivo inicial. Linhas paralelas caminham até o infinito sem se afastar ou aproximar. Mas um pequeno desvio inicial acaba alterando significativamente o rumo.
Todo o viajante, algumas vezes, precisa parar e olhar o horizonte, para ver se está no caminho certo. Toda a pessoa, algumas vezes, precisa parar e analisar as próprias escolhas e ver se elas o estão levando para o seu objetivo. E ninguém pode dizer: fui longe demais, agora é tarde. Hoje é o primeiro dia do resto da vida. E se uma coisa é importante, não podemos deixar para amanhã. O tempo de Deus é hoje. A (in)fidelidade de hoje prepara a fidelidade de amanhã. Em seu leito de morte, Francisco de Assis aconselhou a si e aos seus frades: comecemos hoje.

LIBERTEMOS OS RICOS E A EXTREMA RIQUEZA I

13.07.25_Flávio Aguiar_Libertemos os ricos e a extrema riqueza



Passando os olhos pela superfície de nosso país, fiquei atônito com o número de iniquidades que ainda caracterizam nossa sociedade atrasada, cheia de nós e impasses! Conhecedor que sou da vida civilizada ao norte do nosso planeta, pensei ser meu dever apresentar um corpo de propostas para melhorar a vida em nossa terra e livrá-la dos entraves que ainda atravancam seu progresso rumo a ser uma das nações afinadas com o concerto das demais que já se refinaram conforme a música dos ideais civilizatórios que embalam nossas melhores aspirações!

Hoje em nossa sociedade emasculada de seus bons princípios, há governantes que se jactam de ter contribuído para libertar os mais pobres da extrema pobreza. Vã ilusão, vão ideal, colcha de retalhos eivada de equívocos! Não são os pobres aqueles a quem se deve ajudar a se libertarem de suas peias, pois eles não as têm! Se são pobres, é porque é da vontade de Deus, ou por sua natural vocação para a indolência e a busca do bem-estar através de subterfúgios, como a dependência do Estado e a sobrecarga de atribuições que caem, injustamente, sobre os ombros já carregados dos mais ricos!

Portanto, o que nos cabe, neste momento de decisões cruciais, é libertar os ricos dos pesados encargos que impedem que eles desenvolvam suas aptidões e com elas ajudem o desenvolvimento equilibrado e sustentável de nosso país.

Por exemplo, foquemos esta candente discussão, que hoje se trava, sobre fornecer médicos para todos, desejando-se até macular nossa ilustre classe hipocrática com a importação de médicos comunistas para atender unicamente os mais pobres e as regiões remotas do país. Não! Importemos médicos sim, mas para concentrá-los nas áreas mais nobres de nossas cidades e nas zonas rurais de grandes produtores, que engrandecem nosso PIB, este anão de hoje porque sua média tem de ser repartida com regiões onde predomina a vocação para o lazer de nossas classes pretensamente laborais, mas na verdade vagabundais!

Importemos médicos – aliás, unidades hospitalares inteiras –, da Suécia, da Finlândia, da Noruega, da Suíça, de Miami, para que atendam nossas classes sacrificadas pelos pesados impostos e taxas que caem sobre sua justa abastança. Quanto às periferias das grandes cidades e as regiões remotas do país, que se baixe um decreto proibindo que tenham mais médicos por habitantes do que o razoável, digamos, 0,001 médico por 100 mil habitantes. Só assim estas classes daninhas aprenderão o quanto elas custam para o erário público e para os melhores de vida através dos impostos, graças à sua teimosia de viver em barracos, palafitas, nas margens dos esgotos naturais que felizmente a natureza e a previdência poluidora de nossos laboriosos industriais mantêm, pois assim impedem gastos maiores com coisas inúteis, como a prevenção e estações de tratamento de dejetos que supostamente melhoram a saúde das pessoas.

Como se a saúde fosse uma coisa pública! Não é! Isto está comprovado pelos melhores filósofos da Academia de Wall Street. Pois vejam só: se a população de um país tem majoritariamente boa saúde, o seu PIB cai. Mas, ao contrário, se proliferam epidemias, pandemias, pósdemias, prédemias, etc., o seu PIB aumenta! Isto comprova que a doença deve ser um bem público, não a saúde! Saúde é para quem pode! Isso de que saúde é um bem público é uma farsa criada por um conhecido cripto-comunista, o Chanceler Otto von Bismarck, conhecido por sua caolha e míope visão política. Um títere nas mãos dos bolcheviques! (continua)


Da obra de Flávio Aguiar

LIBERTEMOS OS RICOS E A EXTREMA RIQUEZA II

13.07.25_Flávio Aguiar_Libertemos os ricos e a extrema riqueza

Nosso país tem uma alta carga de pigmentação dermatológica. Há até gente que se orgulha disto. Mas isto contribui para o aumento da riqueza nacional? É claro que não, pois é um bem – ou um mal – natural. É claro que não há racismo nem discriminação em nosso abençoado Brasil. Por isso mesmo, a pigmentação da pele deveria ser taxada! Ela é um bem natural. Mas apenas isto não resolveria o problema da igualdade. Assim, aquele que pudesse comprovar que sua pigmentação adviesse de horas e horas de banhos solares em spas especializados ou com raios ultra-violetas, contribuindo assim para a rotação das esferas econômicas, seria isento de tal imposto! Teríamos de criar – criar não, importar – pigmentômetros dos Estados Unidos para verificar inclusive se a pigmentação da pele de um cidadão é natural ou não, até mesmo para evitar que espertinhos conseguissem falsos atestados de pigmentação artificial para assim burlarem o rigor do fisco. O avanço em justiça social desta medida logo seria sentido: quanto mais pigmentação, mais taxação!

Outra injustiça clamorosa em nosso país está no sistema tributário. Para corrigir esta situação insuportável, introduziríamos o Imposto Devolutivo Progressivo. Como funciona isto? Vou dar um exemplo bem ilustrativo. Ao ir para outro país, nossos viajantes por vezes se surpreendem quando, ao dele sair, recebem a oportunidade de terem devolvido o imposto sobre serviços ou circulação de mercadorias. Mas nem todos têm o tempo e a oportunidade de obterem tal devolução. Assim, a nossa Receita Federal se encarregaria de ressarcir os viajantes que não obtivessem sua devolução integral! Mas onde está a justiça social nisto, perguntarão os mais sedentos de correção das injustiças em nossa terra? (Ainda mais neste momento em que levas de estreantes em viagens internacionais enchem como manadas as filas, transformadas em bretes, de nossos aeroportos) Ora, em duas variáveis. A primeira seria substituir a ridícula emissão de cartões da insuportável Bolsa-Família pela emissão de Cartões-Riqueza, com base em dados rigorosos da Receita Federal. Quanto mais alto o valor do Cartão Riqueza, mais alta a devolução obtida. Outra seria a oferta de brindes: quanto mais alto o valor das compras, mais brindes o requerente receberia. Por exemplo: o ápice seria o de algum abastado que comprasse, digamos, um carro carésimo. Além da devolução do imposto pago, ele receberia outro carro idêntico de brinde, que poderia, data venia, dar a seu filho, para que este não desenvolvesse uma síndrome de carência. Nada como a verdadeira justiça social e psicológica!

Falando em carros, proponho que outra clamorosa injustiça seja corrigida. Se há um atropelamento, e o atropelador é rico e o atropelado pobre, a opinião pública tende injustamente a se voltar contra o primeiro e a favor do segundo. Isto se deve aos comunistas que assolam a nossa imprensa, que deveriam ter seus dedos cortados para impedir que digitem suas torpes ideias! No caso de um atropelamento daquele tipo acima descrito, a apresentação do Cartão Riqueza emitido pela Receita por parte da vítima, isto é, o atropelador, provocaria imediatamente um exame de corpo de delito feito pelo IML – Instituto Mecânico Legal – no veículo. Constatado algum dano neste, o pobre atropelado deveria indenizar imediatamente o rico vitimado pela imprudência do primeiro. Se este estiver ainda em faixa reservada para pedestres, que deverão ser para o uso apenas dos portadores de Cartão Riqueza, sua indenização será agravada por Presunção Indevida de Direito. Agora, se o pobre cometer a esperteza ilícita de morrer, apenas para fugir ao pagamento de sua indenização, então sua família deverá dela se encarregar, através, por exemplo, da prestação de serviços gratuitos à família do rico atropelador, quando a mãe de família poderá trabalhar como doméstica, o filho como engraxate ou carregador de pacotes do supermercado, a filha como babá, etc., na mais alta contribuição para a formação moral dos apenados, que assim apreenderão que na vida, nem tudo pode ser adquirido pelo dinheiro. Para o resto, é claro, existe o Cartão-Riqueza!

Os casos omissos, isto é, se um rico for atropelado por um pobre – mesmo que este esteja a pé, serão resolvidos pelo nosso STR – Superior Tribunal da Riqueza. No caso de um rico atropelar outro rico, os pobres que estiverem nas proximidades pagarão as indenizações a ambos, uma pena por evidente omissão de riqueza.

Outras injustiças poderão ser corrigidas, usando-se a imaginação. Por exemplo, o Passe Livre no transporte público. Os meios de transporte – todos – serão reservados aos ricos. Cada família rica terá seu ônibus individual, com direito a dois andares, ascensor para o de cima, com ascensorista de paletó, gravata, e luvas brancas, entrada de serviço para o motorista, os atendentes do frigobar e o operador do ar condicionado. Os pobres andarão a pé, mas poderão, por exemplo, correr atrás dos ônibus dos ricos, fazendo assim um saudável cooper. O transporte público será subsidiado pela municipalidade, com apoio dos governos estadual e federal, mediante a cobrança de um imposto único, dirigido, naturalmente, a quem não dispor do seu Cartão-Riqueza.

Será abolido o Salário Mínimo, bem como todas as leis trabalhistas. Esta torpe invenção tem sido injustamente atribuída à Carta del Lavoro – de saudosa memória – quando todos sabem que esta não diz uma única letra a respeito deste flagelo que prejudica o bom desempenho de nossa economia. O Salário Mínimo, como se sabe, foi inventado por uma conspiração afrojudaicopalestinomaçônicapositivistacomunopetebopetistavarguistalulossindicalista, e deverá ser substituído pela Lei do Salário Máximo Possível, que se aplicará com todo o rigor dos números e cálculos baseados na emissão dos Cartões-Riqueza: 0,00001% da soma do valor total destes será reservada ao pagamento de salários e distribuído entre os assalariados, libertando o país das pressões inflacionárias decorrentes.

Com estas medidas e outras de igual jaez, o Brasil estará dando uma lição ao mundo, e integrando-se, no seu devido lugar, no concerto entre as nações!

***

PENSE NISSO: PASSAR DO BARULHO AO SILÊNCIO...

Gosto de ler na Bíblia, no primeiro livro dos Reis, o fato que revela a grandeza do silêncio e sua necessidade. O fato é esse. Deus ia passar por onde estava Elias e seus companheiros. De repente surgiu um furacão que rasgava os montes e despedaçava os rochedos. Deus não estava no furacão. Surgiu depois um grande terremoto. Deus não se encontrava no terremoto. Houve um grande fogo, mas Deus estava ausente. Passado o fogo percebeu-se o sussurro de uma brisa leve. No meio da brisa amena saiu uma suave voz que perguntou: O que estás fazendo aqui Elias?
Leio, observo, sento e olho para esta nossa sociedade, para este nosso chão feito de trabalho e música, de vida no lar e na rua, de encontros e desencontros de pessoas e me pergunto: Deus, onde estás?
Há demais furacões nas ruas. Quem ainda consegue aguentar o barulho dos carros que fazem comerciais e os carros que fazem tremer as janelas das casas, numa concorrência de quem está mais na solidão?
Há demais terremotos que rebentam os ouvidos dos jovens, usando e abusando dos fones, abusando na escuta de bandas que, para encobrir a pobreza musical, reforçam as baterias e os ritmos musicais.
Há demais fogos que incendeiam as brigas dentro de casa e os meios de comunicação sempre ligados em alto volume. Há demais ventos e trovões que vêm das escolas e das igrejas. Há demais tempestades que batem nas necessidades e nas emoções das pessoas que, em nome de Deus, gritam por socorro, curas e salvação. E Deus, que está em tudo e em todos, que está no longe e no perto, continua gostando da brisa do silêncio da vida.
Deus é o silêncio do universo. A natureza toda é silêncio e silenciosa. O equilíbrio da pessoa acontece na medida em que é capaz de estar só e de silenciar.
Cada pessoa, para poder sobreviver nesse ambiente de tempestade e furacões, deve ir criando o clima da brisa da tarde. O clima da brisa está em sentar-se e pensar sobre a vida, em ser capaz de estar sozinho.
O clima da brisa é conseguir tomar um livro ou a Palavra de Deus e passar uns momentos lendo. O clima da brisa é ser capaz de ficar esperando para que os furacões e os ventos passem, para sentir que a brisa chegou.
É preciso perceber a mistura de silêncio e de barulho em que vivemos. Além de perceber, sermos despertadores. Fazer as pessoas perceberem aquilo que faz bem ao corpo e à mente. Que ajude a viver melhor. A história passada nos ensina que pessoas de grande pensamento escolheram viver longe do barulho. Pessoas criativas se distanciam dos ambientes agitados. Artistas, escritores e poetas gostam do silêncio, e é lá que fazem suas criações.
Pessoalmente, caminho pelo silêncio do mundo, procuro ambientes para pensar, dispenso a companhia de pessoas comuns e gritalhonas e degusto a companhia de mim mesmo.

BARBOSA E LEVANDOWSKI BATEM BOCA NO STF

Lewandowski tem que processar Joaquim BarbosaEmpresa de araque em Miami

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender o julgamento do recurso do ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL-RJ), atual PR, após um bate-boca entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. No julgamento no ano passado, Rodrigues recebeu pena de seis anos e três meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sessão de quinta (15) foi suspensa após uma discussão acalorada entre Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa. O desentendimento começou quando o presidente da Corte passou a discordar dos argumentos de Lewandowski. Barbosa disse que o ministro queria rediscutir a condenação, fato que não é possível nos embargos de declaração.

A partir daí, começou o bate-boca, iniciado por Barbosa: “Não acho ponderável o que Vossa Excelência está querendo, reabrir uma discussão”, disse. Em seguida, Lewandoski rebateu: “Para que servem os embargos?”.

O clima ficou mais tenso e Lewandowski disse: “Estamos com pressa do quê? Queremos fazer justiça”. Logo em seguida, Barbosa rebateu novamente: “Fazemos o nosso trabalho. Não fazemos chicana”.

Lewndowski pediu que Barbosa se retratasse, mas o presidente respondeu que não iria se retratar.“Não vou me retratar”, disse. A sessão foi suspensa e será retomada na próxima quarta-feira (21).

Bispo Rodrigues foi acusado pelo Ministério Público (MP) de receber R$ 150 mil do esquema. Segundo o MP, o saque foi feito em uma agência do Banco Rural, em dezembro de 2003.

No recurso, o principal argumento utilizado pela defesa é que houve uma falha no cálculo da pena de corrução passiva. Segundo a defesa, ele foi condenado com base em uma legislação mais grave que trata do crime de corrupção passiva, e o recebimento do dinheiro teria ocorrido na vigência da legislação mais leve.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEIXEM OS PELOS PUBIANOS EM PAZ!

A indústria pornô, a moda e um senso equivocado de higiene são responsáveis por um visual que não tem nada de natural.maja desnuda
Deve ter acontecido em algum momento na última década, pois a quantidade de tempo, energia, dinheiro e emoção que ambos os sexos gastam em abolir todos os pelos de seus órgãos genitais é astronômica. A indústria da depilação genital, incluindo médicos que anunciam seus serviços especiais para aquelas mulheres que procuram o visual “limpa e pelada”, está crescendo.

Mas por que incomodar os pobres pelos pubianos? Algumas teorias sociológicas sugerem que tem a ver com as tendências culturais geradas por biquínis e tangas, certos atores e atrizes sem pelos, um desejo de voltar à infância ou mesmo uma tentativa equivocada de manter a higiene.

É uma guerra, infelizmente, equivocada. Há muito tempo, os cirurgiões descobriram que raspar uma parte do corpo antes da cirurgia, na verdade, aumentou, em vez de diminuir, as infecções. Não importa que instrumentos complexos sejam usados — lâminas de barbear, aparelhos de barbear, pinças, depilação, eletrólise – cabelo, como grama, sempre volta a crescer e vence no final. Nesse meio tempo, a pele sofre os efeitos de um campo de batalha queimado.

A remoção dos pêlos pubianos irrita e inflama os folículos pilosos, deixando abertas microscópicas. A depilação freqüente é necessária para deixar a superfície lisa, causando irritação da área raspada ou tratada com cera. Quando essa irritação se mistura ao ambiente quente e úmido dos órgãos genitais, torna-se um meio de cultura feliz para algumas das piores bactérias patogênicas — streptococcus, staphylococcus aureus etc.

Alguns médicos estão descobrindo que áreas e órgãos genitais púbicos barbeados também são mais vulneráveis​a infecções de herpes. Portanto, pode haver maior vulnerabilidade à propagação de outras doenças sexualmente transmissíveis.

É hora de declarar o fim da guerra aos pelos pubianos e permitir que eles permaneçam onde devem estar.
Publicado originalmente pelo Guardian

E FALANDO EM CORRUPÇÃO, COMO ANDA O MENSALÃO TUCANO?


ABr260613DSC 5136 Por falar em corrupção, a quantas anda o mensalão tucano?
Logo em sua primeira manifestação no processo do chamado mensalão petista, Luís Roberto Barroso, o mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal, fez uma crítica direta ao ritual do julgamento que levou à condenação de 25 réus sob os aplausos da mídia:

"É no mínimo questionável a afirmação de se tratar do maior escândalo político da história do país. Sem margem de erro, é o caso que mais foi investigado de todos, seja pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pela imprensa. (...) Não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção. Não há corrupção melhor ou pior, dos nossos ou dos deles, não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada".

Por falar em corrupção, um assunto que desapareceu do noticiário foi o do mensalão tucano em Minas, rebatizado pela imprensa de "mensalão mineiro", que é bem anterior ao petista, tendo sido criado em 1998, sete anos antes, portanto, da denúncia de Roberto Jefferson contra o PT.

O procurador-geral da República Roberto Gurgel despediu-se nesta quarta-feira do seu cargo sem ter se dado ao trabalho de oferecer denúncia contra o PSDB. Por coincidência, o processo que tinha como relator Joaquim Barbosa, o mesmo do mensalão do PT, agora passará para Luís Roberto Barroso. Certa vez, quando lhe indagaram porque não se manifestava sobre o mensalão tucano, Barbosa, hoje presidente do STF, respondeu singelamente que ninguém lhe perguntava sobre o assunto.

Para Barroso, a Ação Penal 470 foi "a condenação de um modelo político, aí incluídos o sistema eleitoral e o sistema partidário. Se não houver uma reforma política, tudo vai acontecer de novo. O modelo brasileiro produz a criminalização da política".

O novo ministro defende que a reforma política seja feita o mais rapidamente possível pelo Congresso, com ou sem consulta popular, que é a mesma posição defendida pela presidente Dilma Rousseff. Com a retomada dos trabalhos pelo STF, que analisa agora os embargos declaratórios apresentados pelos advogados de defesa e, mais adiante, decidirá se aceita ou não os embargos infringentes, que podem levar a novos julgamentos em alguns casos, o mensalão petista promete ocupar o noticiário por um bom tempo ainda _ quem sabe, daqui para a frente, disputando espaço com o mensalão tucano.