quinta-feira, 10 de março de 2011

O CONSUMIDOR SEMPRE TEM RAZÃO.

Produtos pagos que não são entregues. Ou são entregues com defeito. Operadoras de telefonia e de banda larga que pegam o cliente em arapucas, vendendo velocidades que não entregam. Débitos indevidos lançados em contas de banco. Não há solução para os problemas relatados ou os prazos não são cumpridos. Colchões repletos de cupins, que levam o cliente, de colchão novo, a dormir no chão. Aparelhos de ar-condicionado que não funcionam.

Conclusão: a velha máxima de que o consumidor sempre tem razão, serve para quê?






A MÍDIA NÃO VÊ.

O Brasil é um país onde as grandes questões sociais chegam, quando chegam, com anos de atraso. O debate e as "lutas" do movimento negro parecem ter chegado ao Brasil com 50 anos de atraso e copiando um dos piores modelos do mundo no quesito das diferenças raciais: o modelo estadunidense, país no qual o racismo permanece vigente, mas com certa dose de anestesia sendo aplicada através de sistemas de cotas nas universidades, nas empresas privadas ou no fomento de políticas de discriminação positiva. Criticar o racismo de autores que não podem se defender, e cujas obras foram criadas em uma época nitidamente racista, é relativamente simples; o complexo é tentar combater o racismo e as desigualdades socioeconômicas gritantes do presente.
Grande parte da mídia nacional ignora o genocídio que acontece em "nosso quarteirão", mas não hesita em dedicar horas e mais horas, páginas e mais páginas, para "informar" sobre alguns crimes cometidos contra figuras midiáticas ou, principalmente, vítimas da considerada classe média. Essa atitude comunicacional é tão criminosa quanto o crime propriamente dito.

quarta-feira, 9 de março de 2011

KASSAB... JÁ OUVIU FALAR?

Faz meses que o nome do prefeito paulistano só aparece no noticiário associado à criação do novo partido, enquanto a cidade sofre toda ordem de flagelos, a começar pelas enchentes que se tornaram quase diárias.

Até aqui, só se falou de nomes de demos que podem seguir Kassab rumo ao novo partido, mas nenhuma palavra sobre programa, projetos para o país, propostas para melhorar a vida dos eleitores.
É tudo estranho, muito esquisito, como se um desses blocos de rua que pipocam no Rio de Janeiro resolvesse entrar, sem pedir licença, no meio do desfile das grandes escolas no Sambódromo
Sem espaço na aliança que o elegeu para ousar vôos maiores, como o governo do Estado, em 2014, e sem voz no comando do DEM, que ficou com os Maia e os ACM da vida, Kassab simplesmente resolveu criar um novo partido, já que a legislação não permite que ele procure abrigo em outro já existente.
Sem nenhum vínculo conhecido com qualquer organização social, sindicato urbano ou rural, movimento estudantil ou igreja, time de futebol, escola de samba ou o que seja, quem o novo partido vai representar? Em nome de quem ou do que o líder Kassab vai se apresentar ao distinto público?

COMO ENTENDER BERLUSCONI

Berlusconi é um político sem ideologia clara, ao contrário de Mussolini, um fascista repleto de leituras. Um bufão ignorante, num olhar mais crítico. Cabelo implantado, plásticas no rosto, todo o repertório do homem sem conteúdo. Você simplesmente não consegue enxergar Berlusconi com um livro. Mas, na bagunça política italiana, ele conseguiu projetar a imagem de um homem que faz, num universo de gente que grita, discute, mexe os braços e afinal não sabe para onde ir e por isso não faz nada. Acresce que não existe alternativa relevante.

Dizer que ele está no poder graças a suas empresas de mídia é uma simplificação. Em termos relativos, Roberto Marinho tinha muito mais mídia que Berlusconi. Ele se elegeria presidente? Governador? Prefeito? Vereador? Presidente do Flamengo? Murdoch tem um negócio várias vezes maior que o de Berlusconi, e você não consegue imaginá-lo eleito para nada.
Querer entender Berlusconi sem entender as peculiaridades da Itália e dos italianos é um exercício penoso, frustrante e inútil.

"VENEZUELA - UM VIZINHO DESCONHECIDO"

O título da série de reportagens é mais do que sugestivo: “Venezuela – um vizinho desconhecido”. Na verdade, o título bem poderia ser “um vizinho mal-conhecido”, pois os brasileiros, durante a última década, vêm recebendo, sim, freqüentes informações sobre o país, mas deturpadas.

A Globo, principalmente, vive apresentando matérias sobre a Venezuela. Todavia, são matérias que induzem a uma crença totalmente falsa sobre o país governado pelo presidente Hugo Chávez desde 1999, de que seria uma “ditadura” na qual o povo sofre.
Na série que a Record está apresentando, ainda que sem informações privilegiadas tenho certeza de que mostrará – como já mostrou alguma coisa nos dois primeiros capítulos – a imensa obra social que fez da Venezuela o país que mais avançou no IDH das três Américas na década passada.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Igreja quer mobilizar fiéis sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular ações práticas para preservar o meio ambiente. Com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou hoje (9) a 48ª Campanha da Fraternidade, que pretende alertar os católicos para a gravidade das consequências do aquecimento do planeta.

No texto-base da campanha, a CNBB expõe as principais conclusões da ciência sobre as mudanças climáticas e a participação humana no problema, faz críticas ao modelo energético que ainda privilegia fontes fósseis – grandes emissoras de gases de efeito estufa, ao desmatamento e até ao agronegócio.

COMECE A SE MEXER HOJE. VIVA O PRESENTE

O amanhã é conseqüência do teu hoje, mas o teu hoje não necessariamente precisa ser conseqüência do teu ontem. A chave da mudança está em tuas mãos.

Se você não conseguiu até ontem mudar algo ou fazer algo que há muito tem buscado, o que lhe garantirá que conseguirá amanhã? Nada. A não ser que você mude o teu hoje.
Viva desde já aquilo que planejou para o amanhã - nem que sejam em tímidos passos. Mas, saiba que à medida que for andando, irá pegando cada vez mais confiança e logo estará voando naquilo que você entende ser o teu melhor, o melhor que DEUS planejou para a tua vida.
Vamos! Aja!
Hoje, o presente é uma dádiva...

KADAFI VAI AFOGAR O PAIS EM SANGUE

Não há chance. Kadafi cairá. O que ele pode fazer o adiar o desfecho e continuar afogando seu país em sangue. Age impunemente e sabidamente frente a inúmeras potências européias. Há muita retórica e pouca ação para impedir o massacre.

Várias razões explicam sua permanência provisória: seu despudor de matar, sem medo de ser julgado e o fato inegável de dispor de muito dinheiro na Líbia e espalhado pelo mundo.
Suas aparições revelam um personagem enlouquecido, sem qualquer amor pelos outros, facilmente manipulável. Acha-se um deus e, na verdade, apenas serve aos seus patrões ocidentais. Vivendo acima do real, ele acha que pode tudo e que é invencível.
Quem deseja que se prolongue a carnificina? A hipótese mais provável é que os países que não caíram por efeito de revoltas acreditam que estas mortes sejam uma ameaça gravíssima a quem quiser derrubar o seu governo opressor. Dentre eles, o mais rico é a Arábia Saudita, que deve estar torcendo por Kadafi. Isso é feito silenciosamente e não se sabe que tipo de ajuda presta ao velho ditador.
Ainda não é possível saber o efeito global destas mudanças. Mas elas são visíveis por toda parte. Os pobres e os miseráveis estão sendo um pouco melhor tratados e os atuais regimes estão preocupados. Sabem que não será mais tão fácil manter uma ordem repressiva, corrupta e manipuladora.

O FIM DA ERA DO PETRÓLEO

Qualquer que seja o resultado dos protestos, levantes e rebeliões que agora varrem o Oriente Médio, uma coisa é certa: o mundo do petróleo será permanentemente transformado. Considere tudo que está acontecendo agora como apenas a primeira vibração de um petro-terremoto que irá sacudir nosso mundo em suas bases.
Em outras palavras, para quem quiser traçar uma trajetória razoável para os atuais acontecimentos no Oriente Médio já há um esboço na parede. Como nenhuma outra região é capaz de substituir o Oriente Médio como principal exportador de energia do planeta, a economia do petróleo irá encolher - e com ela a economia do planeta como um todo..

Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. O petróleo não desaparecerá dos mercados internacionais, mas nas próximas décadas não irá mais alcançar os volumes necessários para satisfazer a estimada demanda global, o que significa que escassez será a condição dominante do mercado – mais cedo do que tarde. Apenas o veloz desenvolvimento de fontes alternativas de energia e a dramática redução do consumo de derivados de petróleo pode salvar o mundo das mais severas repercussões econômicas.

terça-feira, 8 de março de 2011

DILMA É DESTAQUE EM LISTA DAS MULHERES MAIS IMPORTANTES DO MUNDO

O jornal britânico The Guardian colocou a presidente brasileira Dilma Rousseff em sua lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade, publicada nesta terça-feira.

Na lista, que publicada no Dia Internacional da Mulher, Dilma aparece na categoria “Política” ao lado de outras dez personalidades, como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi.
O jornal descreve a presidente brasileira como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura” e que é considerada uma “administradora dura e pragmática”.

BRASIL E SUAS DESIGUALDADES

Entre os 15 países mais desiguais do mundo, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Atenção: não confundir desigualdade com pobreza. Desigualdade resulta da distribuição desproporcional da renda entre a população.Para Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, no Brasil “o Estado joga dinheiro pelo helicóptero. Mas na hora de abrir as portas para os pobres, joga moedas. Na hora de abrir as portas para os ricos, joga notas de cem reais. É quase uma bolsa para as classes A e B, que têm 18,9% de suas rendas vindo das aposentadorias. O pobre que precisa é que deveria receber mais do governo. Pelo atual sistema previdenciário, replicamos a desigualdade.”

O mais desigual é a Bolívia, seguida de Camarões, Madagascar, África do Sul, Haiti, Tailândia, Brasil (7º lugar), Equador, Uganda, Colômbia, Paraguai, Honduras, Panamá, Chile e Guatemala.
A ONU reconhece que, nos últimos anos, houve redução da desigualdade no Brasil. Em nosso continente, os países com menos desigualdade social são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai.


A esperança é que a presidente Dilma Rousseff promova reformas estruturais, incluída a da Previdência, desonerando 80% da população (os mais pobres) e onerando os 20% mais ricos, que concentram em suas mãos cerca de 65% da riqueza nacional.