Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.
Mas o estranho era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome?
Nós o chamamos Televisor...
Nota:
Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora tem uma esposa que se chama Computador
e um filho que se chama Celular!
Abraço
segunda-feira, 12 de março de 2012
O LIXO BIG BROHTER
A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente)fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/28414-o-lixo-big-brother-bispo-da-igreja-se-manifesta-sobre-programa
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/28414-o-lixo-big-brother-bispo-da-igreja-se-manifesta-sobre-programa
domingo, 11 de março de 2012
O CERTINHO.
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OS JÓVENS SÃO OS PRIMEIROS A VIRAR A MESA
Hoje em dia as pessoas em geral, ao invés de projetar sua vida, tendem a buscar respostas imediatas para problemas pontuais. O planejamento lento e laborioso é facilmente substituído pelos remédios que o marketing expõe em profusão de luzes, cores e apelos. Como os analgésicos são muitos e muito diversificados, e estão sempre à mão, poucos se dão ao trabalho de digerir o próprio fracasso ou sofrimento, dele tirando novas lições. Mais fácil que ruminar a dor é correr à primeira farmácia da esquina!
Evidente que isso não ocorre somente com a juventude. Esta apenas costuma ser mais vulnerável e mais espontânea às vibrações ocultas do momento. Uma espécie de termômetro da sociedade em que vivemos. Ou um violão cujas cordas são mais sensíveis à música da moda. De fato, os jovens são os primeiros a “virar a mesa” para escancarar as debilidades, máscaras e hipocrisias de um determinado tempo histórico. Normalmente são também os primeiros a sair às ruas quando percebem “algo de podre no reino da Dinamarca”, para usar a expressão de Shakespeare.
Os exemplos a esse respeito poderiam ser multiplicados à exaustão. É o caso dos Beatles e, de modo particular, de John Lennon. Mas é também o caso da brasileiríssima banda dos Mamonas Assassinas. É o caso dos movimentos juvenis de 1968, em especial na França, mas é também o caso das multidões de “caras pintadas”, que contribuíram decisivamente para o impeachement do ex-presidente Fernando Collor.
O que marca a juventude atual, segundo Galimberti, é uma alfabetização díspar: desenvolvida precocemente em termos tecnológicos, informacionais e sexuais, por um lado, protelada no que se refere ao amadurecimento afetivo e emocional, por outro. Numa palavra, os jovens hoje costumam chegar simultaneamente muito cedo e muito tarde. Muito cedo, quando se trata de um aprendizado técnico ou informático; muito tarde, quando está em jogo um projeto de longo prazo envolvendo a própria vida. É mais cômodo realizar experimentos provisórios e descartáveis do que firmar compromissos definitivos. Daí a substituição, em não poucos casos, do “namorar” pelo “ficar”, para citar um exemplo bem prático.
Namorar implica relacionamento profundo. Exige mudanças de comportamento, que interpelam e questionam o cotidiano de cada um. Expõe o indivíduo ao confronto consigo mesmo e com a alteridade. Exige o difícil aprendizado do perdoar e aceitar o perdão. Obriga a pensar o passado e o futuro, numa perspectiva relacional. Já o ato de ficar se caracteriza por um momento de prazer passageiro, que não deixa maiores conseqeências nem cria raízes mais fundas. Até o nome e o endereço do outro/a podem ser ignorados. No caso de não dar certo, é bem mais fácil romper do que um compromisso sólido.
Evidente que isso não ocorre somente com a juventude. Esta apenas costuma ser mais vulnerável e mais espontânea às vibrações ocultas do momento. Uma espécie de termômetro da sociedade em que vivemos. Ou um violão cujas cordas são mais sensíveis à música da moda. De fato, os jovens são os primeiros a “virar a mesa” para escancarar as debilidades, máscaras e hipocrisias de um determinado tempo histórico. Normalmente são também os primeiros a sair às ruas quando percebem “algo de podre no reino da Dinamarca”, para usar a expressão de Shakespeare.
Os exemplos a esse respeito poderiam ser multiplicados à exaustão. É o caso dos Beatles e, de modo particular, de John Lennon. Mas é também o caso da brasileiríssima banda dos Mamonas Assassinas. É o caso dos movimentos juvenis de 1968, em especial na França, mas é também o caso das multidões de “caras pintadas”, que contribuíram decisivamente para o impeachement do ex-presidente Fernando Collor.
O que marca a juventude atual, segundo Galimberti, é uma alfabetização díspar: desenvolvida precocemente em termos tecnológicos, informacionais e sexuais, por um lado, protelada no que se refere ao amadurecimento afetivo e emocional, por outro. Numa palavra, os jovens hoje costumam chegar simultaneamente muito cedo e muito tarde. Muito cedo, quando se trata de um aprendizado técnico ou informático; muito tarde, quando está em jogo um projeto de longo prazo envolvendo a própria vida. É mais cômodo realizar experimentos provisórios e descartáveis do que firmar compromissos definitivos. Daí a substituição, em não poucos casos, do “namorar” pelo “ficar”, para citar um exemplo bem prático.
Namorar implica relacionamento profundo. Exige mudanças de comportamento, que interpelam e questionam o cotidiano de cada um. Expõe o indivíduo ao confronto consigo mesmo e com a alteridade. Exige o difícil aprendizado do perdoar e aceitar o perdão. Obriga a pensar o passado e o futuro, numa perspectiva relacional. Já o ato de ficar se caracteriza por um momento de prazer passageiro, que não deixa maiores conseqeências nem cria raízes mais fundas. Até o nome e o endereço do outro/a podem ser ignorados. No caso de não dar certo, é bem mais fácil romper do que um compromisso sólido.
O HOSPEDE INQUIETANTE.
Esse é o título de um livro do filósofo italiano Umberto Galimberti, voltado especialmente para quem lida com a juventude. Na obra, o adjetivo inquietante tem a ver com o niilismo e com o filósofo Nietzsche, fazendo claras alusões à falta de referências do mundo contemporâneo. Sobressaem, entre outros “ismos”, o individualismo, o hedonismo e o relativismo do que se convencionou chamar de sociedade pós-moderna. O hóspede inquietante do filósofo Nietzsche incomoda por suas perguntas sem resposta, ou por sua enfermidade sem remédio. Num mundo sem referência de ordem moral, prevalece a liberdade de fazer o que se quer e o que se pode. O conceito de liberdade como “fazer o que constrói ou o que contribui para criar ambientes felizes e fraternos” entra em total esquecimento. E aqui, repetimos pela terceira vez, os jovens não passam de porta-vozes de uma espécie de “mal estar da civilização” muito mais amplo e profundo (Freud). Como termômetro, o jovem mede a temperatura social, cultural e política do momento.
Temperatura que se reflete de forma bem mais nociva, por exemplo, na corrupção histórica, endêmica e estrutural da política brasileira. Raro o dia que o Planalto Central não produz alguma notícia que faz estarrecer os pobres mortais da planície. Desvio de recursos públicos, tráfico de influência, prevaricação, superfaturamento, salários exorbitantes, toma lá dá cá, uso indevido do orçamento – são algumas das práticas corriqueiras dos representantes dos três poderes da União. Salvo raras e notáveis exceções, grande parte deles faz jus ao título da obra de Raymundo Faoro Os donos do poder.
No palco da administração pública brasileira, o hóspede inquietante do niilismo e do relativismo dá margem ao sepultamento puro e simples da “ética na política”. Em termos mais gerais, o projeto de conquistar e manter o poder, digamos com clássico Maquiavel, toma o lugar de um projeto de nação.
Temperatura que se reflete de forma bem mais nociva, por exemplo, na corrupção histórica, endêmica e estrutural da política brasileira. Raro o dia que o Planalto Central não produz alguma notícia que faz estarrecer os pobres mortais da planície. Desvio de recursos públicos, tráfico de influência, prevaricação, superfaturamento, salários exorbitantes, toma lá dá cá, uso indevido do orçamento – são algumas das práticas corriqueiras dos representantes dos três poderes da União. Salvo raras e notáveis exceções, grande parte deles faz jus ao título da obra de Raymundo Faoro Os donos do poder.
No palco da administração pública brasileira, o hóspede inquietante do niilismo e do relativismo dá margem ao sepultamento puro e simples da “ética na política”. Em termos mais gerais, o projeto de conquistar e manter o poder, digamos com clássico Maquiavel, toma o lugar de um projeto de nação.
AS PESSOAS, A NATUREZA E A BUSCA PELO DESENVLVIMENTO, TEM QUE CAMINHAR JUNTAS
A necessidade de vivermos de forma equilibrada, sustentada e pacificamente, faz com que lancemos um novo olhar para a questão que envolve o meio ambiente e o sistema econômico que nos regula. A razão disso? Simplesmente porque o sistema econômico que aí está, grosso modo, para atender nossas “necessidades”, opera dentro do meio ambiente.
Contudo, o que nem sempre é perceptível – ao menos para os economistas arraigados à visão tradicional dos fenômenos econômicos – é que esse sistema é apenas (e tão somente) um subsistema de algo maior: o próprio meio ambiente. Desse modo, caso essa relação entre a economia e a natureza não seja dada sob as bases do equilíbrio, o caos (em outras palavras: a degradação da qualidade de vida) certamente se aproximará.
Intrinsecamente, essa celeuma passa por evidenciar algo factual: não se pode negar que o processo econômico (produção – consumo) impacta o meio físico, a natureza. Exceto a chuva e a neve, nada mais caem feitos do céu. Com isso, para a obtenção de bens e serviços não há outro caminho: é necessário extrair recursos em estado bruto da natureza.
O que as ciências econômicas, em especial, ainda não discutem com a primazia que se espera dos cientistas sociais é o custo ecológico decorrente desse ato de “retirar recursos naturais para a transformação em bens econômicos”.
Infelizmente, as dimensões ecológicas do processo econômico têm passado distante das discussões dos economistas tidos como tradicionais. Inverter essa posição e fazer aflorar esse debate é o que de mais importante tem se inscrito, nos últimos tempos, em termos de se pensar uma nova forma de fazer economia e, ademais, lançar-se um novo jeito de lidar com a vida.
Contudo, o que nem sempre é perceptível – ao menos para os economistas arraigados à visão tradicional dos fenômenos econômicos – é que esse sistema é apenas (e tão somente) um subsistema de algo maior: o próprio meio ambiente. Desse modo, caso essa relação entre a economia e a natureza não seja dada sob as bases do equilíbrio, o caos (em outras palavras: a degradação da qualidade de vida) certamente se aproximará.
Intrinsecamente, essa celeuma passa por evidenciar algo factual: não se pode negar que o processo econômico (produção – consumo) impacta o meio físico, a natureza. Exceto a chuva e a neve, nada mais caem feitos do céu. Com isso, para a obtenção de bens e serviços não há outro caminho: é necessário extrair recursos em estado bruto da natureza.
O que as ciências econômicas, em especial, ainda não discutem com a primazia que se espera dos cientistas sociais é o custo ecológico decorrente desse ato de “retirar recursos naturais para a transformação em bens econômicos”.
Infelizmente, as dimensões ecológicas do processo econômico têm passado distante das discussões dos economistas tidos como tradicionais. Inverter essa posição e fazer aflorar esse debate é o que de mais importante tem se inscrito, nos últimos tempos, em termos de se pensar uma nova forma de fazer economia e, ademais, lançar-se um novo jeito de lidar com a vida.
ME DEU UM BRANCO TOTAL.
Pois é, já teve um daqueles brancos criativos quando não adianta o que você faça, você simplesmente não consegue produzir nada? Sabe, quando você senta na frente do computador e fica encarando o cursor do editor de textos piscando sozinha na tela, te pressionando a digitar alguma coisa e mesmo assim nada. Ou quando você abre o caderno, pega a caneta, olha pras linhas azuis da folha em branco e de repente passou meia hora e você não fez nada além de morder a tampa da caneta, fazer rabiscos no canto da folha ou ameaçar começar a escrever só pra parar no último instante e voltar à imobilidade original.
É exatamente assim que estou aqui hoje, ou pelo menos estava até uns minutos atrás, completamente hipnotizado pelo piscar do cursor. E não é por falta de assunto, há muito o que poderia ser discutido por aqui, e que em um dia de criatividade normal eu estaria bem feliz em comentar. Tivemos o julgamento do Lindemberg, 4 anos depois do crime, tivemos o ex-presidente Lula voltando pra casa, tivemos também o Irã investindo mais em seu programa nuclear, isso sem falar do Carnaval, o verdadeiro início de ano brasileiro.
Mas, por incrível que pareça, nada disso me deu muito ânimo pra escrever, nada mesmo. Pensei também em escrever sobre algo mais light, sei lá talvez sobre cinema, sobre o lançamento de Star Wars 3D, ou sobre o Motoqueiro Fantasma 2, ou até sobre os indicados ao Oscar desse ano. Mas também não saía nada, continuávamos aqui, só eu e o vai e vem do cursor.
Branco total, nada na cabeça, acho que quase entrei em transe aqui por um momento, daí surgiu a ideia: Taí, já que só me fica esse maldito branco na cabeça, por que não escrever um pouco sobre isso? Afinal todo mundo tem esses lapsos de criatividade não é mesmo? Ou vai me dizer que você nunca passou por um crise criativa desse tipo?
O mais impressionante sobre esses brancos é que eles parecem só acontecer quando você tem, ou melhor, tinha um prazo para produzir algo e agora chegou a hora de entregar o texto/artigo/trabalho/etc. e você ainda não fez nada.
Não dá mais pra procrastinar, nem pra dar um jeitinho, ou adiar o prazo, você precisa produzir e simplesmente não sai! Às vezes nem é algo assim tão importante como a sua dissertação de mestrado ou alguma coisa pro seu trabalho, pode ser só um post para o blog que você escreve com uns amigos, mas o prazo está lá, por mais flexível que seja, e o seu trabalho está aí, parado na sua frente, completamente em branco, com exceção daquele maldito cursor que fica piscando na frente dos seus olhos, marcado o início de um grande espaço vazio e martelando na sua cabeça: escreva… escreva… escreva…
E aí? Já escreveu?…
É exatamente assim que estou aqui hoje, ou pelo menos estava até uns minutos atrás, completamente hipnotizado pelo piscar do cursor. E não é por falta de assunto, há muito o que poderia ser discutido por aqui, e que em um dia de criatividade normal eu estaria bem feliz em comentar. Tivemos o julgamento do Lindemberg, 4 anos depois do crime, tivemos o ex-presidente Lula voltando pra casa, tivemos também o Irã investindo mais em seu programa nuclear, isso sem falar do Carnaval, o verdadeiro início de ano brasileiro.
Mas, por incrível que pareça, nada disso me deu muito ânimo pra escrever, nada mesmo. Pensei também em escrever sobre algo mais light, sei lá talvez sobre cinema, sobre o lançamento de Star Wars 3D, ou sobre o Motoqueiro Fantasma 2, ou até sobre os indicados ao Oscar desse ano. Mas também não saía nada, continuávamos aqui, só eu e o vai e vem do cursor.
Branco total, nada na cabeça, acho que quase entrei em transe aqui por um momento, daí surgiu a ideia: Taí, já que só me fica esse maldito branco na cabeça, por que não escrever um pouco sobre isso? Afinal todo mundo tem esses lapsos de criatividade não é mesmo? Ou vai me dizer que você nunca passou por um crise criativa desse tipo?
O mais impressionante sobre esses brancos é que eles parecem só acontecer quando você tem, ou melhor, tinha um prazo para produzir algo e agora chegou a hora de entregar o texto/artigo/trabalho/etc. e você ainda não fez nada.
Não dá mais pra procrastinar, nem pra dar um jeitinho, ou adiar o prazo, você precisa produzir e simplesmente não sai! Às vezes nem é algo assim tão importante como a sua dissertação de mestrado ou alguma coisa pro seu trabalho, pode ser só um post para o blog que você escreve com uns amigos, mas o prazo está lá, por mais flexível que seja, e o seu trabalho está aí, parado na sua frente, completamente em branco, com exceção daquele maldito cursor que fica piscando na frente dos seus olhos, marcado o início de um grande espaço vazio e martelando na sua cabeça: escreva… escreva… escreva…
E aí? Já escreveu?…
sábado, 10 de março de 2012
ESCREVO
Escrevo para fugir, quando não posso agir
Escrevo para dizer quem sou e onde vou
Escrevo para esquecer o passado e buscar o futuro
Escrevo para dizer o que penso,
para ser absolvido dos erros que não cometi.
Escrevo para dizer quem sou e onde vou
Escrevo para esquecer o passado e buscar o futuro
Escrevo para dizer o que penso,
para ser absolvido dos erros que não cometi.
TEORIA E PRÁTICA NA PIOLÍTICA
A política teve origem na Grécia Antiga quando iniciaram as organizações “cidade - estados”. Chamou-se “polis” e em latim “politicus”.
Segundo o filósofo grego Aristóteles (384 A.C-322 A.C), “o homem é um animal político e o ser humano é incapaz de viver isolado dos demais”. Daí, a necessidade de promover associações e o próprio Estado.
O conceito de política é abrangente e caracterizado pela coletividade. Não é possível praticá-lo sem a participação coletiva. É importante, os representantes públicos, serem conhecedores da teoria política para promover o bem-estar público. Tal bem estar não depende apenas daquele responsável pela sua promoção, mas também dos demais envolvidos no processo: a população.
Alguns critérios deveriam nortear a escolha através dos eleitores, ética, conhecimento do candidato (carreira profissional, formação, objetivos ) situação do município. Os escolhidos para serem representantes serão os incumbidos para desenvolver e aplicar as políticas públicas. Usarão os recursos oriundos dos impostos pagos pelos munícipes.
É lamentável que determinados critérios empregados para a escolha de um candidato são equivocados. Por isso, pessoas sem a mínima condição ética e intelectual tornam-se “representantes”. Inúmeras situações prejudiciais ao município e á comunidade ocorrem em razão disso.
Erroneamente, a maioria dos políticos , que deveriam ser autores, são atores.
Segundo o filósofo grego Aristóteles (384 A.C-322 A.C), “o homem é um animal político e o ser humano é incapaz de viver isolado dos demais”. Daí, a necessidade de promover associações e o próprio Estado.
O conceito de política é abrangente e caracterizado pela coletividade. Não é possível praticá-lo sem a participação coletiva. É importante, os representantes públicos, serem conhecedores da teoria política para promover o bem-estar público. Tal bem estar não depende apenas daquele responsável pela sua promoção, mas também dos demais envolvidos no processo: a população.
Alguns critérios deveriam nortear a escolha através dos eleitores, ética, conhecimento do candidato (carreira profissional, formação, objetivos ) situação do município. Os escolhidos para serem representantes serão os incumbidos para desenvolver e aplicar as políticas públicas. Usarão os recursos oriundos dos impostos pagos pelos munícipes.
É lamentável que determinados critérios empregados para a escolha de um candidato são equivocados. Por isso, pessoas sem a mínima condição ética e intelectual tornam-se “representantes”. Inúmeras situações prejudiciais ao município e á comunidade ocorrem em razão disso.
Erroneamente, a maioria dos políticos , que deveriam ser autores, são atores.
terça-feira, 6 de março de 2012
8 DE MARÇO. DIA INTERNACIONAL DA MULHER. A TODAS A NOSSA HOMENAGEM
Parabéns pelo dia escolhido para homenagearmos e ressaltarmos a importância imensurável de vocês mulheres preciosas, em cada dia de nossas vidas como simples homens.
Homenagens, por mais eloqüentes que sejam, não são suficientes, para as mulheres. Elas são os PILARES do mundo.
Mesmo assim, arriscarei em encaminhar um texto e uma mensagem que retrata a mulher, uma verdadeira dádiva para nós homens.
DIZ O POEMA:
As Melhores Mulheres Pertencem Aos Homens Mais Atrevidos
Mulheres são como maçãs em árvores: As melhores estão no topo...
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs no topo, pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.
Compartilhe isto com outras maçãs boas - mesmo as que já foram colhidas.
Homenagens, por mais eloqüentes que sejam, não são suficientes, para as mulheres. Elas são os PILARES do mundo.
Mesmo assim, arriscarei em encaminhar um texto e uma mensagem que retrata a mulher, uma verdadeira dádiva para nós homens.
DIZ O POEMA:
As Melhores Mulheres Pertencem Aos Homens Mais Atrevidos
Mulheres são como maçãs em árvores: As melhores estão no topo...
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs no topo, pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.
Compartilhe isto com outras maçãs boas - mesmo as que já foram colhidas.
SEREMOS JULGADOS PELO AMOR E NÃO PELA ÓTICA DA FRIA LEI.
A cena tem lugar numa grande cidade portuária. A praça está marcada pela diversidade: banca de revistas, vendedor de pipoca, crianças brincando e homens silenciosos, sentados nos bancos. No meio da praça dois fanáticos pregadores de seita neopentecostal ameaçavam os presentes com a ira divina. Depois de uma vida indigna, eles diziam ter encontrado Jesus. O fim está próximo, gritavam, Jesus virá em breve e com fogo e enxofre aniquilará os maus, mandando-os por toda a eternidade para o inferno.
Na praça portuária não podiam faltar algumas mulheres da chamada vida fácil. Alguém provocou uma delas: o que acha dos missionários, você não tem medo do castigo de Deus? Ela, com a simplicidade e a categoria de uma professora de teologia, garantiu: esse deus dos pregadores não é o meu Deus. O meu Deus é cheio de misericórdia, ama e perdoa os pobres e infelizes. Explicou ainda: não estou nesta vida porque quero, mas é a única chance que me restou para dar escola e alimentar minha filha, que eu não quero que seja como eu.
Ela disse mais: nas minhas tristes madrugadas, antes de deitar, ajoelho ao pé da cama, como minha mãe me ensinou, e peço proteção. Peço que me ajudem a sair desta vida, peço, sobretudo, que Ele esteja ao meu lado na hora de morte.
Jesus jamais rejeitou os pecadores, embora tenha tido palavras duras com os autossuficientes doutores da lei. Jamais teve uma palavra dura contra qualquer mulher. Ele foi combatido e crucificado pela hierarquia religiosa, os teólogos do tempo. Foi contra os fariseus, mestres e doutores da lei que Jesus proclamou: elas – as prostitutas – e os publicanos vos precederão no Reino de Deus.
Faz parte do bom senso e está no Evangelho a afirmação: quem muito recebeu, muito terá de prestar contas. As circunstâncias têm papel destacado na vida de todas as pessoas. Os pais, os mestres, os comandos iniciais da infância marcam profundamente uma existência. Muitas vezes, o espaço da liberdade é drasticamente reduzido. É por isso que Jesus aconselha: não julgueis e não sereis julgados. Para Ele, não existe nenhum caso perdido. As portas da misericórdia estarão sempre abertas. Deus sempre continuará amando seus filhos e filhas. O amor de Deus é infinito.
Mesmo assim é inteligente dar-nos conta que a duração de nossa vida é limitada. O tempo é um presente que Deus nos dá para nosso amadurecimento. E o tempo de Deus é hoje. E um dia, nossa vida será examinada, não pela ótica fria da lei, mas pela ótica do amor.
Na praça portuária não podiam faltar algumas mulheres da chamada vida fácil. Alguém provocou uma delas: o que acha dos missionários, você não tem medo do castigo de Deus? Ela, com a simplicidade e a categoria de uma professora de teologia, garantiu: esse deus dos pregadores não é o meu Deus. O meu Deus é cheio de misericórdia, ama e perdoa os pobres e infelizes. Explicou ainda: não estou nesta vida porque quero, mas é a única chance que me restou para dar escola e alimentar minha filha, que eu não quero que seja como eu.
Ela disse mais: nas minhas tristes madrugadas, antes de deitar, ajoelho ao pé da cama, como minha mãe me ensinou, e peço proteção. Peço que me ajudem a sair desta vida, peço, sobretudo, que Ele esteja ao meu lado na hora de morte.
Jesus jamais rejeitou os pecadores, embora tenha tido palavras duras com os autossuficientes doutores da lei. Jamais teve uma palavra dura contra qualquer mulher. Ele foi combatido e crucificado pela hierarquia religiosa, os teólogos do tempo. Foi contra os fariseus, mestres e doutores da lei que Jesus proclamou: elas – as prostitutas – e os publicanos vos precederão no Reino de Deus.
Faz parte do bom senso e está no Evangelho a afirmação: quem muito recebeu, muito terá de prestar contas. As circunstâncias têm papel destacado na vida de todas as pessoas. Os pais, os mestres, os comandos iniciais da infância marcam profundamente uma existência. Muitas vezes, o espaço da liberdade é drasticamente reduzido. É por isso que Jesus aconselha: não julgueis e não sereis julgados. Para Ele, não existe nenhum caso perdido. As portas da misericórdia estarão sempre abertas. Deus sempre continuará amando seus filhos e filhas. O amor de Deus é infinito.
Mesmo assim é inteligente dar-nos conta que a duração de nossa vida é limitada. O tempo é um presente que Deus nos dá para nosso amadurecimento. E o tempo de Deus é hoje. E um dia, nossa vida será examinada, não pela ótica fria da lei, mas pela ótica do amor.
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