quarta-feira, 6 de abril de 2011

AS POTÊNCIAS OCIDENTAIS E KADAFI

As potências ocidentais, lideradas pelos EUA, botam a boca no trombone em defesa dos direitos humanos na Líbia. E as ocupações genocidas do Iraque e do Afeganistão? Quem dobra os sinos por um milhão de mortos no Iraque? Quem conduz à Corte da ONU os assassinos no Afeganistão?

O interesse dos EUA e da União Europeia não é a defesa dos direitos humanos na Líbia. É assegurar o controle de um território que produz 1,7 milhão de barris de petróleo por dia, dos quais depende a energia de países como Itália, Portugal, Áustria e Irlanda.
O discurso do Ocidente é a democracia. O interesse, o petróleo. E para o capitalismo, só isto interessa: privatizar as fontes de riqueza. Enquanto a lógica do capital predominar sobre a da liberdade, o Ocidente jamais conhecerá verdadeiras democracias, aquelas nas quais a maioria do povo decide os destinos da nação.

LIZ TAYLOR...FRACASSOU NUM SÓ PAPEL: A SUA VIDA.

Não tenho mais nenhuma razão para viver”. Essa foi uma das últimas frases ditas por Elizabeth Rosemont Taylor, mais conhecida por Liz Taylor, falecida aos 79 anos. Foi a última diva da época de ouro de Hollywood. Começou a atuar no cinema aos 12 anos. Trabalhou em 54 filmes, recebendo dois Oscar, distinção máxima no cinema. Foi perfeita no palco e um fracasso total fora dele.

Casou nove vezes e teve oito maridos - deu-se ao luxo de casar duas vezes com Richard Burton. Casamentos seguidos de separações. Seu primeiro divórcio foi aos 18 anos. Foi a primeira atriz a receber um milhão de dólares para participar de um longa metragem. Sua vida pessoal foi totalmente tumultuada, com passagens sombrias pelo mundo do álcool e das drogas, com direito a tentativas de suicídio. No fim da vida aderiu à causa da Aids, angariando milhões de dólares para pesquisar a cura da doença.
Ela será recordada como uma jovem de sorriso encantador, fascinantes olhos violeta, corpo esplêndido e insuperável capacidade de representar. Num único papel ela fracassou: na sua vida.
A morte é bela quando a vida foi bela. A morte tem sentido quando a vida teve sentido. E o Evangelho recomenda: “Ajuntai tesouros no céu, onde a ferrugem não corrói e os ladrões não roubam” (Mt 6,20). E com esses tesouros, um sentido para viver e morrer.




O CÂNTICO DAS CRIATURAS

O Cântico das Criaturas é expressão da vida de alguém que conseguiu fazer a difícil síntese da própria vida, apesar das contradições interiores; da sintonia com Deus, apesar de seus silêncios e de suas provas; da fraternidade com as pessoas, apesar das violências e agressividades cotidianas; e da cordialidade com todos os seres da criação, apesar de suas resistências e obscuridades. Assim sendo, Francisco se torna mestre a nos ensinar um novo modo de habitar no mundo, a co-habitar pacificamente com os outros.

Neste novo modo de habitar, Francisco não cultivava um espírito de timidez diante da natureza, como se estivesse habitada por espíritos perigosos que deveria exorcizar. Com os pés no chão, Francisco ia habitando o mundo com aquela liberdade própria dos filhos de Deus. A partir de seu pensamento, de sua cordialidade e suas atitudes concretas do cotidiano, ofereceu à história e à humanidade uma nova alternativa que os tempos não relegam ao passado. A secreta nostalgia da humanidade continua em busca de uma vida mais transparente e simples, onde a leveza supere o peso de um progresso desumano.

A FALTA NO MEIO DA FARTURA

País onde está o maior potencial hídrico do planeta, o Brasil deve enfrentar cada vez mais problemas de abastecimento de água. E não se trata apenas de efeito da má distribuição dos mananciais no mapa brasileiro, com prejuízos históricos em especial ao Nordeste. “A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, aponta o estudo Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado na terça 22, Dia Internacional da Água. Relatório revela o risco de mais de a metade dos 5.565 municípios terem problema de água potável em 2015, ou seja, em menos de quatro anos. Após mapear a realidade e, em particular, as tendências de demanda e oferta de água, o estudo apontou essa deficiência e estimou em R$ 22 bilhões o volume de investimentos necessários para evitar a escassez.
“Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora.


POR QUE A CRUZ?

A cruz é símbolo cristão da vitória de Jesus sobre todo o mal e sobre a morte. Pela cruz é que Jesus chegou à ressurreição e ascensão à direita do Pai. A cruz é, desde os primeiros séculos, o sinal da grande vitória.

Quando uma pessoa morre em um acidente ou assassinato, os parentes costumam colocar uma cruz no local. Embora quem assim proceda nem sempre saiba o sentido, ela está dizendo: “a pessoa que aqui perdeu a vida, não foi derrotada".
Assim, ao vermos uma cruz, seja em local de acidente, seja no cemitério ou mesmo em nosso peito, lembremo-nos sempre da grande vitória de Jesus e de nossa vitória que ainda está por acontecer.

O BRASIL ESTÁ MUDANDO

Com a ascendência de 19 milhões de brasileiros à classe C em 2010, esta faixa já concentra a maioria da população do país: 101 milhões de pessoas, ou 52,99%. Essa predominância também impôs outro tipo de mudança: a histórica pirâmide já não pode ser mais usada como figura geométrica representativa da divisão de classes de consumo e renda da sociedade brasileira. A faixa maior deixou de ser a formada pelas classes D e E, que davam a base à pirâmide; agora é a C, que está no meio, fornecendo então as linhas para um losango. Perto de 12 milhões de pessoas pularam da classe C para as classes de maior poder aquisitivo - A e B.
Esses consumidores estão entrando em novas categorias ou tendo acesso a produtos de maior valor. Entre as categorias em que o maior crescimento se deu nos lares de menor renda estão água de coco, bebidas à base de soja, leite fermentado, tinta de cabelo, xampu e biscoito. Isso pode significar uma quebra de paradigma, uma vez que os fabricantes e varejistas, até então, pensavam que deveriam ter uma marca para as classes mais altas e outra para as baixas


FICHA LIMPA O CLAMOR DO POVO NÃO BASTOU

Com o argumento de que a lei não poderia ter sido aplicada na última eleição devido ao princípio da anualidade - toda mudança precisa ser promulgada um ano antes do pleito -, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou na semana passada a validade da Ficha Limpa nas eleições de 2010. O Supremo estava dividido, com cinco votos de cada lado. O voto do novo ministro, Luiz Fux, foi decisivo.

Sancionada em junho do ano passado pelo ex-presidente Lula, a Lei da Ficha Limpa fora proposta por emenda popular avalizada por mais de 1,6 milhão de brasileiros. Ela barrava a candidatura de condenados por decisões colegiadas ou que renunciaram a um mandato anterior para evitar a cassação.
Para compensar mais esta frustração o eleitor deve aumentar as exigências e a fiscalização sobre os políticos. E ter consciência de que o seu voto é que pode incluir ou não maus políticos na lista de vitoriosos. Contra o resultado das urnas não há recurso cabível. Aliás, 15 dos 32 candidatos que ingressaram com recurso contra a Ficha Limpa, não assumirão pelo mau desempenho nas urnas.


NADA COMO UM DIA DEPOIS DO OUTRO.

Assim se dão as coisas: um sucessivo desenrolar de experimentos, de sentimentos, de decisões, de atitudes ou a ausência delas, de expectativas ou de frustrações. O mundo gira.

E com ele, acompanha o nosso futuro. E nele, está o nosso presente.
E o passado? Aquilo que está há um segundo ou há uma década atrás? Serviu para alguma coisa? Te ajuda a entender melhor o presente e enxergar melhor o futuro?
Uma coisa é ficar remoendo, se arrependendo, querendo voltar atrás. Outra coisa é ver o passado com seus erros e acertos e conduzir mais sabiamente o presente.
Um jovem sábio disse dias atrás que viu um filme e nele um personagem dizia: “O passado é história. O futuro é um enigma. E o presente é uma dádiva. Por isso que se chama presente”. Pelo menos na língua portuguesa...
Mas é isso: viver o presente de forma mais madura, consciente, firme, perspicaz e otimista. Precisamos desfrutar melhor essa dádiva.
O nosso presente pode não mudar definitivamente nosso passado mas, definitivamente, influenciará nosso futuro.
Tire os paradigmas da mente, dê chance ao novo, mude hábitos, tome atitudes.
Não permita que o teu amanhã seja muito parecido com o teu hoje.
Precisa ser melhor. E será.

MARCHA CONTRA O USO DE AGROTÓXICOS

A “Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida” será lançada por movimentos de trabalhadores rurais e ambientalistas no Dia Mundial da Saúde, nesta quinta-feira (7). Haverá atos de lançamento nas principais capitais do Brasil. De acordo com a coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Paola Pereira, em Brasília (DF) uma marcha passará pelo Ministério da Saúde, da Agricultura e pelo Congresso Nacional com intuito de fazer dos agrotóxicos um debate público.

“A gente acredita que é importante fazer esse debate com a sociedade porque esse modelo de agricultura que está hoje implementado no Brasil, do agronegócio, está numa posição de monocultura de grãos, principalmente para exportação, então, não é um modelo voltado para a produção de alimentos.Então, a gente precisa fazer essa denúncia que desde 2009, o agronegócio tem utilizado muito agrotóxico. Nós somos campeões mundiais no uso de agrotóxico”.
No mesmo dia, a subcomissão sobre uso de agrotóxicos da Câmara dos Deputados também realizará uma audiência pública para debater a questão.





POR QUE OS JAPONESES NÃO CHORAM?

Imediatamente depois da tragédia que atingiu o Japão, os meios de comunicação ocidentais maravilharam-se diante das multidões de Tóquio que caminhavam em ordem na noite do terremoto sem manifestações de desespero e sempre contendo as lágrimas. Falou-se de estoicismo, dignidade, fatalismo, tabu...Essa atitude foi atribuída à formação (“todos os estudantes japoneses aprendem o que é preciso fazer em caso de terremoto”), ao costume (“no Japão, as fúrias da natureza fazem parte da vida”) e, às vezes, à manipulação (“os meios de comunicação ocultam o que é mais horrível”). Também falou-se muito de uma suposta mescla de Zen e cultura pop, desenhos e “mangás” (HQ japonesas), “cultura do efêmero” e “cultura do desastre”. Chegaram a recitar na televisão – sobre a tumba de barro onde jazem enterradas vinte mil vítimas – os antiquíssimos “haikus” para explicar aos telespectadores “por que os japoneses não choram”.Essa evolução também reflete a crise profunda do impulso nacional em um país que envelhece, debilitado por vinte anos de depressão econômica, traumatizado pelas reformas neoliberais implantadas desde princípios do século e paralisado por um sistema político sem alento. Como o 11 de setembro transformou os Estados Unidos, o 11 de março transformará o Japão. O cataclismo será um eletrochoque e a reconstrução se converterá no objetivo nacional do qual carecem hoje os japoneses? O fato de ter roçado o Apocalipse os levará a reconsiderar um modo de desenvolvimento, onde um único acidente pode transformar uma de suas megalópoles em um deserto envenenado? Estas perguntas dirigem hoje todo o futuro do Japão.




FMI NUM MOMENTO INTERESSANTE DE SE ASSISTIR

Um estudo do Fundo Monetário Internacional admitindo, pela primeira vez, a adoção de controles de capital estrangeiro em economias emergentes causa grande agitação entre analistas econômicos dos jornais.

Trata-se de uma guinada surpreendente nos 70 anos de existência da instituição, que já foi acusada de punir os países mais pobres e privilegiar as economias mais desenvolvidas, no final do século passado.
Na verdade, o que o FMI produziu foi um documento que retrata um dado da realidade: com ou sem recomendação oficial, muitos países emergentes, como o Brasil, têm sido obrigados a adotar medidas de controle do ingresso de moedas estrangeiras, que inundam os mercados em ondas gigantescas
Agora que o FMI assume, ainda que de maneira parcial e precipitada, que eventualmente pode ser admitido algum controle nas marés financeiras, a grita é geral.

Na verdade, já existem muitas condicionantes para o movimento de capitais, e as oportunidades sempre irão funcionar como ímãs poderosos por causa da liquidez excessiva dos mercados.
Mas para quem viveu os dias de soberania do FMI, não deixa de ser um momento interessante de se assistir.