segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
EDUCAÇÃO É A SOLUÇÃO: FORA E DENTRO DOS PRESÍDIOS
Hoje, nossas cadeias abrigam 515 mil pessoas em 1.312 unidades prisionais com capacidade máxima para acolher 306.500 detentos. Se o sistema judiciário brasileiro fosse menos lento e mais humanitário, 36 mil detentos já deveriam ter sido soltos ou beneficiados com a progressão de penas.
A Lei de Execução Penal assegura a cada preso seis metros quadrados de espaço na cela. Hoje, a maioria se espreme entre 70 centímetros e um metro quadrado. Daí as frequentes rebeliões.
O Brasil não tem política prisional e muito menos de reintegração social dos detentos. Diante da violência urbana, muitos clamam, ingenuamente, por mais cadeias. Pressionados pelo clamor popular, governos federal e estaduais investem em prisões o que deveriam destinar a escolas.
Nossas cadeias são verdadeiros queijos suíços, com multiplicidade de buracos. De dentro das celas, bandidos usam celulares para extorquir incautos (o golpe do sequestro de parentes) e comandar o crime organizado. Drogam-se com cocaína, maconha, crack, e recebem bebida alcoólica.
Privatizar presídios é a solução? Sim, para enriquecer empresários. Esse sistema estadunidense já é adotado nos estados de Pernambuco, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina. A empresa dona do presídio cobra do Estado o que ele gasta, em média, com cada detento: R$ 1.500. E mais R$ 1 mil por cabeça. Ao todo, R$ 2.500 por prisioneiro. Ora, quanto mais tempo o preso permanecer ali dentro, tanto mais lucro. Sem que haja preocupação de reintegração social.
Nossas unidades prisionais estão sucateadas e abandonadas. Pela Lei Orçamentária Anual, elas deveriam ter recebido do governo federal, este ano, R$ 277,5 milhões. Mereceram apenas R$ 2.579.776,61 – menos de 1% do previsto!
Apenas no Piauí não há superlotação de cadeias. País afora, os presos são confinados em espaços exíguos, promíscuos, sem acesso a atividades esportivas, artísticas, escolares e profissionais.
O que fazer diante da falta de vagas em nossas unidades prisionais? Adotar a pena de morte? Multiplicar o número de penitenciárias?
As delegacias e os estabelecimentos de apreensão de menores funcionam como ensino fundamental do crime. Os presídios, como ensino médio. As penitenciárias, como ensino superior.
Como é possível que o Estado não consiga algo tão simples quanto evitar a entrada de celulares na cadeia? Alguém consegue passar com celular escondido no controle dos aeroportos? Isto sim, merece ser imitado dos EUA: detentos usam orelhões para se comunicar com seus familiares e todas as ligações são grampeadas.
Nossos policiais são, em geral, despreparados, a ponto de considerarem direitos humanos como alforria de bandidos; alguns carcereiros dificilmente resistem à corrupção e tratam o preso não como reeducando; o sistema prisional não é pensado tendo em vista a reinserção do preso como cidadão na sociedade.
A educação é a solução, fora e dentro das prisões. Como evitar a criminalidade se 5,3 milhões de jovens brasileiros, com idade entre 18 e 25 anos, estão fora da escola e sem trabalho?
Nossas penitenciárias poderiam funcionar como escolas profissionalizantes. Aulas de mecânica, computação e culinária, associadas ao aprendizado de idiomas e a práticas esportivas e artísticas, certamente esvaziariam as nossas cadeias. O progresso no curso equivaleria a retrocesso na pena.
Se o Estado e a sociedade não cuidam dos presos, eles mesmos tratam de buscar o que mais lhes convém: auto-organização em comandos; rede de informantes entre carcereiros e policiais; vínculos com os bandos que atuam em liberdade. E nós, cidadãos, pagamos duplamente: por sustentar um sistema inoperante e ser vítimas da recorrente espiral da violência.
BLACK IS BEAUTIFUL II.
Há quatro anos o mundo parou para ver algo impensado: a entrada de um negro na Casa Branca, sede da presidência dos Estados Unidos. E não entrando pela porta dos fundos ou da cozinha. Mas como presidente eleito pela maioria dos estadunidenses.
Naquela ocasião, após torcer , eu escrevi aqui que “Black is beautiful” e que o rosto da maior potência do mundo havia mudado radicalmente naquela ocasião histórica. E era possível acreditar que o novo abria caminho onde o mesmo e o continuísmo pareciam instalados para sempre. Era possível acreditar na liberdade do ser humano que escolhe, que decide e consegue manter-se imune às coações de qualquer tipo.
Agora, quatro anos depois, o sentimento e a expectativa foram os mesmos, senão maiores. A campanha foi dura, sofrida, apertada. Primeiro debate perdido, ataques contínuos. E os números... As percentagens mínimas fazendo diferenças que pareciam enganosas e davam mais medo que esperança. O furacão Sandy abatendo-se sobre Nova York, deixando os eleitores sem poder votar.
Mas quando a contagem começou, o alívio tomou conta dos corações e pulmões. E Obama subiu mais uma vez no palanque de Chicago para dar “forward” – adiante! Para a frente! - nas expectativas de milhões de cidadãos que confiaram nele e apostaram na continuidade de seu governo.
Escolha mais importante porque mais consciente essa de agora do que a de quatro anos atrás. Verdadeira eleição no sentido de escolha para deixar de lado as outras. Os estadunidenses agora já conhecem seu presidente. Para o bem e para o mal. Alegraram-se com seu carisma e inteligência, e com a harmonia transmitida por sua relação com a esposa e a família.
Igualmente decepcionaram-se com o que pareceu ser sua pouca firmeza quanto a questões espinhosas como a saúde pública e a volta das tropas do Oriente Médio. Nem todos terão apreciado a maneira como foi capturado e morto Osama Bin Laden. Ou as posições do presidente sobre o aborto. E sobre o matrimônio gay.
No entanto, alguns destes, muitos votaram nele. Porque reconheceram que apesar de todas as decepções a outra escolha seria nitidamente pior. Escolheram dar a Barack Obama a oportunidade de levar adiante o positivo trabalho de governo iniciado e que precisa de tempo para amadurecer.
Ficam esperando, sobretudo que o olhar de Obama se volte para aqueles que novamente o colocaram onde está por quatro anos mais. Ele sabe que não foi eleito pelos brancos WASP. Foi eleito pelas minorias: pelos latinos, que desejam não sofrer mais com deportações injustas; pela comunidade afro-americana, que reitera seu apoio a esse que é de sua raça; pelas mulheres, que seguramente gostaram de vê-lo ao lado de Michelle e apostaram no novo que ele traz; pelos jovens, que são a esperança de um país que tem tão tremendo potencial, mas ao mesmo tempo tão imensas dificuldades em levar adiante sua utopia livre e democrática.
Espera-se que Obama governe para as minorias que, na verdade, já se tornam maioria, como demonstra sua eleição. Espera-se que o presidente reeleito mostre ao mundo que os EUA de hoje não são mais a terra do Kukluxklan, do enriquecimento irresponsável e do preconceito contra outras culturas e raças.
A América para os americanos, dizia um velho refrão branco. Agora, com a reeleição de Obama isso se repete. Com a diferença de que sabemos quem são os americanos: são os latinos, os afrodescendentes, as mulheres, os jovens, os “diferentes” de todo tipo que mudaram o rosto desse país continente tão fascinante, mas tão conflitivo e contraditório. Para eles e com eles espera-se que aconteça o segundo governo de Obama.
Naquela ocasião, após torcer , eu escrevi aqui que “Black is beautiful” e que o rosto da maior potência do mundo havia mudado radicalmente naquela ocasião histórica. E era possível acreditar que o novo abria caminho onde o mesmo e o continuísmo pareciam instalados para sempre. Era possível acreditar na liberdade do ser humano que escolhe, que decide e consegue manter-se imune às coações de qualquer tipo.
Agora, quatro anos depois, o sentimento e a expectativa foram os mesmos, senão maiores. A campanha foi dura, sofrida, apertada. Primeiro debate perdido, ataques contínuos. E os números... As percentagens mínimas fazendo diferenças que pareciam enganosas e davam mais medo que esperança. O furacão Sandy abatendo-se sobre Nova York, deixando os eleitores sem poder votar.
Mas quando a contagem começou, o alívio tomou conta dos corações e pulmões. E Obama subiu mais uma vez no palanque de Chicago para dar “forward” – adiante! Para a frente! - nas expectativas de milhões de cidadãos que confiaram nele e apostaram na continuidade de seu governo.
Escolha mais importante porque mais consciente essa de agora do que a de quatro anos atrás. Verdadeira eleição no sentido de escolha para deixar de lado as outras. Os estadunidenses agora já conhecem seu presidente. Para o bem e para o mal. Alegraram-se com seu carisma e inteligência, e com a harmonia transmitida por sua relação com a esposa e a família.
Igualmente decepcionaram-se com o que pareceu ser sua pouca firmeza quanto a questões espinhosas como a saúde pública e a volta das tropas do Oriente Médio. Nem todos terão apreciado a maneira como foi capturado e morto Osama Bin Laden. Ou as posições do presidente sobre o aborto. E sobre o matrimônio gay.
No entanto, alguns destes, muitos votaram nele. Porque reconheceram que apesar de todas as decepções a outra escolha seria nitidamente pior. Escolheram dar a Barack Obama a oportunidade de levar adiante o positivo trabalho de governo iniciado e que precisa de tempo para amadurecer.
Ficam esperando, sobretudo que o olhar de Obama se volte para aqueles que novamente o colocaram onde está por quatro anos mais. Ele sabe que não foi eleito pelos brancos WASP. Foi eleito pelas minorias: pelos latinos, que desejam não sofrer mais com deportações injustas; pela comunidade afro-americana, que reitera seu apoio a esse que é de sua raça; pelas mulheres, que seguramente gostaram de vê-lo ao lado de Michelle e apostaram no novo que ele traz; pelos jovens, que são a esperança de um país que tem tão tremendo potencial, mas ao mesmo tempo tão imensas dificuldades em levar adiante sua utopia livre e democrática.
Espera-se que Obama governe para as minorias que, na verdade, já se tornam maioria, como demonstra sua eleição. Espera-se que o presidente reeleito mostre ao mundo que os EUA de hoje não são mais a terra do Kukluxklan, do enriquecimento irresponsável e do preconceito contra outras culturas e raças.
A América para os americanos, dizia um velho refrão branco. Agora, com a reeleição de Obama isso se repete. Com a diferença de que sabemos quem são os americanos: são os latinos, os afrodescendentes, as mulheres, os jovens, os “diferentes” de todo tipo que mudaram o rosto desse país continente tão fascinante, mas tão conflitivo e contraditório. Para eles e com eles espera-se que aconteça o segundo governo de Obama.
NÓS DAMOS VALOR AS COISAS QUANDO NOS FALTAM
Em nossa vida necessitamos aprender a captar as lições que nos chegam da lei dos contrastes. Aprendemos a valorizar a luz, quando nos vemos ameaçados pelas trevas. Acordamos para o valor inestimável da água, quando somos atingidos por uma estiagem. Dispensamos mais atenção e cuidado à saúde, quando nos vemos fragilizados pela doença.
Creio que, em nosso tempo, esta lei dos contrastes também atinge os humanos nas crises políticas, econômicas, sociais e religiosas. Quanto mais se publicam notícias de trapaceiros e corruptos, enganadores e ladrões, violentos e agressores, mais necessitamos trazer a público as testemunhas de fé do passado e do presente.
Mesmo que a mídia não ajude muito a contemplar o encantamento pelas testemunhas da fé, a humanidade sempre encontra um jeito de fazê-lo.
As jornadas mundiais da juventude, o que revelam?
Aqui, em nosso país, também podemos lembrar o encantamento pelas testemunhas da fé, como Madre Paulina, Irmã Dulce, Irmã Dorothy Stang, Dom Helder Câmara, Frei Salvador Pinzetta, Dom Luciano Mendes de Almeida etc... Aliás, o próprio João Paulo II, ao beatificar Madre Paulina dizia: “O Brasil precisa de santos”. Junto a esses que foram lembrados, em nossas comunidades e famílias cristãs poderíamos elencar uma lista interminável de testemunhas de fidelidade, dedicação, doação e serviço.
Sempre é importante, para nós, que haja alguém para nos lembrar algo que já sabemos. Por exemplo: que Deus é Pai e nos ama; que devemos amar-nos com sinceridade; que Cristo, nossa esperança, ressuscitou. Desta forma, nos damos conta que o Cristianismo é simples e, por isso, os simples o entendem tão bem e tão rapidamente.
Creio que, em nosso tempo, esta lei dos contrastes também atinge os humanos nas crises políticas, econômicas, sociais e religiosas. Quanto mais se publicam notícias de trapaceiros e corruptos, enganadores e ladrões, violentos e agressores, mais necessitamos trazer a público as testemunhas de fé do passado e do presente.
Mesmo que a mídia não ajude muito a contemplar o encantamento pelas testemunhas da fé, a humanidade sempre encontra um jeito de fazê-lo.
As jornadas mundiais da juventude, o que revelam?
Aqui, em nosso país, também podemos lembrar o encantamento pelas testemunhas da fé, como Madre Paulina, Irmã Dulce, Irmã Dorothy Stang, Dom Helder Câmara, Frei Salvador Pinzetta, Dom Luciano Mendes de Almeida etc... Aliás, o próprio João Paulo II, ao beatificar Madre Paulina dizia: “O Brasil precisa de santos”. Junto a esses que foram lembrados, em nossas comunidades e famílias cristãs poderíamos elencar uma lista interminável de testemunhas de fidelidade, dedicação, doação e serviço.
Sempre é importante, para nós, que haja alguém para nos lembrar algo que já sabemos. Por exemplo: que Deus é Pai e nos ama; que devemos amar-nos com sinceridade; que Cristo, nossa esperança, ressuscitou. Desta forma, nos damos conta que o Cristianismo é simples e, por isso, os simples o entendem tão bem e tão rapidamente.
QUEM DISSE QUE É IMPOSSÍVEL?
Santa Bárbara, na Califórnia, é uma cidade de porte médio, com menos de 90 mil habitantes. Como toda a cidade, tem seus contrastes. Lá existem também os sem-teto, dormindo no banco do jardim, na soleira das portas ou numa calçada qualquer. Joe é dos sem-moradia. Sua companhia inseparável: um cão. Um dia, um gato sem dono juntou-se aos dois. Entre o gato e o cão surgiu uma tranquila parceria. Depois foi a vez de um rato branco que se associou a eles. Os quatro iam fazendo sua vida, repartindo com tranquilidade a pouca comida que lhes era dada.
O fato de animais, historicamente vistos como inimigos, vivendo juntos em harmonia, começou a chamar a atenção de todos. Num certo dia, alguém ofereceu ao sem-teto vinte dólares para fotografar os seus animais. Nasceu daí um meio de vida para eles. As fotografias se multiplicaram e todos deixam sua contribuição. As fotos acabaram no youtube e percorrem o mundo. O cachorro, o mais forte dos três, na maior parte do dia carrega o gato e o rato para que eles não precisem caminhar tanto. Os gestos de carinho são rotineiros. À noite eles se acomodam do melhor jeito possível, aquecendo-se mutuamente. Hoje eles são visita obrigatória para os turistas que passam por Santa Bárbara. Com direito a uma fotografia.
Um mundo diferente é possível. É isto o que esses animais nos ensinam. Costumamos dividir o mundo em classes: ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres, sábios e ignorantes, bons e maus, amigos e inimigos. E apostamos nessas divisões. Seguimos uma tendência já manifestada na primeira página da Bíblia; trata-se da Lei de Caim. Esta lei determina a destruição do irmão. Ainda não nos damos conta que a melhor maneira de vencer o inimigo não é derrotá-lo, mas fazê-lo amigo.
Jesus coloca o amor como a lei fundamental da convivência humana. O amor não tem contraindicações. Mas a humanidade ignorou o caminho do amor e, hoje, vive sob a lei do temor. Os outros são vistos como inimigos. E assim os tratamos e eles acabam inimigos de verdade.
Francisco de Assis preferiu outro caminho, o caminho da fraternidade. Foi assim que ele venceu – conquistou – o lobo, chamando-o de irmão. Foi assim que, contrariando a filosofia dos Cruzados, teve entrada franca no palácio do sultão. Foi assim que ele reconciliou cidades em guerra.
Uma das dificuldades é a pressa. Queremos que a semente do amor germine imediatamente. É necessário que, antes da proposta, exista uma vida que legitime o amor. São João da Cruz lembrava: “Onde não há amor, plante amor e, um dia, colherá amor”.
Não desanime, não pense que é impossível se a primeira vez não deu certo. Tente de novo. Uma vez plantada, a semente do amor germinará, mas não fixe tempo para isso.
Olhe o quarteto de Santa Bárbara e caminhe nessa direção.
O fato de animais, historicamente vistos como inimigos, vivendo juntos em harmonia, começou a chamar a atenção de todos. Num certo dia, alguém ofereceu ao sem-teto vinte dólares para fotografar os seus animais. Nasceu daí um meio de vida para eles. As fotografias se multiplicaram e todos deixam sua contribuição. As fotos acabaram no youtube e percorrem o mundo. O cachorro, o mais forte dos três, na maior parte do dia carrega o gato e o rato para que eles não precisem caminhar tanto. Os gestos de carinho são rotineiros. À noite eles se acomodam do melhor jeito possível, aquecendo-se mutuamente. Hoje eles são visita obrigatória para os turistas que passam por Santa Bárbara. Com direito a uma fotografia.
Um mundo diferente é possível. É isto o que esses animais nos ensinam. Costumamos dividir o mundo em classes: ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres, sábios e ignorantes, bons e maus, amigos e inimigos. E apostamos nessas divisões. Seguimos uma tendência já manifestada na primeira página da Bíblia; trata-se da Lei de Caim. Esta lei determina a destruição do irmão. Ainda não nos damos conta que a melhor maneira de vencer o inimigo não é derrotá-lo, mas fazê-lo amigo.
Jesus coloca o amor como a lei fundamental da convivência humana. O amor não tem contraindicações. Mas a humanidade ignorou o caminho do amor e, hoje, vive sob a lei do temor. Os outros são vistos como inimigos. E assim os tratamos e eles acabam inimigos de verdade.
Francisco de Assis preferiu outro caminho, o caminho da fraternidade. Foi assim que ele venceu – conquistou – o lobo, chamando-o de irmão. Foi assim que, contrariando a filosofia dos Cruzados, teve entrada franca no palácio do sultão. Foi assim que ele reconciliou cidades em guerra.
Uma das dificuldades é a pressa. Queremos que a semente do amor germine imediatamente. É necessário que, antes da proposta, exista uma vida que legitime o amor. São João da Cruz lembrava: “Onde não há amor, plante amor e, um dia, colherá amor”.
Não desanime, não pense que é impossível se a primeira vez não deu certo. Tente de novo. Uma vez plantada, a semente do amor germinará, mas não fixe tempo para isso.
Olhe o quarteto de Santa Bárbara e caminhe nessa direção.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O NATAL NÃO FRACASSOU
Amanhã é Natal. A frase foi recebida com surpresa pelo grupo de peregrinos que preparava-se para o jantar, após um extenuante dia de julho, que começara em Nazaré, passara pelo Mar Morto e estava terminando a 13 quilômetros de Jerusalém. Quem proferiu a frase foi a guia turística Silvana, olhos azuis, cor de jambo, denotando sangue árabe. Ela tratou de explicar: estamos em Belém e, para nós, esta noite é santa e nela festejaremos o nascimento de Jesus. A proposta foi aceita e o sono dos turistas foi povoado pelo canto de anjos, anunciando Paz na Terra. Na manhã seguinte, manhã cheia de luz, o grupo, com roupas de festa, dirigiu-se à gruta de Belém. Recuando dois mil anos, novos pastores olharam silenciosamente para o humilde berço de nosso Deus, não conseguindo impedir as lágrimas.
Numa de suas inesquecíveis canções, Padre Zezinho proclama: “Tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia e se as mães fossem Maria e se os pais fossem José! E se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré”. Dois mil anos são insuficientes para entender a magia daquela noite santa, que a Bíblia define como Plenitude dos Tempos.
A nossa grande miopia é supor que o Natal é apenas um dia. Uma noite santa, cheia de bons sentimentos, ternura e presentes. Depois a vida continua do mesmo jeito.
Não longe de Belém, os homens-bomba esperam pelo melhor momento para matar irmãos. Em Belém e em todas as partes do mundo há corações endurecidos pelo ódio, há mulheres provocando abortos, há crianças, doentes e idosos abandonados à própria sorte. Não é este o Natal que Jesus pretendia.
Natal é anúncio que o fatalismo e todas as maldições foram derrotados. Natal é o anúncio que uma nova história está em curso. É a História da Salvação. É o anúncio de que o amor misericordioso de nosso Deus nos visitou e permanecerá conosco para sempre.
Natal não é um dia, mas o começo de um tempo novo. O casamento não é um dia, não e apenas uma festa, mas um amor eterno. O domingo também não é um dia, mas uma pausa para mudar todos os dias da semana.
Há dois mil anos festejamos o dia de Natal e a história humana parece não mudar - ou até muda para pior. Mesmo assim precisamos continuar celebrando a noite natalina. Apesar da insensibilidade humana, apesar das tragédias e crimes, o Natal não fracassou. É a recordação de que o amor de Deus não volta atrás.
Num dia ainda desconhecido, pode ser nos próximos milênios, o Natal acontecerá de verdade. Por enquanto, precisamos continuar festejando o Natal, não como um fato acontecido “naquele tempo”, mas que tem tudo a ver com este nosso conturbado 2012. Natal é profecia e essa profecia está em curso. Ninguém poderá detê-la.
Numa de suas inesquecíveis canções, Padre Zezinho proclama: “Tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia e se as mães fossem Maria e se os pais fossem José! E se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré”. Dois mil anos são insuficientes para entender a magia daquela noite santa, que a Bíblia define como Plenitude dos Tempos.
A nossa grande miopia é supor que o Natal é apenas um dia. Uma noite santa, cheia de bons sentimentos, ternura e presentes. Depois a vida continua do mesmo jeito.
Não longe de Belém, os homens-bomba esperam pelo melhor momento para matar irmãos. Em Belém e em todas as partes do mundo há corações endurecidos pelo ódio, há mulheres provocando abortos, há crianças, doentes e idosos abandonados à própria sorte. Não é este o Natal que Jesus pretendia.
Natal é anúncio que o fatalismo e todas as maldições foram derrotados. Natal é o anúncio que uma nova história está em curso. É a História da Salvação. É o anúncio de que o amor misericordioso de nosso Deus nos visitou e permanecerá conosco para sempre.
Natal não é um dia, mas o começo de um tempo novo. O casamento não é um dia, não e apenas uma festa, mas um amor eterno. O domingo também não é um dia, mas uma pausa para mudar todos os dias da semana.
Há dois mil anos festejamos o dia de Natal e a história humana parece não mudar - ou até muda para pior. Mesmo assim precisamos continuar celebrando a noite natalina. Apesar da insensibilidade humana, apesar das tragédias e crimes, o Natal não fracassou. É a recordação de que o amor de Deus não volta atrás.
Num dia ainda desconhecido, pode ser nos próximos milênios, o Natal acontecerá de verdade. Por enquanto, precisamos continuar festejando o Natal, não como um fato acontecido “naquele tempo”, mas que tem tudo a ver com este nosso conturbado 2012. Natal é profecia e essa profecia está em curso. Ninguém poderá detê-la.
JESUS E PAPAI NOÉL
Sabemos todos que Papai-noel nasce, de fato, na fantasia das crianças. Acreditei nele até o dia em que me perguntei por que o Paulo, filho da empregada, não recebera tantos presentes de Natal como eu. O velhinho barbudo discrimina os pobres?
Malgrado tais incongruências, Papai-noel é uma figura lendária, reaviva a criança que trazemos em nós. E disputa a cena com o Menino Jesus, cujo aniversário é o motivo de festa e feriado de 25 de dezembro. Papai-noel enriquece os correios no período natalino, tantas as cartas que são remetidas a ele. Aliás, basta ir aos Correios e solicitar uma das cartas que crianças remetem ao velhinho barbudo. Com certeza o leitor fará a alegria de uma criança carente.
Não se sabe o dia exato em que Jesus nasceu. Supõem alguns estudiosos que em agosto, talvez no dia 7, entre os anos 6 ou 7 antes de Cristo. Sabe-se que morreu assassinado na cruz no ano 30. Portanto, com a idade de 36 ou 37 anos, e não 33, como se crê.
Tudo porque o monge Dionísio, que no século 6 calculou a era cristã, errou na data do nascimento de Cristo.
Até o século 3, o nascimento de Jesus era celebrado a 6 de janeiro. No século seguinte mudou, em muitos países, para 25 de dezembro, dia do solstício de inverno no hemisfério Norte, segundo o calendário juliano. Evocavam-se as festas de épocas remotas em homenagem à ressurreição das divindades solares.
Os cristãos apropriaram-se da data e rebatizaram a festa, para comemorar o nascimento Daquele que é "a luz do mundo". Para não ficar de fora da festa, os não cristãos paganizaram o evento através da figura de Papai-noel, mais adequado aos interesses comerciais que marcam a data.
Vivemos hoje num mundo desencantado, porém ansioso de reencantamento. Carecemos de alegorias, mitos, lendas, paradigmas e crenças. O Natal é das raras ocasiões do ano em que nos damos o direito de trocar a razão pela fantasia, o trabalho pela festa, a avareza pela generosidade, centrados na comensalidade e no fervor religioso.
Pouco importa o lugar em que nasceu Papai-noel. Importa é que o Menino Jesus faça, de novo, presépio em nosso coração, impregnando-o de alegria e amor. Caso contrário, corremos o risco de reduzir o Natal à efusiva mercantilização patrocinada por Papai-noel. Isso é particularmente danoso para a (de)formação religiosa das crianças filhas de famílias cristãs, educadas sem referências bíblicas e práticas espirituais.
Lojas não saciam a nossa sede de Absoluto. Há que empreender uma viagem ao mais íntimo de si mesmo, para encontrar um Outro que nos habita. Esta é, com certeza, uma aventura bem mais fascinante do que ir até a Lapônia.
Contudo, as duas viagens custam caro. Uma, uns tantos dólares. Outra, a coragem de virar-se pelo avesso e despir-se de todo peso que nos impede de voar nas asas do Espírito.
Malgrado tais incongruências, Papai-noel é uma figura lendária, reaviva a criança que trazemos em nós. E disputa a cena com o Menino Jesus, cujo aniversário é o motivo de festa e feriado de 25 de dezembro. Papai-noel enriquece os correios no período natalino, tantas as cartas que são remetidas a ele. Aliás, basta ir aos Correios e solicitar uma das cartas que crianças remetem ao velhinho barbudo. Com certeza o leitor fará a alegria de uma criança carente.
Não se sabe o dia exato em que Jesus nasceu. Supõem alguns estudiosos que em agosto, talvez no dia 7, entre os anos 6 ou 7 antes de Cristo. Sabe-se que morreu assassinado na cruz no ano 30. Portanto, com a idade de 36 ou 37 anos, e não 33, como se crê.
Tudo porque o monge Dionísio, que no século 6 calculou a era cristã, errou na data do nascimento de Cristo.
Até o século 3, o nascimento de Jesus era celebrado a 6 de janeiro. No século seguinte mudou, em muitos países, para 25 de dezembro, dia do solstício de inverno no hemisfério Norte, segundo o calendário juliano. Evocavam-se as festas de épocas remotas em homenagem à ressurreição das divindades solares.
Os cristãos apropriaram-se da data e rebatizaram a festa, para comemorar o nascimento Daquele que é "a luz do mundo". Para não ficar de fora da festa, os não cristãos paganizaram o evento através da figura de Papai-noel, mais adequado aos interesses comerciais que marcam a data.
Vivemos hoje num mundo desencantado, porém ansioso de reencantamento. Carecemos de alegorias, mitos, lendas, paradigmas e crenças. O Natal é das raras ocasiões do ano em que nos damos o direito de trocar a razão pela fantasia, o trabalho pela festa, a avareza pela generosidade, centrados na comensalidade e no fervor religioso.
Pouco importa o lugar em que nasceu Papai-noel. Importa é que o Menino Jesus faça, de novo, presépio em nosso coração, impregnando-o de alegria e amor. Caso contrário, corremos o risco de reduzir o Natal à efusiva mercantilização patrocinada por Papai-noel. Isso é particularmente danoso para a (de)formação religiosa das crianças filhas de famílias cristãs, educadas sem referências bíblicas e práticas espirituais.
Lojas não saciam a nossa sede de Absoluto. Há que empreender uma viagem ao mais íntimo de si mesmo, para encontrar um Outro que nos habita. Esta é, com certeza, uma aventura bem mais fascinante do que ir até a Lapônia.
Contudo, as duas viagens custam caro. Uma, uns tantos dólares. Outra, a coragem de virar-se pelo avesso e despir-se de todo peso que nos impede de voar nas asas do Espírito.
DOIS TIPOS DE LADRÃO
Você não percebe a diferença, mas não poucas vezes você é roubado e tomado de assalto por bandidos suaves e sem armas. Traído pelo sorriso acolhedor dele ou dela, ou pelas promessas de vantagens da firma ou do produto, você assina, mostra o RG, revela o CPF, dá o telefone e até a senha, para depois descobrir que foi roubado. Compra um produto que, aparentemente, lhe sairia de graça e não lê o texto por completo, instala-o no computador ou no celular e, em pouco tempo, chegam as faturas, as instalações, os acréscimos, as multas… Você assinou ou apertou o botão errado…
Há ladrões violentos e há ladrões persuasivos. Cuidado com a internet. Cuidado com os novos produtos. Cuidado com as compras a prazo. Se pedirem seu CPF, faça de tudo para não dar. Se você não der, o vendedor talvez não venda. Mas as chances são de que ele venderá, mesmo se não tiver acesso ao seu CPF. Se puder comprar a dinheiro, compre. Se você sai por aí espalhando CPF, RG e senha, não se espante se um dia sua vida se complicar por conta de uma conta da qual você não fez muita conta…
Meses atrás comprei, a dinheiro, um telefone sem fio. O rapaz pediu meu endereço; não dei. Pediu meu CPF; não dei. Pediu meu telefone; não dei. Pediu o RG e não dei. Disse que assim não poderia me dar garantia de troca. Resolvi correr o risco. Paguei no ato e levei da lojinha o telefone sem fio que funciona muito bem. Mas aquela lojinha não tem meus dados. Tem apenas o dinheiro que lhe paguei.
Há ladrões violentos e há ladrões persuasivos. Cuidado com a internet. Cuidado com os novos produtos. Cuidado com as compras a prazo. Se pedirem seu CPF, faça de tudo para não dar. Se você não der, o vendedor talvez não venda. Mas as chances são de que ele venderá, mesmo se não tiver acesso ao seu CPF. Se puder comprar a dinheiro, compre. Se você sai por aí espalhando CPF, RG e senha, não se espante se um dia sua vida se complicar por conta de uma conta da qual você não fez muita conta…
Meses atrás comprei, a dinheiro, um telefone sem fio. O rapaz pediu meu endereço; não dei. Pediu meu CPF; não dei. Pediu meu telefone; não dei. Pediu o RG e não dei. Disse que assim não poderia me dar garantia de troca. Resolvi correr o risco. Paguei no ato e levei da lojinha o telefone sem fio que funciona muito bem. Mas aquela lojinha não tem meus dados. Tem apenas o dinheiro que lhe paguei.
A TUA FÉ TE SALVOU.
Um das realidades da experiência humana em que mais se apela para a fé é a doença. Já se ameaçou publicar a “morte de Deus”, substituído pelos avanços científicos e técnicos; já se disse que Deus é uma invenção humana para os fracos, mas hoje estamos notando claramente que todos os avanços não estão conseguindo resolver as questões mais preocupantes da vida. Não vem ao caso atiçar uma briga entre ciência e fé, que em nada ajudou a nenhuma das partes por muito tempo.
A doença precisa da medicina, e a medicina verdadeira também conta com a fé e o cultivo de uma espiritualidade. No livro do Eclesiástico encontramos uma página de sabedoria e integração da fé com a ciência, da oração com a medicina, para que a “saúde se difunda sobre a terra”. O texto afirma que um bom israelita não pode se revoltar contra a enfermidade, mas elevar a Deus sua oração, rogando a cura.
O mesmo texto do Eclesiástico afirma que é próprio da fé interceder também pelo farmacêutico e pelo médico para que acertem nos remédios, no diagnóstico e no tratamento. O médico, por sua vez, deve colocar sua ciência e habilidade a serviço da cura, para que todos preservem e cultivem uma justa qualidade de vida. A súplica de quem roga pela saúde deve ser acompanhada pelo sincero desejo de cumprir os mandamentos e manter-se fiel.
Quando acompanhamos, passo a passo, os encontros de Jesus com os doentes e sofredores, alguns elementos chamam atenção. Ele sabe que o fenômeno da cura pode suscitar nos curados e nos que ficam sabendo, ou vendo, uma atitude de fanatismo. Os fanáticos propagam um falso messianismo, contrário ao Evangelho da vida. Porque Jesus confia no Pai e com Ele está em comunhão, também crê no ser humano, na sua capacidade de erguer-se pela graça de Deus.
Por este motivo, outro elemento das curas de Jesus nos chama atenção, quando insiste:
“...a tua fé te salvou!”
A fé dos intermediários entre Cristo e o doente confirma-se também importante. Assim vemos o centurião que crê na palavra de Jesus , ou ainda a fé de Jairo para a ressurreição de sua filha. Esses quadros nos mostram como, hoje, é importante a súplica de intercessão da família, da comunidade e dos amigos pelos doentes.
Conhecemos o relato de uma experiência vivida num grande hospital dos Estados Unidos, onde um grupo de cientistas encaminhou a divisão de pacientes em duas alas diferentes. Numa foram colocados os doentes que contavam com a oração e a intercessão dos externos e, em outra, os doentes que não tinham nenhuma ajuda espiritual. Em pouco tempo a diferença foi notória. Os que tinham acompanhamento espiritual pela oração reagiam positivamente de modo admirável. Os outros que não contavam com o reforço da oração confirmavam uma enorme dificuldade de melhora.
Em se tratando da força da fé para curar, creio que temos muitos aspectos a aprofundar e, acima de tudo, um grande desafio para o justo equilíbrio entre o simplismo mágico e a fé cristã verdadeira. Deus nos dê saúde e fé!
A doença precisa da medicina, e a medicina verdadeira também conta com a fé e o cultivo de uma espiritualidade. No livro do Eclesiástico encontramos uma página de sabedoria e integração da fé com a ciência, da oração com a medicina, para que a “saúde se difunda sobre a terra”. O texto afirma que um bom israelita não pode se revoltar contra a enfermidade, mas elevar a Deus sua oração, rogando a cura.
O mesmo texto do Eclesiástico afirma que é próprio da fé interceder também pelo farmacêutico e pelo médico para que acertem nos remédios, no diagnóstico e no tratamento. O médico, por sua vez, deve colocar sua ciência e habilidade a serviço da cura, para que todos preservem e cultivem uma justa qualidade de vida. A súplica de quem roga pela saúde deve ser acompanhada pelo sincero desejo de cumprir os mandamentos e manter-se fiel.
Quando acompanhamos, passo a passo, os encontros de Jesus com os doentes e sofredores, alguns elementos chamam atenção. Ele sabe que o fenômeno da cura pode suscitar nos curados e nos que ficam sabendo, ou vendo, uma atitude de fanatismo. Os fanáticos propagam um falso messianismo, contrário ao Evangelho da vida. Porque Jesus confia no Pai e com Ele está em comunhão, também crê no ser humano, na sua capacidade de erguer-se pela graça de Deus.
Por este motivo, outro elemento das curas de Jesus nos chama atenção, quando insiste:
“...a tua fé te salvou!”
A fé dos intermediários entre Cristo e o doente confirma-se também importante. Assim vemos o centurião que crê na palavra de Jesus , ou ainda a fé de Jairo para a ressurreição de sua filha. Esses quadros nos mostram como, hoje, é importante a súplica de intercessão da família, da comunidade e dos amigos pelos doentes.
Conhecemos o relato de uma experiência vivida num grande hospital dos Estados Unidos, onde um grupo de cientistas encaminhou a divisão de pacientes em duas alas diferentes. Numa foram colocados os doentes que contavam com a oração e a intercessão dos externos e, em outra, os doentes que não tinham nenhuma ajuda espiritual. Em pouco tempo a diferença foi notória. Os que tinham acompanhamento espiritual pela oração reagiam positivamente de modo admirável. Os outros que não contavam com o reforço da oração confirmavam uma enorme dificuldade de melhora.
Em se tratando da força da fé para curar, creio que temos muitos aspectos a aprofundar e, acima de tudo, um grande desafio para o justo equilíbrio entre o simplismo mágico e a fé cristã verdadeira. Deus nos dê saúde e fé!
A AMAZÔNIA PERDEU 240 MIL KM2. DE FLORESTAS.
Enquanto delegados de quase 200 nações reunidos em Doha, Qatar, adiavam decisões importantes sobre o meio ambiente , o mundo era impactado pela divulgação de estudos que pedem providências urgentes. Um deles diz respeito ao Brasil. Trabalho inédito realizado em nove países sul-americanos revelou que, entre 2000 e 2010, a Amazônia perdeu 240 mil km2 de florestas, 3% de sua área total, o equivalente ao Estado de São Paulo ou a 85% do território gaúcho.
Coordenado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), o atlas “Amazônia Sob Pressão” mediu, a partir de imagens de satélite, o desmatamento entre 2000 e 2010 em todos os países que abrigam a floresta e projetou as principais ameaças ao ambiente e à população local.
Segundo o levantamento, entre 2000 e 2010, 80,4% do desmatamento da Amazônia ocorreu no Brasil, país que abriga 58,1% da floresta. Com a segunda maior porção de cobertura florestal, 13,1%, o Peru foi responsável por 6,2% do desmatamento no período, seguido pela Colômbia - tem 8% da floresta e derrubou 5%.
A pesquisa mostra, porém, que o ritmo de desflorestamento no Brasil tem se reduzido desde 2005. Há duas semanas, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a menor taxa anual de destruição da Amazônia no Brasil desde 1988. E afirmou que o país deverá baixar o desmatamento ao limite de 3.925 km2 de floresta ao ano em 2020. Para especialistas, esses níveis de desmatamento resultarão na morte lenta da Amazônia.
O estudo revela ainda que, se todos os projetos de exploração econômica na região saírem do papel, a Amazônia poderá perder até a metade de sua cobertura florestal. Eles se referem a estradas, exploração de petróleo e gás, mineração, hidrelétricas, focos de calor e o desmatamento. De acordo com a pesquisa, a presença de estradas na Amazônia está associada à exploração ilegal de madeira, ao avanço de atividades agropastoris e a grandes projetos de infraestrutura e urbanização.
Coordenado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), o atlas “Amazônia Sob Pressão” mediu, a partir de imagens de satélite, o desmatamento entre 2000 e 2010 em todos os países que abrigam a floresta e projetou as principais ameaças ao ambiente e à população local.
Segundo o levantamento, entre 2000 e 2010, 80,4% do desmatamento da Amazônia ocorreu no Brasil, país que abriga 58,1% da floresta. Com a segunda maior porção de cobertura florestal, 13,1%, o Peru foi responsável por 6,2% do desmatamento no período, seguido pela Colômbia - tem 8% da floresta e derrubou 5%.
A pesquisa mostra, porém, que o ritmo de desflorestamento no Brasil tem se reduzido desde 2005. Há duas semanas, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a menor taxa anual de destruição da Amazônia no Brasil desde 1988. E afirmou que o país deverá baixar o desmatamento ao limite de 3.925 km2 de floresta ao ano em 2020. Para especialistas, esses níveis de desmatamento resultarão na morte lenta da Amazônia.
O estudo revela ainda que, se todos os projetos de exploração econômica na região saírem do papel, a Amazônia poderá perder até a metade de sua cobertura florestal. Eles se referem a estradas, exploração de petróleo e gás, mineração, hidrelétricas, focos de calor e o desmatamento. De acordo com a pesquisa, a presença de estradas na Amazônia está associada à exploração ilegal de madeira, ao avanço de atividades agropastoris e a grandes projetos de infraestrutura e urbanização.
ALÔ PREFEITOS E VEREADORES ELEITOS: DEEM PRIORIDADE PARA A EDUCAÇÃO.
Após a refrega eleitoral deste ano, assisti aos eleitos eufóricos, dando entrevistas e relatando suas metas administrativas para seus quatro anos de governo, uns dando preferência a esse setor, outros àquele outro. Todos, de modo geral, priorizando a saúde, depois a segurança, agricultura, transporte, estradas, habitação e, finalmente, educação.
Ninguém, repito, ninguém mesmo deu primazia à educação. Será que teremos que esperar mais 500 anos para descobrir que sem educação não se chega a lugar nenhum? Com educação de qualidade e com professores, não com “trabalhadores e nem com profissionais de educação”, mas com educadores bem pagos, evita-se que o cidadão vá para o hospital por falta de higiene, de alimentação adequada e se capacita o cidadão para exercer com qualidade e competência qualquer atividade, até para saber plantar mandioca ou repolho.
Um cidadão instruído e educado sabe encontrar seu lugar ao sol. Não precisa de bolsa família, de bolsa gás, de bolsa sei lá de quê, para sobreviver. Ele sabe, sente-se feliz e com capacidade para enfrentar a vida por mais dura e madrasta que seja. Terá orgulho de dizer: “Tenho minha casa mobiliada, meu carro e um bom emprego para sustentar minha família, porque eu estudei e consegui meu lugar ao sol”.
Mas não é isso que se ouve através dos meios de comunicação e do que o povo fala nas ruas, praças, botecos e nos diferentes lugares de lazer, Fala-se muito qual irá ser seu emprego na prefeitura, porque, afinal, “trabalhei e me esforcei para o meu candidato ser eleito e agora é minha vez de exigir um cargo na administração municipal”. Não se questiona se tem qualificação para exercer com competência e eficiência esta ou aquela função pública. O negócio é conseguir ser chamado e integrar o quadro de funcionários da prefeitura. O resto que se dane!
Prefeitos eleitos, façam como Brizola. Deem preferência total à educação, que as demais atividades administrativas municipais desenvolver-se-ão como que por um toque de mágica, porque sem educação não há salvação, nem aqui nem na Cochinchina. Até a limpeza da cidade, em geral, terá outro perfil, porque o cidadão educado tem consciência de que não pode jogar no chão papel, plásticos e tocos de cigarros.
Mas para isso temos que começar pela família, nos primeiros anos de escola e, assim, sucessivamente, até chegar à universidade. É claro que não será de uma hora para outra. Levará anos a fio, mas com persistência chegar-se-á nos patamares dos países de primeiro mundo. Enfatizamos, é preciso dar o primeiro passo e esse deve iniciar pela educação na família e no município, porque é ali que o cidadão reside, vive e se realiza.
Ninguém, repito, ninguém mesmo deu primazia à educação. Será que teremos que esperar mais 500 anos para descobrir que sem educação não se chega a lugar nenhum? Com educação de qualidade e com professores, não com “trabalhadores e nem com profissionais de educação”, mas com educadores bem pagos, evita-se que o cidadão vá para o hospital por falta de higiene, de alimentação adequada e se capacita o cidadão para exercer com qualidade e competência qualquer atividade, até para saber plantar mandioca ou repolho.
Um cidadão instruído e educado sabe encontrar seu lugar ao sol. Não precisa de bolsa família, de bolsa gás, de bolsa sei lá de quê, para sobreviver. Ele sabe, sente-se feliz e com capacidade para enfrentar a vida por mais dura e madrasta que seja. Terá orgulho de dizer: “Tenho minha casa mobiliada, meu carro e um bom emprego para sustentar minha família, porque eu estudei e consegui meu lugar ao sol”.
Mas não é isso que se ouve através dos meios de comunicação e do que o povo fala nas ruas, praças, botecos e nos diferentes lugares de lazer, Fala-se muito qual irá ser seu emprego na prefeitura, porque, afinal, “trabalhei e me esforcei para o meu candidato ser eleito e agora é minha vez de exigir um cargo na administração municipal”. Não se questiona se tem qualificação para exercer com competência e eficiência esta ou aquela função pública. O negócio é conseguir ser chamado e integrar o quadro de funcionários da prefeitura. O resto que se dane!
Prefeitos eleitos, façam como Brizola. Deem preferência total à educação, que as demais atividades administrativas municipais desenvolver-se-ão como que por um toque de mágica, porque sem educação não há salvação, nem aqui nem na Cochinchina. Até a limpeza da cidade, em geral, terá outro perfil, porque o cidadão educado tem consciência de que não pode jogar no chão papel, plásticos e tocos de cigarros.
Mas para isso temos que começar pela família, nos primeiros anos de escola e, assim, sucessivamente, até chegar à universidade. É claro que não será de uma hora para outra. Levará anos a fio, mas com persistência chegar-se-á nos patamares dos países de primeiro mundo. Enfatizamos, é preciso dar o primeiro passo e esse deve iniciar pela educação na família e no município, porque é ali que o cidadão reside, vive e se realiza.
DIREITOS HUMANOS: MAIS DE 700 DENÚNCIAS POR DIA
A cada dia, quase 500 denúncias de violações de direitos humanos são feitas no Brasil por meio do Disque 100. De janeiro a novembro deste ano foram 155.336, o que representa aumento de 77% sobre o mesmo período de 2011, quando foram registradas 87.764 denúncias. Se forem consideradas também as ligações com pedidos de orientações e de informações, o total pula para 234.839 atendimentos – média diária superior a 700.
Os dados foram divulgados na segunda 10 pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, responsável pelo serviço, para marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o aumento nos números ocorreu porque a população percebeu que o serviço é confiável. “Se a população não percebesse que há resultados e que a rede de acolhimento e de encaminhamento está melhorando, não continuaria denunciando por meio do serviço”, disse.
Ela destacou, no entanto, que o incremento não significa, necessariamente, aumento dos casos de violência no país, mas indica que as violações de direitos humanos “não ficam mais invisíveis”. “Isso comprova que o Brasil se importa e que qualquer pessoa que sofra uma situação desse tipo sabe que não é justo e que ela pode denunciar”, acrescentou.
Maria do Rosário ressaltou que as denúncias são importantes porque as vítimas precisam de atendimento e porque elas contribuem para que os agressores não fiquem impunes. Ela enfatizou que todas as denúncias são encaminhadas a autoridades locais da rede de assistência, como conselhos tutelares – no caso de violações contra crianças, ministérios públicos e órgãos de segurança pública.
Desde maio de 2003, quando o serviço passou a ser operacionalizado pelo governo federal, o Disque 100 recebeu e encaminhou 396.693 denúncias em todo o país.
Os dados foram divulgados na segunda 10 pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, responsável pelo serviço, para marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o aumento nos números ocorreu porque a população percebeu que o serviço é confiável. “Se a população não percebesse que há resultados e que a rede de acolhimento e de encaminhamento está melhorando, não continuaria denunciando por meio do serviço”, disse.
Ela destacou, no entanto, que o incremento não significa, necessariamente, aumento dos casos de violência no país, mas indica que as violações de direitos humanos “não ficam mais invisíveis”. “Isso comprova que o Brasil se importa e que qualquer pessoa que sofra uma situação desse tipo sabe que não é justo e que ela pode denunciar”, acrescentou.
Maria do Rosário ressaltou que as denúncias são importantes porque as vítimas precisam de atendimento e porque elas contribuem para que os agressores não fiquem impunes. Ela enfatizou que todas as denúncias são encaminhadas a autoridades locais da rede de assistência, como conselhos tutelares – no caso de violações contra crianças, ministérios públicos e órgãos de segurança pública.
Desde maio de 2003, quando o serviço passou a ser operacionalizado pelo governo federal, o Disque 100 recebeu e encaminhou 396.693 denúncias em todo o país.
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