quarta-feira, 4 de maio de 2011

ESTUPIDEZ JORNALÍSTICA E BARBÁRIE II

E, tendo encontrado o inimigo mais procurado, nenhuma foto do corpo? Nenhum vestígio? Ah, sim, um exame de DNA, feito pelos agentes da CIA. Bueno, acredite quem quiser.

O mais vexatório nisso tudo é ouvir os jornalistas de todo mundo repetindo a notícia sem que qualquer prova concreta seja apresentada. Acreditar na declaração de agentes da CIA é coisa muito pueril. Seria ingênuo se não se soubesse da profunda submissão e colonialismo do jornalismo mundial.
Olha, eu sei lá, mas o que vi na televisão chegou às raias do absurdo. Sendo verdade ou mentira o que aconteceu, ambas as coisas são absolutamente impensáveis num mundo em que imperam o tal do “estado de direito”. Não há mais limites para o império. Definitivamente são tempos sombrios. E pelo que se vê, voltamos ao tempo do farwest, só que agora, o céu é o limite. Pelo menos para o império. Darth Vader é fichinha!

terça-feira, 3 de maio de 2011

ACIAP LANÇA DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL

Identificar demandas, desenvolver e auditar projetos para o desenvolvimento do município de Horizontina. Este é o objetivo do Departamento de Desenvolvimento Municipal criado pela Associação Comercial, Industrial e Agropecuária (Aciap) e que será lançado na quinta-feira, 5, para a comunidade e apresentado em seus detalhes para a administração municipal. O lançamento ocorre às 7h30min, em uma edição especial do Café Com Associado, no auditório da Aciap.
O departamento é formado e gerido por membros da Aciap e de representações da comunidade e surge para oferecer suporte as iniciativas privadas que passam gerar desenvolvimento. Além disso, propõem-se a acompanhar as ações das esferas públicas. A ideia surgiu inspirada pelas experiências de Agências de Desenvolvimento criadas em alguns municípios gaúchos, como Lagoa Vermelha, município recentemente visitado por representantes da Aciap e da prefeitura municipal. Na sua atuação, o departamento vai manter permanente dialogo com o setor público municipal em busca de alternativas para potencializar o desenvolvimento do município.
De acordo com Gilmar Quintiliano vice-presidente da Aciap e coordenador do novo departamento, as duas primeiras ações já estão definidas. A primeira diz respeito ao Senai, onde uma parceria entre a prefeitura, o Senai e a comunidade tem o desafio de viabilizar a construção de uma escola técnica para abrigar os cursos no Senai no município. O outro se refere a instalação do Distrito Industrial II e da definição da política de incentivo para empreendimentos se instalarem no local. Para os temas, serão criados planos de ações a serem seguidos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O TRIUNFO DO COMANDANTE OBAMA


O Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governado pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.

domingo, 1 de maio de 2011

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR

Ao longo do tempo, a constante das sociedades humanas é a presença dos trabalhadores, sob distintas formas – escravos, servos, operários -, responsáveis pela produção dos bens da sociedade. A forma de exploração da força de trabalho é que variou, definindo o caráter diferenciado de cada sociedade.

Porém, a exploração do trabalho por outras classes sociais fez com que o trabalhador não controlasse sua força de trabalho, produzindo para a acumulação de riquezas dos outros. O trabalho foi sempre um trabalho alienado, em que os trabalhadores produzem, mas não são donos do produto do seu trabalho, nem decidem o que produzir, como produzir, para quem produzir, a que preço vender o que produzem. E tampouco são remunerados pela riqueza que produzem, recebendo apenas o indispensável para a reprodução da sua força de trabalho. Quem se apropria do fundamental da riqueza produzida é o capital, que assim acumula, se expande, se reproduz, enquanto os trabalhadores apenas sobrevivem.
Neste Primeiro de Maio, Dia dos Trabalhadores (e não do Trabalho, como insiste a velha mídia), é preciso recordar que a data vem de uma grande manifestação realizada em Chicago em 1886, pela diminuição da jornada de trabalho para 8 horas, duramente reprimida pela polícia, com a morte de vários trabalhadores.

Que a jornada é praticamente a mesma, embora as condições tecnológicas para explorá-la tenha avançado gigantescamente e, com ela, os lucros das grandes empresas que exploram os trabalhadores. Um momento propício para avançar no projeto de redução da jornada de trabalho, para fazer um mínimo de justiça ao esforço heróico e anônimo dos milhões de trabalhadores que constroem o progresso do Brasil.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

ENTRE LIVROS E TV, A CRIANÇA QUE QUEREMOS.

Os bichos homem e mulher nascem com cérebros incompletos. Graças ao aleitamento, em três meses as proteínas dão acabamento a este órgão que controla os nossos mínimos movimentos e faz o nosso organismo secretar substâncias químicas que asseguram o nosso bem-estar. Ele é a base de nossa mente e dele emana a nossa consciência. Todo o nosso conhecimento, consciente e inconsciente, fica arquivado no cérebro.

Ao nascer, nossa malha cerebral é tecida por cerca de 100 bilhões de neurônios. Aos seis anos, metade desses neurônios desaparece como folhas que, no outono, se desprendem dos galhos. Por isso, a fase entre zero e 6 anos é chamada de “idade do gênio”. Não há exagero na expressão: 90% de tudo que sabemos de importante à nossa condição humana foram aprendidos até os 6 anos: andar, falar, discernir relações de parentesco, distância e proporção; intuir situações de conforto ou risco, distinguir sabores etc.
Ninguém precisa insistir para que seu bebê se torne um novo Mozart que, aos 5 anos, já compunha. Mas é bom saber que a inteligência de uma pessoa pode ser ampliada desde a vida intrauterina. Alimentos que a mãe ingere ou rejeita na fase da gestação tendem a influir, mais tarde, na preferência nutricional do filho. O mais importante, contudo, é suscitar as sinapses cerebrais. E um excelente recurso chama-se leitura.
Ler para o bebê acelera seu desenvolvimento cognitivo, ainda que se tenha a sensação de perda de tempo. Mas é importante fazê-lo interagindo com a criança: deixar que manipule o livro, desenhe e colora as figuras, complete a história e responda a indagações. Uma criança familiarizada desde cedo com livros terá, sem dúvida, linguagem mais enriquecida, mais facilidade de alfabetização e melhor desempenho escolar.
A vantagem da leitura sobre a TV é que, frente ao monitor, a criança permanece inteiramente receptiva, sem condições de interagir com o filme ou o desenho animado. De certa forma, a TV “rouba” a capacidade onírica dela, como se sonhasse por ela.
A leitura suscita a participação da criança, obedece ao ritmo dela e, sobretudo, fortalece os vínculos afetivos entre o leitor adulto e a criança ouvinte. Quem de nós não guarda afetuosa recordação de avós, pais e babás que nos contavam fantásticas histórias?
Enquanto a família e a escola querem fazer da criança uma cidadã, a TV tende a domesticá-la como consumista. O Instituto Alana, de São Paulo,  constatou que num período de 10 horas, das 8h às 18h de 1º de outubro de 2010, foram exibidos 1.077 comerciais voltados ao público infantil; média de 60 por hora ou 1 por minuto!
Foram anunciados 390 produtos, dos quais 295 brinquedos, 30 de vestuário, 25 de alimentos e 40 de mercadorias diversas. Média de preço: R$ 160! Ora, a criança é visada pelo mercado como consumista prioritária, seja por não possuir discernimento de valor e qualidade do produto, como também por ser capaz de envolver afetivamente o adulto na aquisição do objeto cobiçado.
Há no Congresso mais de 200 projetos de lei propondo restrições e até proibições de propaganda ao público infantil. Nada avança, pois o lobby do Lobo Mau insiste em não poupar Chapeuzinho Vermelho. E quando se fala em restrição ao uso da criança em anúncios (observe como se multiplica!) logo os atingidos em seus lucros fazem coro: “Censura!”
Concordo com Gabriel Priolli: só há um caminho razoável e democrático a seguir, o da regulação legal, aprovada pelo Legislativo, fiscalizada pelo Executivo e arbitrada pelo Judiciário. E isso nada tem a ver com censura, trata-se de proteger a saúde psíquica de nossas crianças.
O mais importante, contudo, é que pais e responsáveis iniciem a regulação dentro da própria casa. De que adianta reduzir publicidade se as crianças ficam expostas a programas de adultos nocivos à sua formação?
Erotização precoce, ambição consumista, obesidade excessiva e mais tempo frente à TV e ao computador que na escola, nos estudos e em brincadeiras com amigos, são sintomas de que seu ou sua querido(a) filho(a) pode se tornar, amanhã, um amargo problema.





GOMBLI, NOS DEIXOU O EXEMPLO E O DESAFIO

Ele é um dos melhores representantes do novo tipo de intelectual que caracteriza os teólogos da libertação e dos agentes de pastoral que estão nesta caminhada: operar a troca de saberes, vale dizer, tomar a sério o saber popular, banhado de suor e sangue, mas rico em sabedoria e articulá-lo com o saber acadêmico, crítico e comprometido com as transformações sociais. Essa troca enriquece a uns e a outros. O intelectual repassa ao povo um saber que o ajuda a avançar e o povo obriga o intelectual a pensar os problemas candentes e se enraizar no processo histórico. A intelligentzia acadêmica possui uma dívida social enorme para com os pobres e marginalizados. Em grande parte as universidades representam macroaparelhos de reprodução da sociedade discricionária e fábricas formadoras de quadros para o funcionamento do sistema imperante. Mas há de se reconhecer também, não obstante seus limites, o fato de que foi e é um laboratório do pensamento contestatório e libertário. Mas não houve ainda um encontro profundo entre a universidade e a sociedade, fazendo uma aliança entre a inteligência acadêmica e a miséria popular. São mundos que caminham paralelos e não são as extensões universitárias que cobrirão esse fosso. Tem que ocorrer uma verdadeira troca de saberes e de experiências. Ignorante é aquele que imagina ser o povo ignorante. Este sabe muito e descobriu mil formas de viver e sobreviver numa sociedade que lhe é adversa.

Se há algum mérito nos teólogos da libertação (eles existem aqui e pelo mundo afora) é ter feito este casamento. Por isso não se pode pensar num teólogo da libertação senão metido nos dois mundos, para juntos tentarem gestar uma sociedade mais igualitária que, no dialeto cristão, tenha mais bens do Reino, que são justiça, dignidade, direito, solidariedade, compaixão e amor. O padre José Comblin nos deixou o exemplo e o desafio.





MEU PAI TRABALHA SEMPRE.

Um grupo de adolescentes conseguiu invadir um estádio de futebol para abraçar um atleta famoso. Um jornalista entrevistou o grupo e quis saber o motivo de tanta euforia por querer tocar no ídolo encantador. Um jovem respondeu: “Nós combinamos e decidimos fazer tudo para abraçar e tocar um vencedor”. Esse vencedor vinha se consagrando pelos gols em favor do seu time. Dedicado e fiel, sempre vestiu a camiseta e investiu tudo para construir um clube bem sucedido.

Tocar e homenagear um vencedor são um jeito de projetar também o desejo de sê-lo. Ao natural não se busca tocar, abraçar e homenagear derrotados, nem mesmo lembrar fatos depreciativos que nos atingem. Faz parte dos humanos torcer por alguém que nos precede e nos representa na competência de suas obras. Tocar alguém assim é, de certo modo, querer participar das mesmas vitórias.
Mal comparando, vamos saltar para as maravilhas da criação. A Escritura e a história sempre acenam e nos convidam a lembrar, admirar e celebrar as maravilhas de Deus, vivas e presentes em nós e junto a nós. Quando nos sensibilizamos e aprendemos a nos encantar com a criação que saiu das mãos de Deus, também temos razões para tocar e abraçar um eterno vencedor. Mais que um atleta ou um artista, Deus, que é amor, não pode ser pensado como um derrotado.
Em Deus sempre prevalece a vitória da vida, da beleza e da bondade. Seu projeto não visa concorrer com os humanos, nem mesmo com os demônios. Em Deus, todas as suas obras comunicam a gratuidade do amor. Tudo o que é de Deus está ao nosso favor. Seu time é composto de todos os seus filhos e filhas, de todas as raças e culturas. Como ele, não somos torcedores e nem fanáticos, mas participantes de um projeto que é também nosso.
Tocando a criação, aprendemos abraçar o Criador e com Ele fazer parceria responsável por um mundo onde deve vencer a vida. Não é ingenuidade e nem sentimentalismo aprender a sentir a terra onde pisamos, a apreciar a água que tomamos, a acariciar a flor que plantamos no jardim, a abraçar um irmão, imagem e semelhança de nosso Deus. Tocar e sentir, amar e agradecer o mundo criado é entrar em diálogo com o Deus que sempre sustenta viva sua obra. “Meu Pai trabalha sempre” (Jo 5,17).

DORES DE PARTO OU AGONIA?

No Rio de Janeiro, um jovem, sorrindo, entra numa escola e fuzila doze crianças e fere outras, depois se suicida. Nas areias que cobrem as imensas jazidas de petróleo da Líbia, modernas armas de guerra semeiam destruição. Na Costa do Marfim, os tanques acabam por decidir o que as urnas não conseguiram. No Iraque, uma jovem de 17 anos detona uma bomba escondida sob suas vestes e mata duas dezenas de fiéis em oração.
A lista das tragédias não termina aí. A corrupção é a moeda corrente entre a maioria dos governantes da Terra. A Igreja se obriga a pedir perdão pelas torpes atitudes de sacerdotes seus; o amor eterno, jurado por muitos jovens, tem a duração de alguns meses. A violência e a droga, cada vez mais mortal, não mais se restringem às capitais, mas estão presentes mesmo nas pequenas cidades, com todas as suas consequências. Dores de parto ou agonia? O planeta Terra torna-se imenso depósito de lixo.

DECISÃO INÉDITA: CRIME DE TORTURA NÃO PRESCREVE, DIZ JUSTIÇA DO RS.

Tribunal de Justiça gaúcho condenou o Estado do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 200 mil a torturado pela polícia durante a ditadura militar. Em sua sentença, o desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto (foto) considerou que o crime de tortura não prescreve. "A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas", afirmou o magistrado em sua decisão.

SERRA, O JIM JONES DO PSDB?

"...a criação da dissidência do DEM, o PSD, por Kassab, e a saída em massa de adeptos de Serra do PSDB, é uma clara ofensiva contra a hegemonia de Alckmin no PSDB estadual. (...) não ocorrem apenas rachas nos partidos que monopolizam os votos de centro-direita e de direita no Estado, mas uma cisão no bloco partidário que permitia, pelo menos a nível regional, manter a unidade das elites econômicas, políticas e intelectuais do Estado há mais de duas décadas. Serra e Kassab não estão rachando apenas os seus partidos, mas as elites paulistas" (Maria Inês Nassif, no blog do Nassif, via Conversa Afiada; 28-04)

GADO EMBARGADO

A notícia saiu primeiro no Blog da Amazônia, do jornalista acreano Altino Machado, e nesta quinta-feira, 27, ganha espaço nos jornais do centro-sul: o grupo JBS-Friboi, uma das maiores corporações do comércio de carne do mundo, assinou acordo com a Justiça Federal no Acre e se compromete a não comprar carne originada de áreas embargadas.

A Friboi e outros frigoríficos vêm sendo acusados de estimular o desmatamento ao negociar com criadores estabelecidos em territórios indígenas e em reservas de preservação e com propriedades onde existe trabalho escravo ou em condições degradantes.
Não se trata, porém, de uma súbita conversão aos bons modos nos negócios: o grupo JBS-Friboi está apenas tentando escapar de uma multa que poderia chegar a R$ 57,8 milhões, se prosseguisse com sua prática criminosa.
Segundo os jornais, procuradores federais estaduais e do Trabalho no Acre, reunidos em uma força-tarefa, propuseram há duas semanas uma ação conjunta contra o frigorífico e outras 13 empresas do setor, juntando provas de que, entre 2007 e 2010, eles haviam comercializado 10 mil cabeças de gado de origem irregular.
O acordo assinado pela empresa prevê a suspensão de todas as compras de carne de propriedades que tiverem sido autuadas pelos órgãos de defesa ambiental ou de áreas onde a pecuária tiver sido legalmente proscrita.

O termo de compromisso deverá ser seguido pelas demais empresas do setor, até que se estabeleçam práticas mais sustentáveis.
Se o compromisso for rompido, os frigoríficos devem pagar uma multa de R$ 500 por quilo de carne comercializada.
No total, as multas poderiam chegar a R$ 2 bilhões.