Avida não reserva a ninguém cadeira cativa. Rei posto,
rei deposto, a uns faz gosto, a outros, desgosto. César era imortal e, no
entanto, pereceu. O Terceiro Reich duraria mil anos e não completou 20. Os
esbirros da ditadura militar brasileira acreditavam que ela seria perpétua e,
agora, temem a Comissão da Verdade.
Ressalto essa finitude humana a propósito
das quedas, semana passada, de Ricardo Teixeira, após 23 anos na presidência da
CBF; Romero Jucá, o “eterno” líder do governo no Congresso (serviu, com a mesma
subserviente fidelidade, aos governos FHC, Lula e Dilma); e Cândido Vacarezza,
líder do PT na Câmara dos Deputados.
Soma-se a essa dança das cadeiras a
decisão do PR de romper com o governo Dilma e passar à oposição.
O Brasil é
uma nação republicana que ainda não exorcizou sua alma monárquica. Perdemos a
coroa, mas não a majestade. Ainda perduram em nossa cultura política feudos e
donatários. Isso está impregnado na alma daqueles que, picados pela mosca azul,
se julgam insubstituíveis nos cargos que ocupam. E se espantam e se queixam
quando um poder mais forte do que o deles os remove da função que desempenham.
Só então se dão conta de sofrerem da síndrome de Vargas: a identificação entre
pessoa e função. Uma não vive sem a outra. Por isso o presidente Vargas preferiu
atirar contra o próprio coração a deixar o Palácio do Catete como cidadão
comum.
O caso do PR é de outra ordem na esquizofrenia política. Ele, como
tantos outros partidos, se julga no direito de botar cerca e cadeado em torno de
um ou mais ministérios.
Aliás, a culpa não é do PR por inebriar-se por tão
alta pretensão. A culpa é da falta de reforma política e do modo como é
costurada, hoje, a base de apoio ao governo. Não se exige consenso em torno de
um Projeto Brasil. Não se requer afinidade ideológica. Não se priorizam pautas
de um planejamento estratégico. Tudo é feito à base do toma lá, dá cá. Em moeda
eleitoral. O governo quer votos; o aliado quer verbas e mais poder.
Como
alertou Maquiavel, há procedimentos que dão poder, mas não glória. E num país
que desde a ditadura ainda não recuperou sua autoestima política, não é de se
estranhar que, em tempos de neoliberalismo, quando amealhar fortuna desponta
como ideal de vida, haja tanta corrupção, nepotismo e maracutaias no jogo do
poder.
Já que citamos Dom Pedro II, vale reproduzir o que escreveu ele em
carta de 15 de janeiro de 1889: “A política de nossa terra, cada vez me repugna
mais compreendê-la. Ambições e mais ambições do que tão pouco ambicionável é”.
E não há maestrina da Casa Civil para evitar que se repita, no jogo
político, a canção de Tom Jobim e Newton Mendonça: “Quando eu vou cantar você
não deixa ∕ E sempre vem a mesma queixa ∕ Diz que eu desafino, que eu não sei
cantar ∕ Você é tão bonita, mas tua beleza também pode se enganar. ∕ Se você
disser que eu desafino, amor ∕ Saiba que isso em mim provoca imensa dor...”
A
dor de nutrir pretensões abusivas e acreditar que só os próprios ouvidos escutam
a doce resposta positiva que, todas as manhãs, é suscitada pela inquieta
interrogação: “Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais
lindo do que
eu?”
Há poder e poder. Poder inerente ao cargo que se ocupa ou aos bens que
se possui, e poder inerente ao caráter e∕ou carisma da pessoa. Esses últimos,
infelizmente, são exceção. E como têm luz própria, eles nos iluminam mesmo ao
não estarem mais entre nós, como são os casos de Sócrates, Confúcio, Buda, os
profetas do Antigo Testamento, Jesus, Francisco de Assis, José Martí
e Che
Guevara.
Todos eles abraçaram o poder como serviço imbuído de idealismo e
calcado em princípios éticos e morais. Buscaram não a própria glória, mas a dos
outros, dispostos a dar a vida pela coerência assumida.
Esta é uma opção
ética da qual nenhum político foge, ainda que nem tenha consciência do quanto
ela é inevitável: empoderar-se ou empoderar a coletividade. Os primeiros usam a
democracia em benefício próprio. Os segundos a fortalecem e glorificam.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A LUTA ENTRE O BEM E O MAL
Na década de sessenta fez sucesso um filme de Glauber Rocha: Deus e
o Diabo na Terra do Sol. O roteiro é marcado pela seca e pelo latifúndio, onde a
morte parece ser a solução para todos os casos. A fé também se faz presente
neste mundo desumano. Como pano de fundo a velha luta entre Deus e o diabo, o
bem e o mal.
Na imaginação popular, o demônio é muito poderoso, revelando-se um rival à altura de Deus. É tão poderoso que muitos se recusam até pronunciar seu nome. Uma catequista deu a um aluno, impossibilitado de participar no encontro semanal, uma tarefa para fazer em casa. Entregou-lhe uma folha com a recomendação: num dos lados deveria escrever sobre Deus e no outro sobre o diabo.
O menino começou falando de Deus. Deus é bom, Deus é amor, é misericordioso, é alegria e salvação. Continuou escrevendo: Deus é paz, Deus é força, Deus é ternura. Depois escreveu sobre a grandeza e poder de Deus. A harmonia dos espaços celestes, com as estrelas girando em órbitas perfeitas, o mundo maravilhoso das flores, a diversidade do mundo animal, o sol, a chuva, o incrível poder da semente. Depois falou do homem e da mulher, dotados de inteligência e vontade, capazes de descobertas maravilhosas. E Deus, em Jesus Cristo, se fez um de nós.
Quando ele parou de escrever, deu-se conta que havia só um cantinho na segunda folha. Tratou de justificar-se, explicando: “não há lugar para o diabo”.
Em nossa fé, o diabo não tem lugar. É uma figura muito apagada. É um eterno perdedor. Pode até incomodar, mas não é um rival para Deus. A história humana não pode ser entendida como uma colossal disputa entre Deus e o diabo. Pode ser entendida como luta entre o bem e o mal. É o relato do Apocalipse. E a história humana já tem um final certo, um final feliz. Nossa fé é centrada em Jesus Cristo. Ontem, Hoje e Sempre, Princípio e Fim. Não há outro nome que possa salvar.
Mas é bom lembrar que o pecado - mais que o diabo - é uma realidade em nossa vida. O próprio apóstolo Paulo admitia: vejo o bem que quero fazer e não faço, vejo o mal que não quero fazer e faço. É a ambiguidade humana. Mas Deus é maior que o nosso pecado. A última palavra da história não será do mal, mas da vida, que se tornou sinônimo de Ressurreição. A nossa preocupação não deve ser com o diabo, mas com o bom Deus.
Na imaginação popular, o demônio é muito poderoso, revelando-se um rival à altura de Deus. É tão poderoso que muitos se recusam até pronunciar seu nome. Uma catequista deu a um aluno, impossibilitado de participar no encontro semanal, uma tarefa para fazer em casa. Entregou-lhe uma folha com a recomendação: num dos lados deveria escrever sobre Deus e no outro sobre o diabo.
O menino começou falando de Deus. Deus é bom, Deus é amor, é misericordioso, é alegria e salvação. Continuou escrevendo: Deus é paz, Deus é força, Deus é ternura. Depois escreveu sobre a grandeza e poder de Deus. A harmonia dos espaços celestes, com as estrelas girando em órbitas perfeitas, o mundo maravilhoso das flores, a diversidade do mundo animal, o sol, a chuva, o incrível poder da semente. Depois falou do homem e da mulher, dotados de inteligência e vontade, capazes de descobertas maravilhosas. E Deus, em Jesus Cristo, se fez um de nós.
Quando ele parou de escrever, deu-se conta que havia só um cantinho na segunda folha. Tratou de justificar-se, explicando: “não há lugar para o diabo”.
Em nossa fé, o diabo não tem lugar. É uma figura muito apagada. É um eterno perdedor. Pode até incomodar, mas não é um rival para Deus. A história humana não pode ser entendida como uma colossal disputa entre Deus e o diabo. Pode ser entendida como luta entre o bem e o mal. É o relato do Apocalipse. E a história humana já tem um final certo, um final feliz. Nossa fé é centrada em Jesus Cristo. Ontem, Hoje e Sempre, Princípio e Fim. Não há outro nome que possa salvar.
Mas é bom lembrar que o pecado - mais que o diabo - é uma realidade em nossa vida. O próprio apóstolo Paulo admitia: vejo o bem que quero fazer e não faço, vejo o mal que não quero fazer e faço. É a ambiguidade humana. Mas Deus é maior que o nosso pecado. A última palavra da história não será do mal, mas da vida, que se tornou sinônimo de Ressurreição. A nossa preocupação não deve ser com o diabo, mas com o bom Deus.
VITÓRIAS & DERROTAS
Que a vida e a fé não giram em torno do sucesso atesta-o a semana
que há séculos chamamos de Semana Santa. Começa no festivo
Domingo de Ramos, com direito a mantos estendidos no chão, aclamações ao futuro
rei dos judeus e uma entrada triunfal; passa pela quinta-feira da ceia fraterna,
depois angústia e solidão; avança pela sexta-feira de apupos e ofensas,
pancadas, tortura, sangue, cruz e derrota pesada; atravessa o sábado no túmulo e
se conclui no domingo de vitória.
Os ainda iludidos com a fama, o dinheiro, os primeiros lugares, os tapinhas nas costas, o sucesso de negócios,o sucesso de votos e de vendas, farão bem em refletir sobre o que houve com Jesus no curto espaço de uma semana. Boa parte do povo mudou de lado, os manipuladores do povo venceram, os inimigos o derrotaram, o “stablishment” o silenciou. Pronto! O futuro rei estava no seu devido lugar: na cova, que era onde já deveria estar há muito...
Acontece que ele ressuscitou. Das muitas lições de Jesus naqueles dias de ganhos e perdas, fica a lembrança de que o efêmero às vezes nos põe no pedestal e o mesmo efêmero nos tira de lá. E não adianta contar com a torcida porque esta, como num estádio, às vezes, torce contra!
Não há pessoa ou pequeno grupo que não tenha sofrido revés. Nem tudo sai como prevíamos, nem tudo é sucesso, mas também nem toda dor ou perda é para sempre. Somos cavaleiros do antes, do durante e do depois. Embora creiamos em Jesus, sua trajetória permanece um mistério. Paulo sugere que os efésios cresçam querendo entender largura, comprimento, altura e profundidade destes acontecimentos. Uma coisa é a semana, outra a reflexão, Derrotado é quem não sabe nem perder nem vencer. Jesus soube!
Os ainda iludidos com a fama, o dinheiro, os primeiros lugares, os tapinhas nas costas, o sucesso de negócios,o sucesso de votos e de vendas, farão bem em refletir sobre o que houve com Jesus no curto espaço de uma semana. Boa parte do povo mudou de lado, os manipuladores do povo venceram, os inimigos o derrotaram, o “stablishment” o silenciou. Pronto! O futuro rei estava no seu devido lugar: na cova, que era onde já deveria estar há muito...
Acontece que ele ressuscitou. Das muitas lições de Jesus naqueles dias de ganhos e perdas, fica a lembrança de que o efêmero às vezes nos põe no pedestal e o mesmo efêmero nos tira de lá. E não adianta contar com a torcida porque esta, como num estádio, às vezes, torce contra!
Não há pessoa ou pequeno grupo que não tenha sofrido revés. Nem tudo sai como prevíamos, nem tudo é sucesso, mas também nem toda dor ou perda é para sempre. Somos cavaleiros do antes, do durante e do depois. Embora creiamos em Jesus, sua trajetória permanece um mistério. Paulo sugere que os efésios cresçam querendo entender largura, comprimento, altura e profundidade destes acontecimentos. Uma coisa é a semana, outra a reflexão, Derrotado é quem não sabe nem perder nem vencer. Jesus soube!
O BATE-PAPO DO SANTO E O COMUNISTA
O tão esperado encontro, que permaneceu incerto até o último
momento, ocorreu por volta das 12h30 do dia 28, pouco antes de Bento XVI
retornar a Roma. Na Nunciatura Apostólica de Havana, Bento XVI e o ex-líder
cubano Fidel Castro falaram por cerca de 30 minutos. De um lado, Fidel, quase 86
anos, jaqueta escura, cachecol no pescoço, bastante debilitado e sustentado pela
esposa Dalia e dois de seus filhos. De outro, o Papa, que neste mês completa 85
anos.
Fidel mostrou-se muito curioso a respeito das atividades do Papa. “Agora que não tenho mais responsabilidades de governo, passo o tempo lendo e refletindo. Como o senhor faz para ainda desempenhar o seu serviço?”, perguntou o ex-guerrilheiro. “Eu sou velho, mas ainda consigo desempenhar o meu dever”, respondeu o Pontífice.
Ex-aluno dos padres jesuítas, o revolucionário ateu Fidel, que permaneceu no poder por quase 50 anos (de 1959 a 2008), disse que acompanhou a visita pela TV e percebeu variações na liturgia em comparação com quando era jovem. Gentilmente, o Papa explicou-lhe como a missa mudou. Por fim, Castro indagou sobre como é o trabalho de uma Papa e sua missão. “O Papa está a serviço da Igreja universal”, respondeu Bento XVI.
Depois, Fidel se alegrou com a beatificação de João Paulo II e de Madre Teresa de Calcutá, grande benfeitora de Cuba. Fidel mostrou-se interessado sobre questões religiosas e pediu que Bento XVI lhe envie livros sobre “a essência de Deus” e sobre a relação entre ciência e fé. Por fim, um caloroso aperto de mãos celou o encontro entre o Papa teólogo e o pai da revolução cubana. Bento XVI resumiu o encontro como proveitoso, intenso, animado e “com muitas trocas de argumentos”.
Fidel mostrou-se muito curioso a respeito das atividades do Papa. “Agora que não tenho mais responsabilidades de governo, passo o tempo lendo e refletindo. Como o senhor faz para ainda desempenhar o seu serviço?”, perguntou o ex-guerrilheiro. “Eu sou velho, mas ainda consigo desempenhar o meu dever”, respondeu o Pontífice.
Ex-aluno dos padres jesuítas, o revolucionário ateu Fidel, que permaneceu no poder por quase 50 anos (de 1959 a 2008), disse que acompanhou a visita pela TV e percebeu variações na liturgia em comparação com quando era jovem. Gentilmente, o Papa explicou-lhe como a missa mudou. Por fim, Castro indagou sobre como é o trabalho de uma Papa e sua missão. “O Papa está a serviço da Igreja universal”, respondeu Bento XVI.
Depois, Fidel se alegrou com a beatificação de João Paulo II e de Madre Teresa de Calcutá, grande benfeitora de Cuba. Fidel mostrou-se interessado sobre questões religiosas e pediu que Bento XVI lhe envie livros sobre “a essência de Deus” e sobre a relação entre ciência e fé. Por fim, um caloroso aperto de mãos celou o encontro entre o Papa teólogo e o pai da revolução cubana. Bento XVI resumiu o encontro como proveitoso, intenso, animado e “com muitas trocas de argumentos”.
CONTINUANDO: PARA TER LIBERDADE É PRECISO ESTAR JUNTOS
Nunca nos tornaremos autenticamente livres sozinhos, de modo
individualista, como pequenos burgueses fechados em nosso palácio de cristal.
Para nos libertar de certas estruturas opressivas pessoais e comunitárias, para
romper certas cadeias, para superar certas escravidões e alcançar a liberdade na
medida de uma vida digna, não é suficiente o esforço pessoal.
Tornamo-nos livres, juntos, com quem vivemos, com quem condividimos esforços, empenhos e objetivos comuns. Aqui deve acontecer um salto de qualidade que a liberdade necessita fazer para amadurecer. É tão fácil enganar-nos, achando que a conquista da liberdade se deve fazer movidos pelo impulso natural do individualismo. É exatamente assim que se criam os verdadeiros ditadores e dominadores.
O cultivo da liberdade autêntica implica na capacidade de sabermos estar juntos, renunciando a certos pontos de vista pequenos a fim de alargar o horizonte, acolhendo o ponto de vista do outro e dos outros. A superação do “eu” para o “nós” é um empreendimento exigente, mas sempre compensador, pois o mais verdadeiro sonho é aquele que sonhamos juntos.
O estreitamento da liberdade que vai criando prisões invisíveis em nós, acontece na proporção do fechamento sobre nós mesmos. Quanto mais egoístas, menos livres, quanto mais altruístas e solidários, maior é a liberdade.
Ser livre junto a... torna-nos responsáveis! Preciso responder a alguém, dar razões de minhas escolhas. Sou convocado pelo grupo humano, no qual convivo, a colocar-me em relação a partir da cordialidade e não da pesada obrigação. A cordialidade faz crescer a liberdade no amor e não no temor.
Paulo de Tarso tem uma página admirável referente ao ser livre junto a...: “Ainda que livre em relação a todos, fiz-me o servo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Para os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus... Para os fracos fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo. E isto tudo eu faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante”.
A liberdade que vai sendo conquistada junto aos outros, necessariamente nos dispõe ao serviço dos outros e o serviço que exercitamos vai nos tornando verdadeiramente livres da própria prisão. O fundamento último da liberdade é o amor a Deus e o amor ao próximo.
Neste caminho de liberdade junto a... necessitamos nos abrir à obediência. Quando a liberdade vai se tornando responsabilidade, assume como normal o caminho da obediência. A independência absoluta elabora uma caricatura de liberdade. O espontaneísmo é uma barreira à obediência.
A autêntica obediência pressupõe a liberdade, como a verdadeira liberdade se nutre de obediência responsável. Quando se imagina que liberdade se opõe à obediência e a obediência tolhe a liberdade, complicamos a relação de duas dimensões que se reclamam mutuamente. Cristo foi o homem mais livre da terra e da história e foi também o mais obediente dos humanos.
Tornamo-nos livres, juntos, com quem vivemos, com quem condividimos esforços, empenhos e objetivos comuns. Aqui deve acontecer um salto de qualidade que a liberdade necessita fazer para amadurecer. É tão fácil enganar-nos, achando que a conquista da liberdade se deve fazer movidos pelo impulso natural do individualismo. É exatamente assim que se criam os verdadeiros ditadores e dominadores.
O cultivo da liberdade autêntica implica na capacidade de sabermos estar juntos, renunciando a certos pontos de vista pequenos a fim de alargar o horizonte, acolhendo o ponto de vista do outro e dos outros. A superação do “eu” para o “nós” é um empreendimento exigente, mas sempre compensador, pois o mais verdadeiro sonho é aquele que sonhamos juntos.
O estreitamento da liberdade que vai criando prisões invisíveis em nós, acontece na proporção do fechamento sobre nós mesmos. Quanto mais egoístas, menos livres, quanto mais altruístas e solidários, maior é a liberdade.
Ser livre junto a... torna-nos responsáveis! Preciso responder a alguém, dar razões de minhas escolhas. Sou convocado pelo grupo humano, no qual convivo, a colocar-me em relação a partir da cordialidade e não da pesada obrigação. A cordialidade faz crescer a liberdade no amor e não no temor.
Paulo de Tarso tem uma página admirável referente ao ser livre junto a...: “Ainda que livre em relação a todos, fiz-me o servo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Para os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus... Para os fracos fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo. E isto tudo eu faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante”.
A liberdade que vai sendo conquistada junto aos outros, necessariamente nos dispõe ao serviço dos outros e o serviço que exercitamos vai nos tornando verdadeiramente livres da própria prisão. O fundamento último da liberdade é o amor a Deus e o amor ao próximo.
Neste caminho de liberdade junto a... necessitamos nos abrir à obediência. Quando a liberdade vai se tornando responsabilidade, assume como normal o caminho da obediência. A independência absoluta elabora uma caricatura de liberdade. O espontaneísmo é uma barreira à obediência.
A autêntica obediência pressupõe a liberdade, como a verdadeira liberdade se nutre de obediência responsável. Quando se imagina que liberdade se opõe à obediência e a obediência tolhe a liberdade, complicamos a relação de duas dimensões que se reclamam mutuamente. Cristo foi o homem mais livre da terra e da história e foi também o mais obediente dos humanos.
NOVAS REGRAS DO PONTO ELETRÔNICO
Depois de cinco adiamentos, entraram em vigor na segunda 2 as novas
regras para o ponto eletrônico. A mudança está valendo para o setor industrial,
comércio, serviços, transportes, construção, comunicações, energia, saúde, de
educação e financeiro. De acordo com as regras, é impresso um comprovante para o
trabalhador para que o relógio seja inviolável.
A partir de 1º de junho as empresas do setor de agroeconomia passam a utilizar o ponto eletrônico. Já em 3 de setembro será a vez das micro e pequenas empresas.
A partir de 1º de junho as empresas do setor de agroeconomia passam a utilizar o ponto eletrônico. Já em 3 de setembro será a vez das micro e pequenas empresas.
PROJETO PREVÊ ATÉ 16 ANOS DE PRISÃO
Um projeto de lei do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que prevê
penas mais severas a motoristas embriagados, já foi aprovado pelo Senado e deve
ser posto em votação neste mês pela Câmara. O projeto estabelece que imagens de
vídeos ou depoimento de testemunhas também poderão servir como provas contra
motoristas bêbados. Com isso, o bafômetro e o exame de sangue deixam de ser as
únicas provas admitidas em um possível processo judicial.
O projeto também
prevê o aumento rigoroso das penas para motoristas embriagados que se envolvem
em acidentes que provoquem morte ou lesão corporal de terceiros. As penas podem
variar de seis meses de prisão para quem apenas for flagrado dirigindo sob
efeito de bebidas alcoólicas a 16 anos nos casos em que o ato de dirigir bêbado
resulte em acidente com morte.
As penas podem ainda ser aumentadas em até 50% do tempo de prisão se o acidente for provocado por um condutor bêbado não habilitado ou sem a carteira de habilitação correspondente ao veículo que está dirigindo; se o acidente ocorrer em locais de grande concentração de pessoas; ou se o motorista embriagado estiver transportando idosos, crianças, gestantes ou pessoas com limitação de discernimento.
As penas podem ainda ser aumentadas em até 50% do tempo de prisão se o acidente for provocado por um condutor bêbado não habilitado ou sem a carteira de habilitação correspondente ao veículo que está dirigindo; se o acidente ocorrer em locais de grande concentração de pessoas; ou se o motorista embriagado estiver transportando idosos, crianças, gestantes ou pessoas com limitação de discernimento.
QUALIDADE DA UVA DE 2012 SÓ PERDE PARA A DE 2005
A safra da uva 2012 chega ao fim com qualidade muito
superior à do ano passado, mas ainda abaixo da de 2005, considerada uma das
melhores da histórica da vitivinicultura gaúcha. A conclusão é possível graças à
comparação da graduação média deste ano apurada pela Divisão de Enologia da
Secretaria da Agricultura-RS e as safras referidas. Plínio Manosso, responsável
pelo levantamento, ressalta que os números não são finais e que ainda devem
subir, citando a cabernet sauvignon.
A Divisão de Enologia analisou 280 amostras colhidas em vinícolas das regiões produtoras do Estado - principalmente Serra gaúcha, mas também Campanha e fronteira oeste, Serra sudeste e Campos de Cima da Serra. Foi medido o grau babo, que revela o teor de açúcar no mosto.
A Divisão de Enologia analisou 280 amostras colhidas em vinícolas das regiões produtoras do Estado - principalmente Serra gaúcha, mas também Campanha e fronteira oeste, Serra sudeste e Campos de Cima da Serra. Foi medido o grau babo, que revela o teor de açúcar no mosto.
O FIM DA LEI SECA
Ao decidir que somente o teste do bafômetro ou o exame de sangue vale como prova de embriaguez de condutor de veículo, o Superior Tribunal de Justiça está anulando o efeito que a Lei Seca vinha produzindo. E por um singelo motivo: ninguém está obrigado a se submeter a essas comprovações.
Desde que passou a vigorar, a Lei Seca pelo menos intimidou muitos motoristas que ignoravam uma regra básica: se beber, não dirija. Blitze realizadas pelo país acumularam multas e prisões de condutores irresponsáveis. Se com a lei os índices de acidentes no trânsito não diminuíram em várias regiões, sem ela a tendência é de que aumentem.
Juristas acreditam que a Lei Seca foi sepultada. Valerá apenas para os desavisados, aqueles que concordarem com os exames que ainda servem de prova.
Como reação, o Ministério da Justiça está querendo mudar a lei para torná-la mais dura. Fala em retirar a dosagem alcoólica que caracterizaria crime, permitir que um motorista em visível estado de embriaguez possa ser condenado e que possam ser utilizados como provas depoimentos de testemunhas e filmes.
Apesar da boa vontade demonstrada, o governo federal não deixa de produzir uma situação paradoxal. Quer mais rigor contra o álcool ao volante, mas pressiona pela liberação de bebidas em jogos da Copa do Mundo.
Executivo e Legislativo têm que criar instrumentos mais eficazes que a Lei Seca. O país precisa investir em educação no trânsito e ter mais seriedade para liberar novos motoristas. Além disso, deve controlar a propaganda que cria ídolos e dita normas comportamentais - redes sociais mostram jovens e adolescentes exibindo copos de bebidas alcoólicas como troféus. Com atitudes de curto e longo prazos, haverá menos bêbados e outros inconsequentes na direção de veículos e as tragédias realmente vão encolher.
Juristas acreditam que a Lei Seca foi sepultada. Valerá apenas para os desavisados, aqueles que concordarem com os exames que ainda servem de prova.
Como reação, o Ministério da Justiça está querendo mudar a lei para torná-la mais dura. Fala em retirar a dosagem alcoólica que caracterizaria crime, permitir que um motorista em visível estado de embriaguez possa ser condenado e que possam ser utilizados como provas depoimentos de testemunhas e filmes.
Apesar da boa vontade demonstrada, o governo federal não deixa de produzir uma situação paradoxal. Quer mais rigor contra o álcool ao volante, mas pressiona pela liberação de bebidas em jogos da Copa do Mundo.
Executivo e Legislativo têm que criar instrumentos mais eficazes que a Lei Seca. O país precisa investir em educação no trânsito e ter mais seriedade para liberar novos motoristas. Além disso, deve controlar a propaganda que cria ídolos e dita normas comportamentais - redes sociais mostram jovens e adolescentes exibindo copos de bebidas alcoólicas como troféus. Com atitudes de curto e longo prazos, haverá menos bêbados e outros inconsequentes na direção de veículos e as tragédias realmente vão encolher.
INFELIZMENTE BRASILEIROS ESTÃO LENDO MENOS
O Brasil é composto por 50% de leitores, que somam
88,2 milhões de pessoas. Neste conceito, são considerados leitores apenas as
pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos últimos três
meses. Há também cerca de 50% de não-leitores. Em média, o brasileiro lê quatro
livros por ano, entre literatura, contos, romances, livros religiosos e
didáticos. Deste total, lê 2,1 livros inteiros por ano e dois em partes. O
índice maior é de leitoras - 53%, contra 43% do sexo masculino.
Esses dados foram apurados pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro (IPL). Foram feitas mais de cinco mil entrevistas em 315 municípios, entre junho e julho de 2011.
Comparando com 2007, ano da última pesquisa, diminuiu o número de leitores (eram 95,6 milhões, ou 55% da população) e o hábito de leitura em tempo livre - passatempo apontado por 36% dos ouvidos em 2007 e, agora, por 28%.
“Apesar de os indicadores apresentarem uma redução no número de leitores, se aprofundarmos a análise dos resultados percebemos uma melhor qualidade nessa leitura e muitas pessoas afirmando que estão lendo mais hoje”, afirma a presidente do IPL, Karine Pansa. Sobre o tipo de gênero preferido de nossos leitores, a bíblia ainda aparece em primeiro lugar, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros. Entre os incentivadores à leitura, os professores passaram do segundo para o primeiro lugar, ultrapassando a indicação da mãe como a responsável por despertar o interesse pela leitura.
A região brasileira que tem a melhor média de livros lidos nos últimos três meses é a Centro-Oeste, com 2,12 exemplares. O Sudeste registrou 1,84 livro nos últimos três meses, o Sul 1,68 e o Norte 1,51.
Esses dados foram apurados pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro (IPL). Foram feitas mais de cinco mil entrevistas em 315 municípios, entre junho e julho de 2011.
Comparando com 2007, ano da última pesquisa, diminuiu o número de leitores (eram 95,6 milhões, ou 55% da população) e o hábito de leitura em tempo livre - passatempo apontado por 36% dos ouvidos em 2007 e, agora, por 28%.
“Apesar de os indicadores apresentarem uma redução no número de leitores, se aprofundarmos a análise dos resultados percebemos uma melhor qualidade nessa leitura e muitas pessoas afirmando que estão lendo mais hoje”, afirma a presidente do IPL, Karine Pansa. Sobre o tipo de gênero preferido de nossos leitores, a bíblia ainda aparece em primeiro lugar, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros. Entre os incentivadores à leitura, os professores passaram do segundo para o primeiro lugar, ultrapassando a indicação da mãe como a responsável por despertar o interesse pela leitura.
A região brasileira que tem a melhor média de livros lidos nos últimos três meses é a Centro-Oeste, com 2,12 exemplares. O Sudeste registrou 1,84 livro nos últimos três meses, o Sul 1,68 e o Norte 1,51.
terça-feira, 10 de abril de 2012
UM NOVO BLOG NO AR...
Para quem possa se interessar pelo que vai por Horizontina: Acesse - www.horizontinawaptwupt.blogspot.com
Assinar:
Postagens (Atom)
